segunda-feira, 30 de maio de 2011

Obras de referência vão ajudar professores a preparar aulas

Educação básica



Terça-feira, 31 de maio de 2011 - 15:30
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) vai adquirir obras de referência para ajudar os professores da educação básica regular e da educação de jovens e adultos a preparar planos de ensino e aplicar atividades em salas de aula. “Essa iniciativa foi uma ideia do ministro Fernando Haddad, para estimular a ampliação da oferta nacional de obras pedagógicas que auxiliem o professor com novas técnicas de ensino, como é comum em outros países”, disse Rafael Torino, diretor de ações educacionais do FNDE.

O edital do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE do Professor) foi publicado nesta terça-feira, 31, no Diário Oficial da União. O período para a pré-inscrição das obras será entre 18 de outubro de 2011 e 18 de abril de 2012. A entrega dos exemplares para avaliação será entre 15 e 18 de maio de 2012. Após a seleção dos acervos, ocorrem as fases de habilitação e negociação de preços. Posteriormente, vem a produção e distribuição, com previsão de chegada às escolas no primeiro semestre letivo de 2013.

Segundo Rafael Torino, o FNDE está concedendo um prazo longo para as inscrições a fim de viabilizar a elaboração de novas obras e também a tradução de títulos do exterior. “Desejamos novidades. Queremos aproximar o Brasil da riqueza de ferramentas voltadas ao professor que verificamos em outros países”, comenta.

Serão montados acervos para atender a seis categorias distintas: educação infantil (20 obras), anos iniciais do ensino fundamental regular (30 obras), anos finais do ensino fundamental regular (30 obras), ensino médio regular (30 obras), ensino fundamental da educação de jovens e adultos (20 obras) e ensino médio da educação de jovens e adultos (20 obras). Cada editora poderá inscrever até 20 títulos no total, sendo no máximo oito por categoria.

A primeira edição do PNBE do Professor ocorreu em 2010, com distribuição à rede pública até o início deste ano e investimento de R$ 59 milhões. A edição para 2013 deve ter investimentos da ordem de R$ 90 milhões, pois houve incremento no número de títulos e inclusão da educação infantil no novo edital. 


Assessoria de Comunicação Social do FNDE



Veja o edital do PNBE do Professor 2013
Palavras-chave: educação básica, PNBE do Professor, FNDE
fonte

Persistência

Baseado num artigo de Noah Semonoff, publicado por Seleções do 
Readers Digest, em 1943, com o titulo Vencendo Dificuldades.

Meu maior defeito, nos despreocupados dias da infância, consistia em desanimar com demasiada facilidade quando uma tarefa qualquer me parecia dificil. Eu podia ser tudo, menos um menino persistente. Foi quando, certa noite , meu pai me chamou para conversarmos. Tinha nas mãos uma tabuazinha de pequena espessura e um canivete aberto. Ele me disse quando me aproximei: “ meu filho, risque uma linha em toda a largura da tábua.”. Obedeci e, em seguida tábua e canivete foram guardados na escrivaninha.

A mesma coisa foi repetida todas as noites seguintes. Ao fim de uma semana eu não podia mais de curiosidade. A história continuava. Toda noite eu tinha que riscar com o canivete, uma só vez, o sulco que se aprofundava. Afinal chegou um dia em que não havia mais sulco. Meu derradeiro e leve esforço cortara a tábua em duas. Papai olhou para mim longamente, e depois disse: “ você nunca acreditaria que isto fosse possível com tão pouco esforço, não é verdade?...Pois o êxito ou o fracasso de sua vida não depende tanto de quanta força você põe em uma tentativa, mas na persistência no que fizer!”. Foi essa uma lição de coisa impossivel de esquecer e que mesmo um garoto de dez anos pôde e soube aproveitar, não apenas na infância, mas durante toda a vida. 
Pense nisso...

Luiz Antonio Silva.-Formação e Desenvolvimento de RH.-Palestrante  Motivacional

Estratégia para melhorar a educação

Folha de São Paulo, 30/05/2011 - São Paulo SP 

Gestores, diretores e professores precisam de recursos para melhorar o desempenho dos alunos 
FERNANDO VELOSO 
NESTE E NOS próximos artigos, apresentarei uma estratégia para melhorar os indicadores educacionais no Brasil baseada nas lições tiradas das experiências de reforma em outros países e no atual estágio de desempenho do sistema aqui. Um elemento fundamental dessa estratégia é uma boa gestão. Ela deve assegurar que gestores, diretores e professores tenham recursos e conhecimento necessários para melhorar o desempenho dos alunos. Para isso, é preciso estabelecer metas de aprendizagem e integrá-las à estrutura curricular e ao material pedagógico, além de ter programas de formação inicial e continuada dos professores. O MEC (Ministério da Educação) estabeleceu metas de desempenho no Ideb para o quinto e o nono anos do ensino fundamental em cada escola pública urbana do país, e existem alguns sistemas de metas estaduais e municipais. No entanto, são  raros os Estados e municípios que estabelecem metas de alfabetização das crianças. Uma das exceções é Minas Gerais, que criou o Proalfa (Programa de Avaliação da Alfabetização) e incluiu indicadores de alfabetização nas metas das escolas. Além disso, poucos Estados e municípios possuem currículos bem definidos e, em geral, os programas de formação de professores estão dissociados do sistema de avaliação. Dentre as experiências promissoras, incluem-se as dos Estados de São Paulo e Minas Gerais e, recentemente, as do município e do Estado do Rio de Janeiro, que implantaram um currículo integrado com as metas de aprendizagem e com programas de reforço escolar e formação de professores. O passo seguinte na melhoria da gestão é conceder maior autonomia às escolas. Isso contribui para elevar o grau de responsabilização e transfere o poder decisório para quem está em uma melhor posição para identificar os problemas e resolvê-los. Mas, para que isso funcione, é preciso que as escolas tenham capacitação técnica e recursos adequados. Uma experiência interessante é o Programa de Autonomia Escolar de Nova York. Por meio desse programa, os diretores de escolas de Nova York passaram a ter autonomia para elaborar o orçamento, contratar professores, tomar decisões sobre o currículo e a grade horária, e escolher os tipos de assistência técnica necessários. Em contrapartida, passaram a ser responsabilizados pelos resultados de aprendizagem dos alunos, podendo ser demitidos caso não sejam atingidas as metas. Em resumo, Estados e municípios com pior desempenho devem implantar alguns fundamentos básicos de uma boa gestão, enquanto aqueles com melhor desempenho podem avançar na direção de uma maior autonomia das escolas. 

Kit sensatez

 Diário Catarinense, 30/05/2011 - Florianópolis SC

O veto da presidente Dilma Rousseff ao kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia divide a opinião pública. De um lado, encontram-se os defensores da diversidade e dos direitos humanos, lamentando que a presidente tenha se submetido a pressões religiosas. De outro, estão especialistas, inclusive os que aconselharam a presidente, argumentando que o material é equivocado por fazer uma apologia do homossexualismo, em vez de simplesmente oferecer informações claras sobre sexualidade. O caminho mais sensato é o do meio: cabe ao governo corrigir eventuais deformações, mas não pode privar escolas, professores e alunos de um material importante para o combate ao preconceito e à discriminação. Pesquisas de opinião pública cujos resultados ganham ênfase a partir desse mais recente episódio confirmam o quanto o tema ainda é considerado incômodo para a sociedade de maneira geral. A mais recente delas, realizada em 2009, revela que nada menos de 87,3% de alunos, mães, pais, professores, funcionários e diretores têm preconceito em relação à orientação sexual e identidade de gênero. Outro levantamento, ainda de 2004, mostra que 60% dos professores afirmam não ter conhecimento suficiente para lidar com a questão da homossexualidade em sala de aula. 

Por todas essas razões, é importante que as orientações sobre questões como a homofobia possam ser prestadas em casa, no âmbito da família. Mas, quando isso não é possível, a responsabilidade acaba sendo transferida para a escola, pois a educação é sempre útil no combate ao preconceito. Daí a importância de que os educadores, em sua maioria confessadamente despreparados, possam receber subsídios para contribuir com essa causa. O importante é que um Estado laico e não confessional como o brasileiro não continue a agir sob pressão num caso desse tipo. A contribuição que o poder público precisa dar nesse e em outros casos deve ser sempre a destinada a combater qualquer tipo de discriminação. 

Inclusão ou separação?

Diário Catarinense, 30/05/2011 - Florianópolis SC 


ÂNGELA BASTOS 
Enquanto a Constituição prega a integração de surdos, movimento quer a criação de escolas específicas bilíngues. Independente de ouvir ou não, toda criança ganha com o convívio de um aluno surdo. A presença é vista como algo diferente, mas normal. Por isso, talvez, não se veja crianças com problema auditivo sendo vítimas de bulliyng entre a garotada. A observação é do psicólogo Sérgio Otávio Bassetti, da Fundação Catarinense de Educação Especial. –Nós não aceitamos escolas exclusivas para surdos. O mundo é visual e sonoro, achar que estar só com seus iguais é um equívoco, já que é preciso educar a criança para uma sociedade diversificada – defende o psicólogo. 

O posição do psicólogo é uma análise sobre o movimento da Federação Nacional de Integração dos Surdos (Feneis), que reuniu cerca de 500 pessoas em uma manifestação na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, pedindo a criação de escolas bilíngues específicas para surdos.  Desde a Constituição de 1988, o Brasil adota a política de integração em escolas regulares. Bassetti observa que as crianças sem surdez aprendem rapidamente a se comunicar com os que usam a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Isso permite que interajam não somente na escola, mas também em outros ambientes. 

Em pelo menos 11 unidades da rede municipal de ensino em Florianópolis existem alunos que aprendem com Libras. No ano passado, o uso da Língua com alunos, familiares e professores deu à Creche Municipal Bem-Te-Vi, no Centro da Capital, uma menção honrosa do Prêmio Experiências Educacionais Inclusivas. Para isso, explica Sônia Fernandes, diretora de Educação Infantil da Secretaria de Educação, uma comissão do Ministério da Educação esteve em Florianópolis verificando, na prática, o relato da experiência encaminhado pela Bem-Te-Vi, em parceria com as profissionais da Sala Multimeios da Creche Almirante Lucas, no Centro. Isso não  apenas sobre o ensino de Libras para o aluno  surdo, mas para o grupo de crianças de sua  turma. O projeto começou em junho de 2009, quando a creche recebeu uma criança com diagnóstico de surdez. Desde então a professora Maria Eloíza de Macedo trabalha com o aluno uma forma de comunicação e aprendizado. Também foi realizado um trabalho com a mãe e a avó da criança, que iniciaram o contato com a Língua Brasileira de Sinais, para dar continuidade à comunicação em casa. Em seguida, a creche começou um trabalho de apresentação da Libras com toda a turma de seis meses a um ano, da qual a criança fazia parte. Em outubro do ano passado, foi a vez da turma de dois a três anos. A unidade percebeu, então, que havia o interesse em aprender Libras não só das crianças, mas igualmente das professoras e dos demais funcionários da creche. Um professor de Língua Brasileira de Sinais para trabalhar sinais do cotidiano em sala de aula e para ensinar os profissionais da unidade educativa foi contratado. 

RIO GANHA 1ª ESCOLA SUSTENTÁVEL DA AMÉRICA LATINA

EDUCAÇÃO NA MÍDIA

 
30 de maio de 2011


O bairro de Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro, abriga desde o último dia 20 a primeira escola totalmente sustentável do Brasil e da América Latina

O bairro de Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro, abriga desde o último dia 20 a primeira Escola totalmente sustentável do Brasil e da América Latina: o Colégio Estadual Erich Walter Heine, que oferece ensino médio integrado com técnico profissionalizante em administração.

A construção da Escola foi possível devido a uma parceria entre a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc) e a siderúrgica Thyssenkrupp CSA que está erguendo uma unidade com capacidade de produzir 5 milhões de placas de aço por ano na região.

O colégio tem como concepção ser uma grande sala de aula sustentável. Ao conviver com um prédio diferenciado, o aluno aprende a importância do uso consciente dos recursos naturais.

Promover a Educação ambiental é um dos principais objetivos do projeto , afirma Rafael Tavares Albuquerque, arquiteto responsável pelo obra.

Padrão internacional 
O projeto foi elaborado para atender aos padrões da certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design, em inglês), voltada para a construção sustentável. Isso significa que o prédio atende a mais de cinquenta requisitos para melhorar o aproveitamento de recursos naturais e obter maior eficiência energética.

Um dos diferenciais é o ecotelhado, que tem uma vegetação especial para diminuir a absorção de calor e reabsorver a água da chuva. Em todo o mundo, apenas 120 Escolas têm essa certificação 118 nos Estados Unidos, uma na Noruega e outra em Bali.

Em formato de catavento para melhorar a entrada de ar entre as alas, reduzindo assim os gastos com refrigeração, o prédio foi projetado pelo escritório Arktos, especializado na concepção de Escolas. Com a dimensão de 8.950 metros quadrados, custou R$ 11 milhões, financiados pela Thyssenkrupp.

Uma Escola tradicional do mesmo porte sairia por R$ 8 milhões. Embora a obra tenha um preço elevado, os benefícios no longo prazo compensam , diz a arquiteta responsável pelo projeto, Maria José de Mello, que cita a captação da água da chuva como uma das principais ações.

O ecotelhado filtra a água da chuva, que é armazenada para ser usada nos sanitários, na irrigação de jardins e lavagem dos pátios o que possibilita economia de60% na conta de água. Grandes janelas e a forma arquitetônica do prédio aproveitam a luz solar e gera economia de até 30% com energia.

O que incentivou a Thyssenkrupp a patrocinar o projeto foi o crédito de isenção fiscal que havia em caixa para investir em sustentabilidade. Nosso foco é Educação voltada para o trabalho e por isso investimos na construção da Escola , diz Luiz Claudio Castro, diretor de sustentabilidade da Thyssen.

Comunidade 
Além das aulas emperíodo integral, das 7 às 17h, a Secretaria da Educação pretende abrir em agosto 500 vagas noturnas para ensino profissionalizante em administração aos moradores.

O colégio agrega valor, estabelece umpatamar de qualidade no ensino, o que melhora a auto estima dos alunos e da comunidade , diz Sérgio Menezes, gerente de projetos com parceiros privados da Seeduc.

O projeto, quando concebido, foi pensado para interagir com a sociedade. A biblioteca tem acesso externo, inclusive nos finais de semana, assim como a piscina e as quadras que também ficarão à disposição.

Fonte: Brasil Econômico (SP)

Prazo para inscrição em cursos de qualificação é prorrogado

Formação do professor


Segunda-feira, 30 de maio de 2011 - 17:42
Foi prorrogado até a próxima sexta-feira, 3 de junho, o prazo para que diretores de escolas públicas de educação básica inscrevam os professores de suas escolas em cursos de extensão ou aperfeiçoamento. Os professores, por sua vez, terão até o dia 5 de junho, domingo, para confirmar o seu interesse em realizar o curso. Após esse prazo, as secretarias de educação devem validar as pré-inscrições dos educadores até o dia 16 de junho.

São mais de 86 mil vagas em extensões das mais variadas áreas. Todos os estados têm cursos disponíveis, cuja inscrição, gratuita, é feita pela Plataforma Freire, sistema desenvolvido pelo MEC por meio do qual o professor se inscreve em diversos cursos. A formação, também gratuita, é feita no horário de trabalho do docente, sem aumentar a sua carga horária.

A partir de 18 de junho, a lista dos docentes inscritos em cursos de extensão ou aperfeiçoamento estará disponível na página eletrônica da Plataforma Freire. A lista com os cursos oferecidos em cada estado está disponível na plataforma.

Assessoria de Comunicação Social

Acesse a Plataforma Freire

Precisamos de pontes e não de muros

Gazeta do Povo, Vida e cidadania, Publicado em 22/05/2011 | Brisa Teixeira, especial para a Gazeta do Povo


Marcos Cordiolli, mestre em Educação.
Promover a interação entre pais, estudantes e professores é uma tarefa urgente, necessária e que pode ter a tecnologia – ainda vista como “bicho-papão” por muitos educadores – como aliada. A opinião é do professor Marcos Cordiolli, mestre em educação, que acaba de lançar o livro Currículo escolar: teorias e práticas (Editora Melo).
Segundo o educador, os estudantes de hoje são pessoas hiperconectadas. Essa característica, associada ao processo da convergência das mídias, dificulta a comunicação com os professores, que se sentem estrangeiros no mundo digital. Mas Cordiolli acredita que é possível construir uma ponte, onde hoje há essa barreira, a partir da incorporação de novos recursos pedagógicos.
Divulgação /  Entrevista
O professor abordou o assunto na 18.ª Educar/Educador (Feira e Congresso Internacional de Educação), encerrada neste sábado, em São Paulo, e falou também com a reportagem da Gazeta do Povo. Acompanhe os principais trechos da entrevista:
Você defende que as novas tecnologias estão aproximando professores e famílias. Como esse processo está ocorrendo?
As tecnologias da informação e comunicação dispõem de ferramentas fundamentais que podem aproximar de forma inédita os professores e os pais. Considerando as condições da escola e dos professores, os pais podem acessar as informações básicas do desenvolvimento do processo pedagógico e pode-se até promover situações em que a família possa participar ativamente das ações educativas. E a escola pode dar um passo a mais, envolvendo os pais em atividades pedagógicas, contribuindo, inclusive, para reaproximar pais e filhos em famílias com pouca interação. Por outro lado, os pais podem conhecer mais de perto as atividades escolares de seus filhos e participar mais diretamente de suas vidas. Aproximar e promover a interação entre pais e professores é uma tarefa urgente e necessária.
Qual é a responsabilidade da família nessa interação da escola com a tecnologia?
São duas as situações: a de familiares que possuem qualificação para as vias digitais e aqueles que são excluídos ou rejeitam esta inclusão. Acho que em ambos os casos as escolas devem adotar posturas pedagógicas em relação aos familiares, orientado-os para ações de acompanhamento dos filhos e estimulando-os a leituras críticas e de segurança em relação aos conteúdos e as interações nas vias digitais da internet.
A responsabilidade é da escola ou da família em alertar sobre os perigos do mundo virtual?
A educação para o uso consciente da internet é um problema central de nosso tempo. Por um lado temos o problema de segurança em relação a crimes que têm como alvos crianças e adolescentes. Por outro, as próprias crianças e adolescentes podem promover ações danosas, das quais o cyberbulling é uma das manifestações. A escola precisa adotar ações para inibir isto e neste campo já são realizadas ações importantes e significativas. As famílias também já se preocupam muito com isso. É necessário, portanto, que escolas, ONGs e o governo desenvolvam programas para preparar os pais para esta tarefa. E, por último, a sociedade e governo também precisam adotar iniciativas para o uso consciente e seguro da internet.
Como os pais podem orientar os filhos?
Os pais que possuem canais de diálogo com os filhos estão em melhor condição de orientá-los nestes processos complexos e dinâmicos. Os familiares também precisam frequentar as mesmas vias digitais que as crianças e os jovens, ao menos para conhecê-las e obter capacidade de orientação e interação. É importante também agir com tolerância para compreender as diferentes fases de relacionamento que crianças e jovens estabelecem com as vias digitais, que são intensas, porém se modificam constantemente. A proibição ou a censura são os piores caminhos e devem ser descartados. É preciso construir pontes ao invés de muros.
Como deve ser a escola ideal para atender aos anseios das “crianças digitais”?
As pessoas hiperconectadas e a convergência das mídias são dois processos contemporâneos que impactam em grandes proporções a escola. Estes dois processos estabelecem uma barreira e uma ponte entre professores e estudantes. Os estudantes desenvolvem qualificações que nem todos os professores dominam, ao menos, nas mesmas proporções, acessando diversas vias de busca de informações e de círculos virtuais de discussões. Mas sobre esta barreira uma ponte pode ser lançada, pois novos recursos pedagógicos podem ser incorporados às ações educativas. Os professores e as escolas precisam incorporar os conteúdos da internet, as ferramentas digitais e as redes sociais às práticas cotidianas, dotando-os de sentido e objetivos pedagógicos.
Que recursos pedagógicos são esses?
As tecnologias da informação e da comunicação gradativamente estão integrando os processos pedagógicos e podem contribuir para a democratização da gestão e a promoção da interação entre a gestão, os professores e as famílias dos educandos. Em relação às práticas pedagógicas, a primeira tarefa importante é preparar os estudantes para navegar de forma seletiva entre os conteúdos disponíveis em grandes quantidades e com ampla diversidade, aprendendo a verificar os sites confiáveis, a origem das informações e a organizá-los para o seu próprio uso. Enquanto isso, as redes sociais podem se constituir em instrumentos pedagógicos para a motivação, mobilização e exercício crítico em atividades colaborativas de aprendizagem.
Há novas propostas curriculares surgindo?
Os limites disciplinares que adotamos nas escolas estão em crise, mas as escolas e os professores têm encontrado caminhos criativos e de sucesso. Novas propostas curriculares estão nascendo e novas formas de organização das práticas pedagógicas em sala de aula estão surgindo. A dinâmica das vias digitais da internet impõe questões e formas de aprendizagem distintas daquelas adotadas tradicionalmente em currículos escolares e nos planejamentos dos professores. As linguagens, principalmente das línguas nacional e das artes, requerem a introdução urgente da aprendizagem de outros gêneros utilizados intensamente na internet. É necessário também a imediata introdução da aprendizagem da linguagem audiovisual nas escolas. Por outro lado, os instrumentos digitais e as redes sociais permitem ampliar as condições de aprendizagem colaborativas, a organização de atividades integradas, as práticas de pesquisa e a socialização dos conhecimentos produzidos pelos estudantes.
Que soluções vêm sendo encontradas para diminuir a resistência dos professores às novas tecnologias?
Nós, os professores, somos como que estrangeiros no mundo digital de nossas crianças e jovens. Mas, mesmo como estrangeiros, podemos aprender e buscar a sua inclusão. Muitos professores e escolas têm conseguido conquistas constantes e importantes e os resultados são muito animadores. Por uma ou duas gerações vamos conviver com situações desproporcionais. Mas é importante respeitar os ritmos dos professores para não queimar etapas e nem atropelar processos.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

SER CHIQUE...



Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.
A verdade é que ninguém é chique por decreto e algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda ... elegância é uma delas.!
Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas.
Muito mais que um belo carro Italiano.
O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.
Chique mesmo é quem fala baixo.
Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.
Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.
Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.
É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.
Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.
É lembrar-se do aniversário dos amigos.
Chique mesmo é não se exceder jamais: nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.
Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.
É "desligar o radar", o telefone, quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia.
Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!
Chique do Chique é não se iludir com "trocentas" plásticas do físico ... quando se pretende corrigir o caráter: não há plástica que salve grosseria , incompetência, mentira, fraude, agressão, intolerância, ateísmo...falsidade.
Mas, para ser Chique, Chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material deste mundo.
Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta.
Porque, no final das contas, Chique mesmo é Crer em DEUS!
Investir em conhecimento pode nos tornar sábios ... mas, Amor e Fé nos tornam humanos!
Autor desconhecido


colaboração Daniela Carvalho

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Câmara aprova assistência psicológica

25/05/2011 11:40

 obrigatória para professores e alunos

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou hoje, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 7500/06, da ex-deputada Professora Raquel Teixeira, que prevê a obrigatoriedade de assistência psicológica a professores e alunos da educação básica. A proposta agora será encaminhada para o Senado, se não houver recursos para análise pelo Plenário.

O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Efraim Filho (DEM-PB), que corrige vícios de iniciativa da proposta. Segundo o texto aprovado, ficará assegurada assistência psicológica, por profissional habilitado, a alunos e professores . A proposta estabelece que, na regulamentação da medida, o executivo deverá observar relação adequada de número de alunos e número de escolas por psicólogo.

O objetivo da projeto é assegurar um mecanismo de prevenção para reduzir casos de repetência, abandono e violência escolar.
Da Redação/PCS

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'

terça-feira, 24 de maio de 2011

Bartolomeu Campos de Queiroz



"Um pensar estrangeiro andou atordoando 

meu pouco entendimento. Ir para a escola 

era abandonar as brincadeiras sob a sombra 

antiga da mangueira; era renunciar o debaixo 

da mesa resmungando mentiras com o 

silêncio; era não mais vistoriar o atrás da casa 

buscando novas surpresas e outros convites. 

Contrapondo-se a essas perdas, havia a 

vontade de desamarrar os nós, entrar em 

acordo com o desconhecido, abrir o caderno 

limpo e batizar as folhas com a sabedoria da 

professora; diminuir o tamanho do mistério, 

abrir portas para receber novas lições, destra-

melar as janelas e espiar mais longe. Tudo isso 

me encantava”.

Bartolomeu Campos de Queiroz


Ministério Público pede na Justiça alteração no Enem 2011


Justiça


Procurador quer que candidatos tenham direito de reclamar das notas da prova. Inscrições para a edição deste ano do exame seguem abertas

Nathalia Goulart
Thinkstock
(Thinkstock)
As inscrições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011 estão abertas há menos de dois dias e a edição da prova deste ano já é alvo de ação na Justiça. Nesta segunda-feira, o Ministério Público Federal no Ceará (MPF-CE) ajuizou uma ação civil pública para que o edital do Enem permita que os candidatos tenham o direito de reclamar das notas da prova. O MPF só divulgou a informação nesta terça-feira.
A ação, de autoria do procurador da República Oscar Costa Filho, pede que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia do Ministério da Educação (MEC) responsável pelo exame, inclua novas regras no edital, públicado na última quinta-feira no Diário Oficial da União. Na ação, o procurador argumenta que é "inerente" aos candidatos o direito à ampla defesa e ao contraditório.
Em 2010, o MPF do Ceará foi responsável por uma ação que suspendeu o exame em todo o território nacional após erros de impressão registrados nas provas amarelas e nos gabaritos. Mais tarde, o órgão solicitou a suspensão do Sistema de Seleção Unificada (SiSU), sem sucesso.
As inscrições para o Enem 2011 estão abertas desde a segunda-feira e seguem até 10 de junho. Os formulários devem ser preenchidos exclusivamente pela internet e custam 35 reais. Alunos da rede pública de ensino estão isentos de pagamento, assim como os provenientes de famílias de baixa renda


MEC disponibiliza simulados da Prova Brasil


Nesta segunda-feira (23), o Ministério da Educação (MEC) publicou em seu portal os exames simulados da Prova Brasil. Com eles, os alunos do quinto e do nono ano do ensino fundamental público podem testar seus desempenhos em questões de língua portuguesa e de matemática.

Segundo a assessoria do MEC, cerca de 5,2 milhões de estudantes devem fazer a Prova Brasil em 2011, sendo 2,6 milhões matriculados no quinto ano e 2,5 milhões no nono. De acordo com a coordenadora do ensino fundamental da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Edna Martins Borges, a prova oficial será aplicada a todos os estudantes das redes públicas em escolas urbanas e rurais com, no mínimo, 20 alunos na turma avaliada.


Além de identificar as habilidades desenvolvidas pelos alunos, os simulados ajudam os professores a organizar suas estratégias pedagógicas. Disponível para leitura e download no site do MEC, a Prova Brasil não será impressa pelo ministério e sua aplicação acontecerá em novembro.

(UOL)

Eu daria!

Plataforma Freire

Cursos para docentes recebem inscrições até o domingo, 29
Terça-feira, 24 de maio de 2011 - 18:30
Os diretores de escolas públicas de educação básica têm até o próximo domingo, 29, para inscrever os professores de suas escolas em cursos de extensão ou aperfeiçoamento. São mais de 86 mil vagas em cursos das mais variadas áreas, que vão desde o ensino de artes e educação física até formação de mediadores de leitura na biodiversidade. Todos os estados têm cursos disponíveis, cuja inscrição é feita pela Plataforma Freire.

A formação é gratuita e deve ser feita dentro da rotina escolar do docente, ou seja, sem aumentar a sua carga horária. “Esses cursos de formação continuada são um direito do professor. É neste espaço que ele vai refletir a sua prática e desenvolver uma maior consciência sobre o dia a dia da escola”, explicou a secretária de educação básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda.

Depois de o diretor da escola inscrever o professor, o próprio docente terá que confirmar a sua inscrição. Também por meio da Plataforma Freire, ele terá o prazo de 23 de maio a 5 de junho para confirmar o seu interesse em ingressar no curso. Só depois disso a inscrição é validada. A partir do dia 18 de junho, a lista dos docentes inscritos em cursos de extensão ou aperfeiçoamento estará disponível na página eletrônica da Plataforma Freire. 

“O MEC tem feito um esforço enorme de articulação com as universidades e secretarias estaduais e municipais de educação para oferecer esta formação”, destacou Maria do Pilar. A lista com os cursos oferecidos em cada estado está disponível na plataforma. 

Ana Guimarães

Acesse a Plataforma Freire

Palavras-chave: educação básica, Plataforma Freire, SEB

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A tribo dos ‘Y’ versus gerações passadas

Folha de Londrina, 23/05/2011 - Londrina PR

A missão de conciliar conflitos entre os nascidos em diferentes décadas tem sido o desafio das empresas 
Kalinka Amorim Reportagem Local 
Imagine um gráfico dividido em três partes compostas por pessoas nascidas em diferentes décadas. Uma parte delas nasceu no período pós-guerra, viu o homem ir à lua e lutar por seus direitos. Outra, veio ao mundo tendo que se conformar com um padrão de vida mais realista e tradicional. E a terceira chegou junto com a inovação tecnológica, tornando-se multitarefas. Reproduza agora essa mistura de pessoas nascidas entre 1945 e 1990 ao ambiente corporativo: o conflito é inevitável. Para amenizar os impasses dentro das organizações causados pela mistura das gerações Baby Boomers (1945-1960), X (1961-1979) e Y (1980-1992) o professor de psicologia do trabalho da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Sebastião Ovídio Gonçalves, recomenda a estruturação das empresas através da gestão de pessoas, estudando e desenvolvendo cada profissional de acordo com seu perfil. E o maior desafio das empresas, de acordo com Gonçalves, é conseguir fidelizar esses profissionais da geração Y que estão chegando com todo o gás ao mercado de trabalho.''Esses  profissionais são pessoas que foram criadas em ambientes permissivos. Senão encontrarem a possibilidade de crescimento no ambiente em que estão, mudam rapidamente de instituição'', diz. ''Mas a partir do momento que esse profissional tiver essas expectativas correspondidas ele será fiel a empresa'', acrescenta. 

Os conflitos, segundo o professor, aparecem com muito mais facilidade por conta do tradicionalismo imposto pela geração baby boomrs e X, que é conservadora, mais resistente a mudanças e alimenta o pensamento de chefia autoritária.''Não vejo os profissionais da geração Y como um problema para as corporações. Esses profissionais já estão comandando 20% dos cargos de liderança de grandes corporações. A psicóloga Érica Fernandes, especialista em gestão de pessoas, compartilha da mesma opinião de Gonçalves, de que a gestão de pessoas é o ponto fundamental para amenizar e até mesmo evitar os conflitos. Ela descreve que cada geração apresenta pontos positivos e  negativos e nenhum deles devem ser descartados, mas trabalhados na personalidade de cada pessoa.
Os profissionais da geração Y, segundo a psicóloga, têm uma agilidade muito grande na tomada de decisões e buscam trabalhar em empresas que acompanhe seu ritmo acelerado de ser, por exemplo, as empresas de informática e marketing que requerem inovação constante, explica. Já o ponto negativo que ela destaca está relacionado com a rápida ascensão que esses profissionais anseiam, desconectada com o amadurecimento pessoal. Tanto é, que pesquisas no mundo corporativo, apontam os Ys como imaturos, rebeldes e indisciplinados, pois não gostam de seguir regras. ''Não adianta essas pessoas terem apenas habilidades técnicas, é preciso ter competências e vivências pessoais que são adquiridas com o passar dos anos. Para que, quando assumirem um cargo de chefia, estarem preparadas para lidar com as diferenças que cada funcionário apresenta e, dessa forma, evitar os conflitos que desgastam qualquer gestão'', aponta. 

domingo, 22 de maio de 2011

professores e PROFESSORES

É chegada  a hora e  hoje eu preciso escrever.
Tem dias  que as idéias não cabem na gente e como a gente não quer gritar, ou não "pode"ou não deveria, é pertinente escrever.
A tempos  prometi um texto embasado, agora no chão da sala de aula,que  como diz  Rubem Alves, cada um fala de onde põe  o pé. (Ainda não é este) 
Meus pés  já  adentraram várias  salas de aula, de muitas turmas, faixas etárias, enfim, atualmente eles tem dentre outros espaços, a grandeza de estar no mais encantado de  todos o  da Educação Infantil. Se me perguntassem, sem pestanejar eu diria, é este o mais sagrado de todos os que eu já pisei.
Hoje quando eu os observava dormindo e ali refletia  sobre a complexidade e a seriedade de minha missão o desejo de escrever este texto nasceu. Quando a gente está concatenado o universo conspira e também hoje me apareceu a professora do Rio Grande  do Norte, aquela do post anterior.

O termos, as  concepções, a  forma de  educar, foram sendo transformadas  ao longo do tempo. Não trago comigo o desejo de fazer uma  contextualização   histórica, mas  como tudo está intrinsecamente ligado a ela ou como tudo a vai construindo é necessário citar.
Se os professores já foram mais ou menos valorizados, se houveram épocas como as de início de carreira de minha mãe nos anos 70, em que professor  era um semi Deus, em que rezava na missa, dava doutrina, fazia horta, dava aulas até.  Em outras  épocas qualquer um poderia ser  professor, qualquer um poderia substuí-los , eles ja não conheciam a comunidade, ja não sabiam mais onde os alunos viviam , ja não tinham tempo de se envolverem por que corriam de um emprego a outro, por que houve "nucleação" por que faltou habilitação, tato, tempo, dedicação... Enfim, tudo isso  seria base de uma tese certamente, mas não é o cerne deste texto. Otimista que sou e que morrerei sendo acredito que não estamos nem ao mar , nem a terra, há um quase meio termo no envergar da vara, retomamos alguns pontos  e posturas indispensáveis que se perderam quando se abandonou o "tradicional"  que já ganhamos em relação ao caos generalizado que me parece não estar estabelecido.  Sim, existem Professores e professores.
Se as  políticas públicas  forem observadas  no detalhe, evidente que haveriam muitas sugestões e inclusive  comparações possíveis de serem grifadas. Eu falo de um contexto local, meu, que acaba refletindo o dia-a-dia daqui e dali e até  do Rio Grande  do Norte.
No Sul maravilha, que pra quem vê bem de  perto também não é aquela maravilha inteira  que é veículada, onde os problemas podem não estar centrados na  estrutura  física, as carteiras estão na maioria das salas,o material mesmo que díficil de chegar está por ali, também não é este  comparativo que pretendo abordar.

Embalada  pela  propaganda do "Todos pela Educação" do governo Federal, sim , aquele vídeo bem elaborado inclusive, que  começa assim..."A base de  toda  conquista um bom professor...tudo que se cria tem um bom professor...O que se aprende  ... o que se ensina...tem um bom professor... e por  aí vai, deixando registrado que  todos dependem de um bom professor.
Chegamos ao ponto de debate. Um bom Professor! Também não vou lhes dizer que a minha caminhada educacional ja  não me deu suporte suficiente pra saber que nem todos são bons, que nós dependemos de condições físicas, estruturais pedagógicas, de formação assessoramento  gestão e todo o mais que trata o aparato necessário para que não nos sintamos  exatamente como Amanda Gurgel, com o peso de sermos "salvadores  do Brasil", apenas  com giz  e quadro.                
Quero de fato lhes  dizer da minha indignação de como a legislação tem sido cruel  também no cenário educacional. Simplóriamente exemplificando,Se precisa pedagogia pra estar atuando nas séries  iniciais e educação infantil, isso tem que ser cumprido e acredito que deva ser assim, programas emergenciais, projetos, e tudo o mais para adequação da lei, até que o nobre Presidente, sim, o último que se apresentou, resolve sanar o problema da formação, abolindo da LDB a obrigatoriedade  da formação, podendo ser professor  em caráter emergencial, que se faça educação sem formação.  Se fica determinado através de lei que a criança entrará na aula aos seis, no ano seguinte é necessário que com ou sem adequação de currículo, com ou sem debate,  a LEI seja cumprida, ainda que tortamente. Se a criança a partir de completar quatro anos  tem direito a educação Infantil, assim o será  e eu inclusive  considero isso muito bom. A verdadeira indignação é em relação a lei do piso salarial, que é fruto de uma luta histórica, aprovado em 2009 com uma boa redação, possível de ser  entendida, agora precisa de greve  e lutas, estas  incompreendidas pela  comunidade até, por que esta lei pode esperar, tem medida administrativa, tem Estado, inclusive o de Santa Catarina que entrou na justiça, tem que o piso é pra inicial de carreira e quem tem graduação ou é especialista nào tem o direito ...
É  concebível isso para vocês?

Por que pra fazer cumprir resoluções, normativas, pra fazer educação, pra mudar melhor este país, nós professores  somos o que há de mais importante  e quando pleiteamos o mínimo, piso salarial da categoria aplicado ao plano de carreira, não é atendido e ainda ficamos  a  mercê  de "n" interpretações. 
Tem uma forma, buscar na justiça, por que que tem que ser assim?


Como gestora  que fui, eu sei que são necessárias adequações, cortes, reorganização, que este tema dá trabalho , incômodos, stress,  mas  gente, ja fazem 2 anos, e nós continuamos aguardando, até quando será? Ponderem, eu também sei que não será este piso a salvação da qualidade da educação,muitas outras  ações, acompanhamento e avaliações,mas  ele representa o mínimo em se tratando de respeito a uma classe  profissional. E se nada mais servir, imaginem que muitos de vocês  certamente voltarão para as salas  de aula um dia destes!


Cátia Regina Marangoni Geremias

terça-feira, 17 de maio de 2011

Ensino



Terça-feira, 17/05/2011



Antônio More/Gazeta do PovoAula com uso do computador em escola pública de Araucária: docentes fizeram curso para usar o equipamento em classeTECNOLOGIA
Só banda larga não basta

Capacitar os professores para usar a internet em alta velocidade nas escolas é tão importante quanto dar a infraestrutura necessáriaPublicado em 12/04/2011 | LUÍS CELSO JR.

Falta de confiança

Recursos tecnológicos assustam 85% dos docentes, diz pesquisa

Uma pesquisa realizada na Unicamp revela que 85% dos professores não se sentem confiantes para usar os recursos tecnológicos no processo de ensino em sala de aula. O material é resultado da tese de doutorado em Psicologia da Educação de Cacilda Alvarenga, que investigou 253 professores em 27 escolas da rede municipal da cidade. “O principal objetivo foi verificar a autoeficácia, que é um conceito da Teoria Social Cognitiva que trata da crença do indivíduo na capacidade de planejar e usar determinadas ações para atingir resultados. Nesse caso, usar a tecnologia para ensinar em sala de aula”, explica Cacilda.

Segundo a pesquisa, essa crença influencia a motivação das pessoas para realizar tarefas e fazer escolhas.

Entre os diversos resultados da pesquisa, as condições contextuais foram apontadas como principais dificuldades para o uso da tecnologia. “Em minha opinião, que é a de quem pesquisou, estudou e trabalhou com isso, a escola pública infelizmente não olha muito para as condições de trabalho do professor. E essa realidade [de uso da tecnologia em sala de aula] não muda se o professor não tiver apoio correto, tempo para aprender a lidar com esses recursos, uma remuneração adequada etc.”, explica. (LCJ)

Quando usar o computador em sala?

zNão há “fórmula de bolo” para usar recursos tecnológicos em sala de aula. Cada conteúdo tem um formato diferente de trabalho, mais ou menos propício ao uso da tecnologia. E quem decide o que usar e quando é o professor. “Por isso ele tem que ser formado para usar tecnologias. É ele quem decide quando usar só o quadro de giz ou o computador e recursos multimídia”, diz a professora Glaucia da Silva Brito, da Universidade Federal do Paraná.



Um projeto de lei no Congresso que propõe levar internet em alta velocidade às escolas públicas brasileiras reacendeu a discussão sobre o uso da tecnologia em sala de aula. Para especialistas, a ideia de instalar banda larga é boa, mas não é garantia de que os conteúdos escolares serão transmitidos com mais qualidade. “Isso é o primeiro passo. Para ensinar a nadar, é preciso ter piscina. Mas só ela não significa nada”, explica o professor José Armando Valente, coordenador-associado do Núcleo de In­for­­mática Aplicada à Educação (Nied) da Universidade de Cam­­pinas (Unicamp).

Segundo ele, quando se fala em tecnologia na escola as ideias ainda estão muito ligadas a questões de infraestrutura, como acesso a equi­­pamentos, laboratórios e co­­ne­­xão, e inclusão digital, que objetiva ensinar a mexer em computadores, usar softwares e hardwares. Já para ensinar conteúdos, a tecnologia deve ser um meio, não um fim. É preciso ensinar como lidar com a tecnologia para o processo de ensino e apren­­dizagem. E isso tudo passa por uma figura central na escola: o professor.

Capacitar os docentes para fa­­zer uso desses recursos é tão im­­portante quanto dar a infraestrutura necessária. “Esse é o grande problema. E não é só no Brasil. É em todo o mundo”, diz Valente. Ele ainda explica que as tecnologias são bastante recentes e mesmo países desenvolvidos, como Inglaterra e Finlândia, ainda têm modelos muito tradicionais de ensino. “É uma questão que depende de tempo para se alterar”, diz.

Para a professora Glaucia da Silva Brito, coordenadora pedagógica da área de Educação a Distância da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pesquisadora do uso de tecnologias na educação, as próprias licenciaturas devem mudar para atender às necessidades da sociedade atual. “Hoje temos de ter consciência que a sociedade é tecnológica, e a escola tem que fazer parte disso. Mas ela está atrasada. A própria formação dos professores tem que mudar. Está na hora de se pensar de forma diferente”.