quarta-feira, 11 de maio de 2016

A educação que eu ACREDITO

Eu ouso  seguir acreditando na educação no seu encantamento e poder, independente da função que eu esteja ocupando e não pensem vocês  que não sei, não vejo, não  leio, não analiso e não  reflito sobre os caminhos que a educação está trilhando...
Hoje é um daqueles dias em que senti não me fazer entender, dia que é indispensável escrever .
Ah, eu sou com orgulho e um pouco de  saudosismo  do tempo  em  que lá na Pitangueira,  tínhamos quatro séries  em uma sala só, não tinha nem merendeira, nem faxineira e o transporte escolar só passava ao meio dia. As  cinco da manhã eu seguia para o trabalho com o leiteiro de uma empresa que me dava carona, parando de casa em casa. Uma distância de vinte minutos de carro (que eu nem tinha) demorava de leiteiro  duas horas e meia. Quando chegava na escola encontrava meninos e meninas   me esperando e esperando também talvez  com mais alegria as atividades a letra grudada, afoitos pelo desejo de aprender. Duas turmas olhavam pro quadro da frente as outras duas pro de trás, nós tínhamos pouco mais de dez anos de diferença de idade e no tamanho alguns passavam longe do meu ombro. Nós fazíamos o que o livro didático ditava, quando tinha em número suficiente, sem acompanhamento pedagógico. Éramos companheiros, naqueles dias todos, estudávamos, cantávamos, riamos juntos   e alguns deles me ajudavam  a fazer a horta e a  lavar depois do lanche  a panela da merenda.
Poderia descrever tantas lembranças doces e tantas agruras e desafios que foram acontecendo ano a  ano nestes vinte e sete de trabalho que farão aniversário no próximo mês  e me  constituindo na pessoa e na professora que sou hoje. Que ama estar em sala de aula e sabe fazer o que faz sem nenhuma falsa modéstia e que quer seguir aprendendo sempre para poder equiparar a busca pelo conhecimento com as  necessidades das crianças do meu tempo.
Eu acordava acreditando na diferença que podia fazer na vida daquelas crianças todo santo dia.  Quando se está em sala temos a grandiosidade de ter o maior percentual de ação em nossas mãos, diferente de quando estamos na gestão, onde precisamos motivar  e fazer com que uma equipe inteira acredite em si, mesmo que as vezes muitos não compreendam todo o empenho e todas as intenções e ações.  Tudo tem seu valor, eu gosto do esforço que a gestão me exige, ainda que em dia destes eu chegue triste. Amanhã é outro dia e eu seguirei acreditando e fazendo tudo o que posso para  amparar, auxiliar, assessorar e melhorar as condições de trabalho das pessoas, que lhes é de direito.
Se era leve? Se está mais pesado? Se mudaram os desafios? Evidente que mudaram, são de outras ordens e naturezas, poderia elencar vários, poderia citar  falta de amor e limites que algumas crianças clamam em salas de aula, poderia descrever o grande número de problemas emocionais, síndromes e pensamentos acelerados. Poderia comparar as crianças que apanhavam dos pais por ganhar uma nota baixa e eu também abominava, poderia fazer uma série imensa de comparações. Mas prefiro afirmar minha crença: é POSSÍVEL e nem tão difícil como alguns tentam me apresentar.
Ser educador é tarefa para fortes e quantas vezes sentimo-nos fracos e impotentes, como me sinto agora... É natural e digno do ser humano sentir-se assim vez ou outra. Sorte que amanhã é outro dia.
Mas há de se refletir e perceber se realmente esta profissão é tão pesada, se todas as possibilidades que existem hoje, se o direito a formação continuada, a hora atividade, a materiais diversos a reflexão e ao planejamento acompanhado de coordenação pedagógica, talvez isso tudo ainda seja pouco para tornar fácil a missão mas se de fato o fardo é realmente impossível de ser carregado, se não há  condição de compreender cada aluno ali na nossa frente  como único e especial e que necessita do nosso  olhar, das nossas mediações e intervenções e que precisa muitas vezes de amor, de credibilidade, de incentivo. Será que de fato os que mais sofrem acreditam? Será que vale a pena dedicar os melhores anos da vida  a uma  profissão que está pesada demais? Será que não é necessário repensar, diminuir os fardos e seguir mais leve?
Será que quando  vejo a grandiosidade  de uma relação diária de duzentos dias, acredito  que é possível  estabelecer laços de respeito, afinidade e aprendizado? Será que não seria necessário acreditar mais no que fazemos, nos unirmos, nos fortalecermos, observar as possibilidades e parar de focar no que é negativo e no que não funciona. O negativo não é o que há de maior na escola. NÃO É.
Será que meu otimismo é tão grande  e enfadonho que eu não consigo  entender que o fardo não é tão pesado assim,  talvez porque nos desafios  que eu encontrei, com as crianças  e os alunos todos que já passaram pelas minhas salas e pela minha vida eu sempre aproveitei o aprendizado, eu sempre acordei esperançosa eu sempre recomecei cada dia acreditando no meu trabalho e nas minhas crianças. Queria tanto  colaborar para que mais pessoas pensassem assim, se sentissem assim.
Cada  um vê o mundo de onde põe o pé. O que na minha concepção não vale é colocar o pé e depois esquecer completamente alguns aprendizados.  Os meus já tiveram  a possibilidade de passar por muitos caminhos, de observar práticas, de estabelecer comparações eu sei que tive oportunidades, que o extratos se expressa em minhas palavras e que ainda não podem ser entendidos por alguns... Eu sei que tenho tanto para aprender  e eu quero e eu vou!
 Ah, eu sou  daquele tempo, eu hoje sou DESTE tempo, onde as crianças brincam, correm, expõe suas ideias sem medos e onde as oportunidades são múltiplas, onde existe um universo inteiro de possibilidades, de literaturas, de objetivos a serem atingidos. Onde tem material, ideias , sugestões e onde tem tempo pago para pensar o processo educativo e estudar. Nestes tempos eu conheço algumas da  teorias que transpostas para  a prática fazem maravilhas e eu sei que existem tantas outras que eu quero muito conhecer. Tenho certeza que o meu ofício depende de estudo, muito estudo. Eu sei também que a educação emocional precisa fazer parte de todo  o planejamento. Eu necessito planejar porque acredito nesta ferramenta e ela me é indispensável.
Eu teimo em acreditar, em achar bonito, em achar emocionante e saber que os desafios levam ao aprendizado, que cada um aprende a sua forma, que a avaliação também precisa ser pensada assim, que é necessário conhecer cada um  e desafiar o melhor que podem fazer e aprender. Eu teimo em dizer que tem jeito, que na escola os alunos são nossos, que muitos nos desafiam mas que todos precisam de nós  como adultos mediadores que estudaram  se prepararam e recebem salário para proporcionar aprendizagem.  É eu também acredito que me faço professora quando meus alunos aprendem, não todos  iguais e da mesma  forma, mas todos diante de si mesmos e  crescem, avançam da forma que os recebi.
Nada faz mais diferença na vida de um aluno ou de um profissional de um ser humano do que você acreditar nele e quiçá  poder encaminhar para casa uma “florzinha” como reforço positivo e como comunicação com a família, o sinal de dizer a esta criança:
- Parabéns! Você  é capaz, nós vamos conseguir construir conhecimento, laços de respeito , amizade  e companheirismo.

Nós  podemos fazer diferença. A educação é o único caminho de muitas crianças.
Eu acredito no trabalho da maioria de nossas professoras e gostaria imensamente que elas também acreditassem.

Eu acredito!

quinta-feira, 10 de março de 2016

Para lidar com hiperatividade


EDUCAÇÃO

50 dicas para lidar com a hiperatividade na sala de aula


Dos inúmeros problemas que um professor tem para administrar na sala de aula, sem dúvida um dos mais delicados é quando ele percebe que um aluno sofre de transtorno de hiperatividade.
Estudos dão conta que a hiperatividade pode afetar pessoas de todas as faixas etárias, porém, há uma prevalência em crianças em fase escolar.
Os principais sintomas apresentam-se em três grandes áreas: a da atenção, controle da atividade motora e dos impulsos.

Em 1992, os psicólogos Edward M. Hallowell e John Ratey apresentaram um documento com 50 dicas de como lidar com aluno que sofre de transtorno de hiperatividade.
O texto é de grande valia e merece ser lido na integra por médicos, coordenadores, educadores e os pais que têm um filho nesta situação.

50 DICAS PARA ADMINISTRAÇÃO DA HIPERATIVIDADE EM SALA DE AULA

Elaborado por: Edward M. Hallowell & John J. Ratey em 1992
CH ADD National Office 499, Northwest 70 th Avenue, suite 101 Plantation, Florida 33317 (0800) 233 40-50 Internet: http://www.chadd.org
Tradução: Luiz Henrique (031) 411 50-57 Cleber Canabrava Amaral

Os professores sabem o que muitos profissionais não sabem: não existe apenas uma única síndrome de Hiperatividade, mas muitas; que a hiperatividade raramente ocorre de uma forma “pura” mas, ao contrário, normalmente apresenta-se ligada a muitos outros problemas como dificuldade de aprendizado ou mau humor; que HIPERATIVIDADE muda conforme o clima, é inconstante e imprevisível; e que o tratamento para HIPERATIVIDADE, a respeito de ser claramente esclarecido em vários livros, representa uma dura missão de trabalho e devoção. Não há uma solução fácil para administrar HIPERATIVIDADE na sala de aula ou em casa. Depois de tudo feito, a eficácia de qualquer tratamento deste problema na escola depende do conhecimento e da persistência da escola e do professor. Aqui apresentamos algumas dicas para o trato de crianças com HIPERATIVIDADE na escola. As sugestões a seguir visam o professor na sala de aula para crianças de qualquer idade. Algumas sugestões vão ser evidentemente mais adequadas às crianças menores, outras às mais velhas mas, em termos de estrutura, educação e encorajamento, são pertinentes a qualquer um.
01 – Antes de tudo, tenha certeza de que o que você está lidando é HIPERATIVIDADE. Definitivamente não é tarefa dos professores diagnosticar a HIPERATIVIDADE, mas você pode e deve questionar. Especificamente tenha certeza de alguém tenha testado a audição e a visão da criança recentemente e tenha certeza também de que outros problemas médicos tenham sido resolvidos. Tenha certeza de que uma avaliação adequada foi feita. Continue questionando até que se sinta convencido. A responsabilidade disso tudo é dos pais e não dos professores, mas o professor pode contribuir para o processo.
02 – Segundo, prepare-se para suportar. Ser uma professora na sala de aula onde há duas ou três crianças com HIPERATIVIDADE pode ser extremamente cansativo. Tenha certeza de que você pode tem o apoio da escola e dos pais. Tenha certeza de que há uma pessoa com conhecimento á qual você possa consultar quando tiver um problema (pedagogo, psicólogo infantil, assistente social, psicólogo da escola ou pediatra), mas a formação da pessoa não é realmente importante. O que importa é que ele ou ela conheça muito sobre HIPERATIVIDADE, conheça os recursos de uma sala de aula e possa falar com clareza. Tenha certeza de que os pais estão trabalhando com você. Tenha certeza de que os colegas podem ajudar você.
03 – Conheça seus limites. Não tenha medo de pedir ajuda. Você, como professor, não pode querer ser uma especialista em HIPERATIVIDADE. Você deve sentir-se confortável em pedir ajuda quando achar necessário.
04 – PERGUNTE À CRIANÇA O QUE PODE AJUDAR Estas crianças são sempre muito intuitivas. elas sabem dizer a forma mais fácil de aprender, se você perguntar. Elas ficam normalmente temerosas em oferecer informação voluntariamente porque isto pode ser algo muito ousado ou extravagante. Mas tente o sentar sozinho com a criança e perguntar a ela como ela pode aprender melhor. O melhor especialista para dizer como a criança aprende é a própria criança. É assustadora a freqüência com que suas opiniões são ignoradas ou não são solicitadas. Além do mais, especialmente com crianças mais velhas, tenha certeza de que ela entende o que é HIPERATIVIDADE. Isto vai ajudar muito a vocês dois.
05 – Lembre-se de que as crianças com HIPERATIVIDADE necessitam de estruturação. Elas precisam estruturar o ambiente externo, já que não podem se estruturar internamente por isso mesmos. Faça listas. Crianças com HIPERATIVIDADE se beneficiam enormemente quando têm uma tabela ou lista para consultar quando se perdem no que estão fazendo. Elas necessitam de algo para fazê-las lembrar das coisas. Eles necessitam de previsões. Eles necessitam de repetições. Elas necessitam de diretrizes. Elas precisam de limites. Elas precisam de organização.
06 – LEMBRE-SE DA PARTE EMOCIONAL DO APRENDIZADO Estas crianças necessitam de um apoio especial para encontrar prazer na sala de aula. Domínio ao invés de falhas e frustrações. Excitação ao invés de tédio e medo. É essencial prestar atenção ás emoções envolvidas no processo de aprendizagem.
07 – Estabeleça regras. Tenha-as por escrito e fáceis de serem lidas. As crianças se sentirão seguras sabendo o que é esperado delas.
08 – Repita as diretrizes. Escreva as diretrizes. Fale das diretrizes. Repita as diretrizes. Pessoas com HIPERATIVIDADE necessitam ouvir as coisas mais de uma vez.
09 – Olhe sempre nos olhos. Você pode “trazer de volta” uma criança HIPERATIVIDADE através dos olhos nos olhos. Faça isto sempre. Um olhar pode tirar uma criança do seu devaneio ou dar-lhe liberdade para fazer uma pergunta ou apenas dar-lhe segurança silenciosamente.
10 – Na sala de aula coloque a criança sentada próxima à sua mesa ou próxima de onde você fica a maior parte do tempo. Isto ajuda a evitar a distração que prejudica tanto estas crianças.
11 – Estabeleça limites, fronteiras. Isto deve ser devagar e com calma, não de modo punitivo. Faça isto consistentemente, previamente, imediatamente e honestamente. Não seja complicado, falando sem parar. Estas discussões longas são apenas diversão. Seja firme.
12 – Preveja o máximo que puder. Coloque o plano no quadro ou na mesa da criança. Fale dele frequentemente. Se você for alterá-lo, como fazem os melhores professores, faça muitos avisos e prepare a criança. Alterações e mudanças sem aviso prévio são muito difíceis para estas crianças. Elas perdem a noção das coisas. Tenha um cuidado especial e prepare as mudanças com a maior antecedência possível. Avise o que vai acontecer e repita os avisos à medida que a hora for se aproximando.
13 – Tente ajudar às crianças a fazerem a própria programação para depois da aula, esforçando-se para evitar um dos maiores problemas do HIPERATIVIDADE: a procrastinação.
14 – Elimine ou reduza a freqüência dos testes de tempo. Não há grande valor educacional nos testes de tempo e eles definitivamente não possibilitam às crianças HIPERATIVIDADE mostrarem o que sabem.
15 – Propicie uma espécie de válvula de escape como, por exemplo, sair da sala de aula por alguns instantes. Se isto puder ser feito dentro das regras da escola, poderá permitir à criança deixar a sala de aula ao invés de se desligar dela e, fazendo isto, começa a aprender importantes meios de auto-observação automonitoramento.
16 – Procure a qualidade ao invés de quantidade dos deveres de casa. Crianças HIPERATIVIDADE frequentemente necessitam de uma carga reduzida. Enquanto estão aprendendo os conceitos, elas devem ser livres. Elas vão utilizar o mesmo tempo de estudo e não vão produzir nem mais nem menos do que elas podem.
17 – Monitore o progresso frequentemente. Crianças HIPERATIVIDADE se beneficiam enormemente com o freqüente retorno do seu resultado. Isto ajuda a mantê-los na linha, possibilita a eles saber o que é esperado e se eles estão atingindo as suas metas, e pode ser muito encorajador.
18 – Divida as grandes tarefas em tarefas menores. Esta é uma das mais importantes técnicas de ensino das crianças HIPERATIVIDADE. Grandes tarefas abafam rapidamente as crianças e elas recuam a uma resposta emocional do tipo eu nunca vou ser capaz de fazer isto. Através da divisão de tarefas em tarefas mais simples, cada parte pequena o suficiente para ser facilmente trabalhada, a criança foge da sensação de abafado. Em geral estas crianças podem fazer muito mais do que elas pensam. Pela divisão de tarefas o professor pode permitir à criança que demonstre a si mesma a sua capacidade. Com as crianças menores isto pode ajudar muito a evitar acessos de fúria pela frustração antecipada. E com os mais velhos, pode ajudar as atitudes provocadoras que elas têm frequentemente. E isto vai ajudar de muitas outras maneiras também. Você deve fazer isto durante todo o tempo.
19 – Permita-se brincar, divertir. Seja extravagante, não seja normal. Faça do seu dia uma novidade. Crianças HIPERATIVIDADE adoram novidades. Elas respondem às novidades com entusiasmo. Isto ajuda a manter a atenção – tanto a delas quanto a sua. Estas crianças são cheias de vida, elas adoram brincar. E acima de tudo, elas detestam ser molestadas. Muitos dos tratamentos para elas envolvem coisas chatas como estruturas, programas, listas e regras. Você deve mostrar a elas que estas coisas não estão necessariamente ligadas às pessoas, professores ou aulas chatas. Se você, às vezes, se fizer de bobo poderá ajudar muito.
20 – Novamente, cuidado com a superestimulação. Como um barro de vaso no forno, a criança pode ser queimada. Você tem que estar preparado para reduzir o calor. A melhor maneira de lidar com os caos na sala de aula é, em primeiro lugar, a prevenção.
21 – Esforce-se e não se dê satisfeito, tanto quanto puder. Estas crianças convivem com o fracasso, e precisam de tudo de positivo que você puder oferecer. O fracasso não pode ser superenfatizado: estas crianças precisam e se beneficiam com os elogios. Elas adoram o encorajamento. Elas absorvem e crescem com isto. E sem isto elas retrocedem e murcham. Frequentemente o mais devastador aspecto da HIPERATIVIDADE não é HIPERATIVIDADE propriamente dita e sim o prejuízo à auto-estima. Então, alimente estas crianças com encorajamento e elogios.
22 – A memória é frequentemente um problema para eles. Ensine a eles pequenas coisas como neumônicos, cartão de lembretes, etc. Eles normalmente têm problemas com o que Mel Levine chama de Memória do Trabalho Ativa, o espaço disponível no quadro da sua mente, por assim dizer. Qualquer coisa que você inventar – rimas, códigos, dicas – pode ajudar muito a aumentar a memória.
23 – Use resumos. Ensine resumido. Ensine sem profundidade. Estas técnicas não são fáceis para crianças HIPERATIVIDADE, mas, uma vez aprendidas, podem ajudar muito as crianças a estruturar e moldar o que está sendo ensinado, do jeito que é ensinado. Isto vai ajudar a dar à criança o sentimento de domínio durante o processo de aprendizagem, que é o que elas precisam, e não a pobre sensação de futilidade que muitas vezes definem a emoção do processo de aprendizagem destas crianças.
24 – Avise sobre o que vai falar antes de falar. Fale. Então fale sobre o que já falou. Já que muitas crianças com HIPERATIVIDADE aprendem melhor visualmente do que pela voz, se você puder escrever o que será falado e como será falado, isto poderá ser de muita ajuda. Este tipo de estruturação põe as idéias no lugar.
25 – Simplifique as instruções. Simplifique as opções. Simplifique a programação. O palavreado mais simples será mais facilmente compreendido. E use uma linguagem colorida. Assim como as cores, a linguagem colorida prende atenção.
26 – Acostume-se a dar retorno, o que vai ajudar a criança a se tornar auto-observadora. Crianças com HIPERATIVIDADE tendem a não ser auto-observadora. Elas normalmente não têm idéia de como vão ou como têm se comportado. Tente informá-las de modo construtivo. Faça perguntas como: Você sabe o que fez? ou Como você acha que poderia ter dito isto de maneira diferente? ou Você acha que aquela menina ficou triste quando você disse o que disse?. Faça perguntas que promovam a auto-observação.
27 – Mostre as expectativas explicitamente.
28 – Um sistema de pontos é uma possibilidade de mudar parte do comportamento (sistema de recompensa para as crianças menores). Crianças com HIPERATIVIDADE respondem muito bem às recompensas e incentivos. Muitas delas são pequenos empreendedores.
29 – Se a crianças parece ter problemas com as dicas sociais – linguagem do corpo, tom de voz, etc – tente discretamente oferecer sinais específicos e explícitos, como uma espécie de treinamento social. Por exemplo, diga antes de contar a sua história, procure ouvir primeiro a de outros ou olhe para a pessoa enquanto ela está falando. Muitas crianças com HIPERATIVIDADE são vistas como indiferentes ou egocêntricas, quando de fato elas apenas não aprenderam a interagir. Esta habilidade não vem naturalmente em todas as crianças, mas pode ser ensinada ou treinada.
30 – Aplique testes de habilidades.
31 – Faça a criança se sentir envolvida nas coisas. Isto vai motivá-la e a motivação ajuda o HIPERATIVIDADE.
32 – Separe pares ou trios ou até mesmo grupos inteiros de crianças que não se dão bem juntas. Você deverá fazer muitos arranjos.
33 – Fique atento à integração. Estas crianças precisam se sentir enturmadas, integradas. Tão logo se sintam enturmadas, se sentirão motivadas e ficarão mais sintonizadas.
34 – Sempre que possível, devolva as responsabilidades à criança.
35 – Experimente um caderno escola – casa – escola. Isto pode contribuir realmente para a comunicação pais – professores e evitar reuniões de crises. Isto ajuda ainda o freqüente retorno de informação que a criança precisa.
36 – Tente utilizar relatórios diários de avaliação.
37 – Incentive uma estrutura do tipo auto-avaliação. Troca de idéias depois da aula pode ajudar. Utilize também os intervalos de aula.
38 – Prepare-se para imprevistos. Estas crianças necessitam saber com antecedência o que vai acontecer, de modo que elas possam se preparar. Se elas, de repente, se encontram num imprevisto, isto pode evitar excitação e inquietos.
39 – Elogios, firmeza, aprovação, encorajamento e suprimento de sentimentos positivos.
40 – Com as crianças mais velhas, faça com que escrevam pequenas notas para eles mesmos, para lembrá-los das coisas. Essencialmente, eles anotam não apenas o que é dito a eles mais também o que eles pensam. Isto pode ajudá-los a ouvir melhor.
41 – Escrever à mão às vezes é muito difícil paras estas crianças. Desenvolva alternativas. Ensine como utilizar teclados. Faça ditados. Aplique testes orais.
42 – Seja como um maestro: tenha a atenção da orquestra antes de começar. Você pode utilizar do silêncio ou bater o seu giz ou régua para fazer isto. Mantenha a turma atenta, apontando diferentes partes da sala como se precisasse da ajuda deles.
43 – Sempre que possível, prepare para que cada aluno tenha um companheiro de estudo para cada tema, se possível com o número do telefone (adaptado de Gary Smith).
44 – Explique e dê o tratamento normal a fim de evitar um estigma.
45 – Reuna com os pais frequentemente. Evite o velho sistema de se reunir apenas para resolver crises ou problemas.
46 – Incentive a leitura em voz alta em casa. Ler em voz alta na sala de aula tanto quanto for possível. Faça a criança recontar estórias. Ajude a criança a falar por tópicos.
47 – Repetir, repetir, repetir.
48 – Exercícios físicos. Um dos melhores tratamentos para HIPERATIVIDADE, adultos ou crianças, é o exercício físico. Exercícios pesados, de preferência. Ginastica ajuda a liberar o excesso de energia, ajuda a concentrar a atenção, estimula certos hormônios e neurônios que são benéficos. E ainda é divertido. Assegure-se de que o exercício seja realmente divertido, porque deste modo a criança continuará fazendo para o resto da vida.
49 – Com os mais velhos a preparação para a aula deve ser feita antes de entrar na sala. A melhor idéia é que a criança já saiba o que vai ser discutido em um certo dia e o material que provavelmente será utilizado.
50 – Esteja sempre atento às dicas do momento. Estas crianças são muitos mais talentosas e artísticas do que parecem. Elas são cheias de criatividade, alegria, espontaneidade e bom humor. Elas tendem a ser resistentes, sempre agarradas ao passado. Elas tendem a ser generosas de espírito, felizes de poder ajudar alguém. Elas normalmente têm algo especial que engrandece qualquer coisa em que estão envolvidas. Lembre-se de que no meio do barulho existe uma sinfonia, uma sinfonia que precisa ser escrita.

A Criança Hiperativa

Postado por : Trabalhinhos Blog quarta-feira, 9 de março de 2011



Olá meus queridos! Preparamos pra vocês alguns estudos sobre como identificar uma criança hiperativa e como lidar com ela em sua sala de aula. Eu sei que é muito difícil, mas podemos ter um grande aproveitamento com essas crianças.



A CRIANÇA HIPERATIVA

A hiperatividade confunde pais, professores e médicos.

Se não for diagnosticada nem tratada adequadamente,
a doença vira tormento para a criança
e para quem vive em torno dela.




Hiperatividade é um termo corrente para um comportamento irrequieto, superexcitado e infeliz. Além da criança não conseguir fixar a atenção em uma atividade por mais de alguns minutos, os hiperativos sobem em móveis, falam compulsivamente, vivem perdendo material escolar e não suportam bem frustrações.

Ser mãe de um hiperativo é muito difícil, tem que conviver com uma criança que não responde ao que é ensinado, vive derrubando as coisas... é impossível não ficar irritada.

Nem toda criança que é agitada deve ser rotulada de hiperativa. A agitação pode ser resultado de problemas comportamentais ou manifestações de outras doenças graves, como autismo, hipertireoidismo e até depressão infantil.


Os sintomas da criança hiperativa aparecem, no máximo, até os sete anos.

Alguns sintomas do hiperativo:

- Dificuldade de organizar tarefas

- Descuido nas tarefas escolares ou em outras atividades

- Não consegue enxergar detalhes

- Dificuldade em se concentrar em tarefas ou brincadeiras

- Parece não ouvir o que lhe dizem

- Reluta em iniciar tarefa que exige grande esforço mental

- Perde com freqüência objetos de uso diário, como material escolar e brinquedos

- Distrai-se facilmente

- Inquietação constante

- Fala o tempo todo, começa a responder perguntas que ainda não foram completadas

- Tem dificuldade de esperar sua vez em jogos ou situações em grupo, interrompe a conversa dos outros






Crianças hiperativas podem apresentar melhora em seu comportamento e desenvolvimento pedagógico se algumas regras forem consideradas. Aí vão as sugestões da psicóloga Mônica Duchesne e do psiquiatra Ênio Roberto de Andrade:


. trabalhe com pequenos grupos, sem isolar as crianças hiperativas;
. dê tarefas curtas ou intercaladas, para que elas possam concluí-la antes de se dispersar;
. elogie sempre os resultados;
. use jogos e desafios para motivá-las;
. valorize a rotina, pois ela deixa as crianças mais seguras, mas mantenha sempre elevado o nível de estímulo, através de novidades no material;
. permita que elas compensem os erros: sutilmente, faça-as pedir desculpas quando ofenderem os colegas ou convença-as a arrumar a bagunça em classe;
. repita individualmente todo comando que for dado ao grupo e faça-o de forma breve e usando linguagem fácil de entender;
. peça a elas que repitam o comando, para ter certeza de que escutaram e compreenderam o que você quer;
. dê uma função oficial às crianças, como a de ajudante do professor; isso pode melhorar o relacionamento delas com os colegas e abrir espaço para que elas se movimentem mais;
. mostre os limites de forma segura e tranqüila, sem entrar em atrito;

. coloque a criança perto de colegas que não o provoquem, perto da mesa do professor na parte de fora do grupo;
. oriente os pais a procurar um psiquiatra, um neurologista ou um psicólogo.





Para seguir os conselhos acima providencie os seguintes materiais e deixe-os sempre ao alcance dos alunos na sala de aula:


- Caixa com gibis e caixa com livros de histórias infantis

A criança hiperativa, quando faz uma atividade do começo ao fim, geralmente termina antes dos outros. Nesse caso, deixe que ela leia revistinhas ou livros, como forma de premiação. Mas certifique-se de que o aluno está realmente lendo e não fingindo que lê. Dê a ele atividades de leitura com responsabilidade.



Peça, por exemplo, que ele conte para os outros o que leu, o que achou legal na história, qual é o personagem mais engraçado, mais maluco, inteligente, diferente etc. Ou então peça para ele desenhar a história lida, o que vale tanto para gibis como para livros de histórias.

- Palavras cruzadas, jogos de trilha, atividades com figuras (jogo dos sete erros, ligue os pontos, encontre a figura escondida). É importante oferecer à criança hiperativa atividades diversificadas que exijam atenção mas que não a desgaste intelectualmente. Assim, ela terá sempre prazer em executá-las. Essas atividades têm também a função de premiar o aluno por ter terminado o trabalho rotineiro com atenção.

- Atividades que estimulem as quatro operações: somar, subtrair, multiplicar e dividir, todas com desenhos que contextualizem o assunt
o.

Fontes:

Crianças Hiperativas

Quando já tentou de tudo, nada parece funcionar e não sabe mais o que fazer, eu posso ajudar.

Ser mãe de uma criança Hiperativa é esgotante, desgastante e stressante.

Ser mãe de uma criança Hiperativa é frustrante porque sabe que não pode ir a sítios públicos, como restaurantes, centros comerciais, supermercados, etc, com o seu filho ou filha sem haver drama ou surpresas desagradáveis.

Ser mãe de uma criança Hiperativa é muitas vezes humilhante porque causa do olhar das outras pessoas que acham que o comportamento e atitudes do seu filho se devem à falta de educação e disciplina por parte dos pais.





Ser mãe de uma criança Hiperativa é ter de estar sempre alerta porque sabe que quando tudo está calmo e sossegado, está a acontecer algo que a vai enervar porque vai encontrar algo de errado que o seu filho está constantemente a fazer apesar das vezes sem conta que já lhe disse para não o fazer.

Ser mãe de uma criança Hiperativa é sofrer porque sabe que o seu filho tem capacidade, muitas vezes acima da média, mas continua a receber queixas da escola porque o seu filho não presta atenção, não se concentra, distrai os outros e que podia ter muito melhores notas.


QUAIS OS SINTOMAS DAS CRIANÇAS HIPERATIVAS?



Normalmente a desatenção, a hiperatividade e impulsividade são os sintomas da Hiperatividade mais observados e considerados.

Mas existem muitos outros e muitas vezes parecem não estar relacionados.


OS PRINCIPAIS SINTOMAS DAS CRIANÇA HIPERATIVAS SÃO:



Dificuldade em terminar tarefas
Facilidade em distrair-se
Dificuldade em concentrar-se
Problemas de organização e disciplina
Super concentração quando a informação e/ou tarefa é interessante ou estimulante.
Inteligência acima da média mas com resultados medíocres na escola
Maior facilidade em aprender com ajudas visuais ou através de movimento
Procura constante de novidades e aventuras
Ansiedade
Dificuldades de aprendizagem
Impulsividade
Inquietude
Criatividade acima da média
Bater com a parte da frente do pé ou calcanhares no chão, cruzar e descruzar as pernas constantemente
Bater com os dedos ou outros objetos como lápis na mesa
Dificuldade em adormecer e sono de fraca qualidade
“Cabeça na Lua”
Falta de tato, dizendo tudo o que vêm à cabeça sem pensar
Mudanças de humor ou disposição repentinas
Hiperatividade
Tiques nervosos principalmente nas pernas à noite na cama



“Educar Uma Criança Hiperativa Pode Ser Um Desafio Desgastante e Frustrante”


OS SINTOMAS DA HIPERATIVIDADE SÃO MAIS VISÍVEIS NAS CRIANÇAS:


Durante a tarde e noite
Quando as tarefas são mais exigentes e complexas
Quando a informação ou tarefa são pouco interessantes ou estimulantes
Quando as situações exigem um comportamento mais controlado durante um espaço de tempo como um jantar num restaurante, uma reunião, uma conferência, uma aula ou igreja.


OUTROS SINTOMAS DAS CRIANÇAS HIPERATIVAS MENOS EXPLORADOS MAS QUE AJUDAM AO CORRETO DIAGNÓSTICO DA HIPERATIVIDADE



Apesar dos sintomas mais notórios serem responsabilidade do cérebro outras partes do corpo humano têm um papel importante na Hiperatividade.

O pescoço, a coluna, sistema imunitário, sistema digestivo e o sistema urinário estão envolvidos na Hiperatividade.

Por isso é que muitas crianças Hiperativas têm:
Problemas respiratórios como bronquite e asma
Má postura física
Um andar descoordenado ou desengonçado
Tendência a tropeçar, ir contra coisas, quedas e acidentes
Pouca habilidade com trabalhos ou atividades manuais
Fazer xixi na cama com uma idade avançada, muitas vezes com 8 e 9 anos


Qual o Melhor Tratamento Para Crianças Hiperativas?



Não existe nenhum tratamento que sozinho seja eficaz no tratamento da Hiperatividade.


O TRATAMENTO PARA CRIANÇAS HIPERATIVAS MAIS EFICAZ, MAIS RÁPIDO E COM RESULTADOS MAIS DURADOUROS ENGLOBA 7 VERTENTES:




TESTES & DIAGNÓSTICO


Teste e diagnósticos para ter a certeza da existência da Hiperatividade



INFORMAÇÃO & EDUCAÇÃO


Descobrir e aprender o que é na realidade a Hiperatividade e como nos afeta na vida familiar, social e profissional.



ACOMPANHAMENTO REGULAR


Disponibilidade e acompanhamento para esclarecer dúvidas, resolver desafios, ultrapassar frustrações e não deixar desviar do caminho certo.



ALIMENTAÇÃO & SUPLEMENTOS


Eliminação dos alimentos causadores de alergias e sensibilidades. Reforço nutricional com suplementos para ajudar a restabelecer o bom funcionamento do cérebro.



EXERCÍCIOS MENTAIS ESPECÍFICOS


Exercícios mentais para ajudar a sincronizar e desenvolver as áreas que funcionam menos bem no cérebro



EXERCÍCIOS FÍSICOS ESPECÍFICO


O cérebro e o resto do corpo são extremamente dependentes um do outro. Deverá utilizar o corpo humano (exercício físico específico) para ajudar a desenvolver as partes sub-desenvolvidas do cérebro



ESTRATÉGIAS & CONDIÇÕES ADOTADAS À PESSOA E AO SEU AMBIENTE


Criação e implementação de estratégias para lidar com ambientes e situações sobre as quais não temos controlo total. Modificação do ambiente (casa, local de trabalho e processos) de forma a aumentar a produtividade e reduzir conflitos e atrito
Paulo Gonçalves

Hiperatividade na escola: entenda as causas e o papel da escola

hiperatividade na escola
Desatenção, hiperatividade e impulsividade são os principais sintomas do TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), conhecido também como hiperatividade ou DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). O transtorno atinge 3 a 5% das crianças, segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), e é um dos causadores da hiperatividade infantil na escola.
O quadro é visível: a criança não consegue se concentrar nas tarefas e se distrai com facilidade. Controlar impulsos também é uma tarefa mais difícil para ela, principalmente em situações que exijam seguimento de regras ou reflexão sobre consequências futuras. Permanecer sentado é um dos desafios para o aluno hiperativo, que exibe excesso de atividade motora (gosta de ficar em pé e correr pela sala, por exemplo) e tem reações emocionais fortes.
Mas apresentar esses sintomas não é suficiente para compor o diagnóstico: é preciso que eles se repitam em pelo menos dois ambientes frequentados pela criança, e apenas um médico especializado pode diagnosticar a existência do transtorno. Ao todo, são 21 sintomas que determinam o TDAH: nove relativos à desatenção, nove à hiperatividade e três à impulsividade.
A venda de remédios indicados para o tratamento cresceu 80% de 2004 a 2008, de acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas o tratamento da hiperatividade deve ser multimodal: combinar medicamentos, orientação aos pais e professores, além de terapia cognitivo-comportamental.
Nem sempre é necessário medicar a criança: o transtorno pode não ser tão prejudicial e algumas iniciativas por parte da escola e dos professores podem acolher melhor o comportamento do aluno e amenizar os sintomas. Um aluno hiperativo pode ser prejudicado por sentar-se perto de uma janela, por exemplo, porque a movimentação externa pode distraí-lo.
Boas práticas dentro da sala de aula podem reduzir os fatores que estimulam a desatenção das crianças e a hiperatividade na escola. Trabalhos em grupos pequenos favorecem a concentração, e o aluno hiperativo pode ter sua energia canalizada para fazer tarefas práticas na sala, como ajudar a entregar o material didático das atividades. Intervalos durante as tarefas também ajudam os alunos a retomarem o trabalho mais focados quando voltam das pausas. O professor também deve avaliar se as atividades propostas são desafiadoras e mantém os jovens interessados.
Agitação ou hiperatividade?
Nem sempre uma criança desinteressada e com muita energia pode ser classificada como hiperativa. O problema pode estar na aula, que não deve apresentar nível de dificuldade superior ou inferior à faixa etária dos alunos. Ambientes desorganizados também favorecem a dispersão.
Outros fatores que não devem ser ignorados são os problemas pessoais e familiares da criança. O falecimento de um parente ou a separação dos pais, por exemplo, podem desestabilizá-la e compor um quadro temporário similar ao do TDAH. Os motivos não são visíveis aos professores, mas, na escola, ela exibe comportamento agitado e agressivo, ou, mesmo hiperativa, se isola dos colegas. Cabe aos professores identificarem as oscilações comportamentais antes de classificar o aluno como hiperativo.

Possibilidades

Como Agir Com Crianças Hiperativas e Desatentas na Escola

Como ajudar seu filho com comportamento hiperativo e/ou desatendo na escola
 O comportamento hiperativo de crianças e adolescentes tem se acentuado nos últimos anos. Famílias, escolas e consultórios dos profissionais da saúde mental frequentemente lidam com essa questão. As pesquisas apontam que para cada vinte alunos em uma turma escolar, pelo menos cinco apresentam esse comportamento. O problema se torna mais acentuado quando o comportamentohiperativo dos filhos atravessa os muros da escola. Queixas dos professores pelo mau comportamento dessas crianças que não param quietas no momento da explicação do conteúdo, idas e vindas à direção da escola  e em quase todos os casos, resultados insuficientes para acompanhar a média da sua turma, como preço final de seus esforços. A partir daí, além de ter que lidar com a hiperatividade dos filhos, as famílias precisam ajudá-los a recuperar as notas perdidas. O círculo vicioso está formado!
Contudo, queria destacar a diferença entre ser e estar hiperativa para evitar equívocos na hora de procurar umdiagnóstico quando há suspeita de hiperatividade, por parte da escola ou da família. “Estar” hiperativa é diferente de “Ser” hiperativa! Estar indica que o processo é momentâneo, a criança pode estar vivendo uma fase mais agitada, por um motivo ou outro na sua vida. Ser, significa carregar o rótulo por toda a sua vida. E esse peso é com certeza muito pesado! O fato se agrava mais quando o indivíduo ainda compra a ideia de que seus desafios e fracassos se justificarão exclusivamente por causa dessa condição. É importante pontuarmos essa diferença. Toda criança apresenta um comportamento similar ao de hiperatividade até certa fase de seu desenvolvimento, principalmente nos anos que marcam sua descoberta do mundo. Explorar intensamente o território que se abre para elas no momento em que adquirem a habilidade de engatinhar, andar, correr, pular, falar e pensar, são processos considerados  dentro dos parâmetros normais, mesmo que um pouco mais intensos nesse percurso de seu desenvolvimento.
SER desatento é diferente de ESTAR desatendo. É preciso prestar atenção nisso para não receber diagnóstico de TDA/H errado !
Não somos todos iguais, não vivemos em uma sociedade padronizada. Nem precisaremos ir muito longe para reparar a criação de uma menina e de um menino. Aos meninos é “permitido”: correr, pular e se machucar. É “coisa” de homem! Se um garoto for tratado com um pouco mais de cuidado, logo somos tentados a pensar que irá ficar com modos de menina. Ao mesmo tempo, para as meninas o comando é: ser quietinha e recatada!  Afinal, ela é menina! E por ser menina “parece” merecer maiores cuidados!
Esses modelos de comportamento transmitidos por nossa cultura, que perpassa aos nossos filhos e netos, pode ser variáveis importantes a serem consideradas quando tentamos compreender o porquê dos índices dehiperatividade serem mais elevado no sexo masculino.
Muitos profissionais principalmente da área neuropsiquiátrica alimentam a ideia de que a cultura não influencia o diagnóstico para TDA/H – Transtorno do Déficit da Atenção Com ou Sem Hiperatividade. Contudo, esses argumentos são de hipóteses subjetivas. Não podemos afastar essa dúvida simplesmente porque não há como constatar essa negação.  Sabemos o  peso que a cultura tem sobre o comportamento humano, ignorá-la seria pouco prudente.
Vivemos em uma sociedade do imediatismo. Necessitamos ser rápidos, eficazes eficientes para potencializarmos nossas competências. As crianças veem esse modelo ser construído em casa através das múltiplas funções desempenhadas por seus pais. Tal modelo pode levá-la a responder a vários estímulos, tais como ver televisão ao mesmo tempo em que conversa com seus trinta amigos da turma escolar no Facebook para atualizar as fofocas da escola e ainda fazer seus exercícios escolares.
O fato de haver um mapeamento através da imagem diferenciada no cérebro de pessoas com transtorno de déficit de atenção no lóbulo frontal desses indivíduos, comprovada pelas neurociências, não pode ser prova suficiente para afirmarmos que achamos a causa do problema. Costumamos dizer que não adianta combater a febre, que é o sintoma, sem identificar e combater a causadora da infecção. Constatar apenas que a febre está presente é tarefa das neurociências, importantíssima para o processo, mas isso apenas não basta. No caso do déficit de atenção com ou sem hiperatividade (TDA/H), não há como saber se a causa da ativação do cérebro no lóbulo temporal frontal dos hiperativos é realmente  hereditária ,porque não há como verificar esse fato através de exames.  Disfunção dos neurotransmissores: Noradrenalina e Dopamina? Por mais avançada que esteja as ciências não há sequer um  exame  que possa comprovar  a origem dessas disfunções.A lógica pode ser clara, mas o que poucos sabem é que é pouco precisa!
Ritalina
Ritalina : a pílula que acalma a dor do desconforto e da angústia ?
Toda a abordagem neuropsiquiátrica está para uma percepção dimensional das causas do TDA/H. Precisamos abrir o leque e considerarmos outras variáveis na história de vida de uma criança ou adolescente antes de darmos um remedinho “mágico”, Ritalina(metilfenopropano) na maioria dos casos, pensando ser essa a solução do problema. As ocorrências que experimentamos diariamente no consultório do departamento psicopedagógico do Centro Apoio, nos apontam que a maioria das pessoas diagnosticadas com o TDA/H  abandona o tratamento por não suportar as contra-indicações que tais medicações ,cujo o principio ativo é o metilfenopropano, a Ritalina, causam em seus organismos. Alguns fazem opções por tomarem apenas na época de provas, outros nem voltam ao consultório do psiquiatra e abandonam o tratamento por conta própria, principalmente devido à depressão, a insônia e a falta de apetite que o medicamento provoca.
Defendo a ideia de que a identificação das causas que levam as pessoas a serem desatentas ou hiperativas deveria ser tarefa para uma equipe especializada de profissionais da educação e saúde e não apenas de um psiquiatra ou neurologista. Ou seja, um diagnóstico mais próximo do “preciso”, se é que existe, deve ser realizado por uma equipe interdiciplinar que incluem: professores psicopedagogos, psicólogos, psicanalistas, neurologistas e psiquiatras. Felizmente, no Centro Apoio, temos essa oportunidade trabalharmos com essa visão. Nunca indicamos apenas o neurologista e/ou psiquiatra. Explicaremos nas próximas linhas o motivo de tal indicação.
Relativizando poderemos pensar em outros fatores que possam ser levados em conta, na tentativa de justificar o comportamento hiperativo e desatento na vida de crianças e adolescentes, em específico àqueles que não conseguem sucesso em seu processo de aprendizagem.
                                                                                                   Por Bárbara Santos
Psicopedagoga Clínica e Institucional
barbara-santos@centroapoio.com

Dicas para o professor

 lidar com crianças hiperativas e desatentas, Maria Alice Fontes

Déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é um dos problemas mais comuns na infância, que continua até a adolescência e vida adulta. Os sintomas incluem dificuldade em permanecer focado e prestar atenção, dificuldade em controlar o comportamento e hiperatividade.

Existem três  subtipos de TDAH: 1) Predominantemente hiperativo-impulsivo; 2) Predominantemente desatento; 3) Combinado hiperativo-impulsivo e desatento. A maioria das crianças têm o tipo combinado de TDAH.

O tratamento pode aliviar muito os sintomas do transtorno, mas não há cura. Com o tratamento, a maioria das pessoas com TDAH pode ser bem sucedido na escola e levar uma vida produtiva. Pesquisadores estão desenvolvendo tratamentos e intervenções usando novas ferramentas como imagens do cérebro para entender melhor o TDAH e encontrar formas mais eficazes de tratar e prevenir.

Com o início das aulas, a Plenamente gostaria de dar algumas dicas para professores de como lidar com crianças portadoras de TDAH. Sabemos que apesar deste diagnóstico estar cada vez mais conhecido, os professores ainda precisam de ajuda com seus alunos na ESCOLA, local onde os problemas principais acontecem!

Segue uma lista de sugestões:

- Evite colocar alunos nos cantos da sala, onde a reverberação do som é maior. Eles devem ficar nas primeiras carteiras das fileiras do centro da classe, e de costas para ela;

- Faça com que a rotina na classe seja clara e previsível, crianças com TDAH têm dificuldade de se ajustar a mudanças de rotina;

- Afaste-as de portas e janelas para evitar que se distraiam com outros estímulos;

- Deixe-as perto de fontes de luz para que possam enxergar bem;

- Não fale de costas, mantenha sempre o contato visual;

- Intercale atividades de alto e baixo interesse durante o dia, em vez de concentrar o mesmo tipo de tarefa em um só período;

- Repita ordens e instruções; faça frases curtas e peça ao aluno para repeti-las, certificando-se de que ele entendeu;

- Procure dar supervisão adicional aproveitando intervalo entre aulas ou durante tarefas longas e reuniões;

- Permita movimento na sala de aula. Peça à criança para buscar materiais, apagar o quadro, recolher trabalhos. Assim ela pode sair da sala quando estiver mais agitada e recuperar o auto-controle;

- Esteja sempre em contato com os pais: anote no caderno do aluno as tarefas escolares, mande bilhetes diários ou semanais e peça aos responsáveis que leiam as anotações;

- O aluno deve ter reforços positivos quando for bem sucedido. Isso ajuda a elevar sua auto-estima. Procure elogiar ou incentivar o que aquele aluno tem de bom e valioso;

- Crianças hiperativas produzem melhor em salas de aula pequenas. Um professor para cada oito alunos é indicado;

- Coloque a criança perto de colegas que não o provoquem, perto da mesa do professor na parte de fora do grupo;

- Proporcione um ambiente acolhedor, demonstrando calor e contato físico de maneira equilibrada e, se possível, fazer os colegas também terem a mesma atitude;

- Nunca provoque constrangimento ou menospreze o aluno;

- Proporcione trabalho de aprendizagem em grupos pequenos e favoreça oportunidades sociais. Grande parte das crianças com TDAH consegue melhores resultados acadêmicos, comportamentais e sociais quando no meio de grupos pequenos;

- Adapte suas expectativas quanto à criança, levando em consideração as deficiências e inabilidades decorrentes do TDAH. Por exemplo: se o aluno tem um tempo de atenção muito curto, não espere que se concentre em apenas uma tarefa durante todo o período da aula;

- Proporcione exercícios de consciência e treinamento dos hábitos sociais da comunidade. Avaliação frequente sobre o impacto do comportamento da criança sobre ela mesma e sobre os outros ajuda bastante;

- Coloque limites claros e objetivos; tenha uma atitude disciplinar equilibrada e proporcione avaliação frequente, com sugestões concretas e que ajudem a desenvolver um comportamento adequado;

- Desenvolva um repertório de atividades físicas para a turma toda, como exercícios de alongamento ou isométricos;

- Repare se a criança se isola durante situações recreativas barulhentas. Isso pode ser um sinal de dificuldades: de coordenação ou audição, que exigem uma intervenção adicional.

- Desenvolva métodos variados utilizando apelos sensoriais diferentes (som, visão, tato) para ser bem sucedido ao ensinar uma criança com TDAH. No entanto, quando as novas experiências envolvem uma miríade de sensações (sons múltiplos, movimentos, emoções ou cores), esse aluno provavelmente precisará de tempo extra para completar sua tarefa.

- Não seja mártir! Reconheça os limites da sua tolerância e modifique o programa da criança com TDAH até o ponto de se sentir confortável. O fato de fazer mais do que realmente quer fazer, traz ressentimento e frustração.

- Permaneça em comunicação constante com o psicólogo ou orientador da escola. Ele é a melhor ligação entre a escola, os pais e o médico.

Bibliografia

National Institute of Mental Health http://www.nimh.nih.gov/health/publications/attention-deficit-hyperactivity-disorder/complete-index.shtml

ANDRADE, Ênio Roberto de. Indisciplinado ou hiperativo. Nova Escola, São Paulo, n. 132, p. 30-32, maio 2000.

GENTILE, Paola. Indisciplinado ou hiperativo. Nova Escola, São Paulo, n. 132, p. 30-32, maio. 2000.

GOLDSTEIN, Sam. Hiperatividade: como desenvolver a capacidade de atenção da criança. São Paulo: Papirus, 1998. 246 p.

RIZZO, Gilda. Educação Pré-Escolar. 3. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1985. 344 p.

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