quarta-feira, 18 de abril de 2018

Alpha: uma nova geração que chega nas escolas


por: Ana Flávia Hantt
Data: 11/08/2017 | 10:00



Ao ser perguntada sobre seus passatempos preferidos, Gabriela de Matos, 7 anos, fala sobre as brincadeiras de boneca, e também sobre os passeios que faz na companhia da família. Ela explica ainda, que utiliza o celular de seu pai para jogar seus jogos favoritos, mesmo que muitas vezes, precise escolher apenas um dos aplicativos para brincar. 'Eu gostava muito de um joguinho do Discovery Kids, mas tive que tirar ele para colocar um da Peppa Pig', conta.
A naturalidade com que Gabriela fala sobre o processo de instalar e excluir jogos do celular, representa um dos principais aspectos que definem o que pesquisadores têm chamado de Geração Alpha. Nascidas a partir de 2010, essas crianças que estão chegando agora nas escolas, apresentam como principal característica a naturalidade com que interagem e compreendem a tecnologia. Especialistas acreditam, inclusive, que a facilidade de escolher vídeos no smartphone ou jogar no tablet, mais do que habilidades de uma geração, podem representar, sim, uma evolução da espécie, com seres humanos mais inteligentes.
Professora de Gabriela e de seus colegas no 1º ano do Ensino Fundamental da Escola Cônego Albino Juchem, Thaís da Silva possui 18 anos de experiência em sala de aula, e reconhece que hoje, os estudantes têm chegado à fase de alfabetização com conhecimentos diferentes. 'Quando eu apresento uma letra, eles já conhecem palavras que iniciam com ela, porque já viram nos jogos que utilizam no celular', conta.
>> Assista o vídeo 'Alpha: A Nova Geração - O Filme' aqui.



O conhecimento prévio e a interatividade com a qual as crianças estão acostumadas, também tem modificado a forma como a professora Thaís desenvolve seu trabalho. Embora dispositivos tecnológicos não estejam à disposição dos estudantes, a docente procura desafiá-los com jogos e com atividades estimulantes, que exijam uma capacidade maior de concentração. 'Hoje eu preciso estar muito mais preparada para dar aulas', salienta.
O desafio, contudo, não é apenas tecnológico. Com relações mais horizontais dentro das famílias, e com mais tempo dedicado aos jogos online, os estudantes que hoje chegam nas escolas apresentam maiores dificuldades de relacionamento e socialização. Por terem muitas facilidades no seu dia a dia, eles também precisam aprender a lidar com suas 'vontades', entendendo os limites necessários em cada situação. 'Hoje, os alunos são mais questionadores, e constantemente, preciso explicar e justificar minhas decisões para eles', destaca Thaís.
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PESQUISA

'A tecnologias faz com que as crianças percebam as coisas de forma mais fácil"

Em conversas, era comum que a mestre em Ensino de Ciências Exatas e doutora em Informática na Educação, Patrícia Silva, ouvisse que 'hoje em dia, as crianças já nascem muito mais espertas, pois sabem utilizar a tecnologia desde pequenas'. Diante dessa fala, e motivada por observações e notícias, decidiu direcionar sua pesquisa para as formas como os nativos digitais tem percebido a tecnologia.
Ao fim do trabalho, a pesquisadora constatou que, para determinadas crianças, utilizar a tecnologia faz com que percebam as coisas de forma mais fácil, pois oportuniza a elas que experimentem, joguem e reiniciem quantas vezes quiserem. 'Além disso, faz com que as crianças tenham mais interesse em explorar determinadas atividades do que quando oferecidas em material concreto, pois o recurso digital é lúdico, colorido e apresenta inúmeras facilidades', pontua.
Outra constatação da pesquisa, é que ao usar a tecnologia, a criança recebe feedbacks, mesmo que em sentido figurativo, mostrando todas as formas de ver a imagem ou animação, oportunizando que ela possa aprender a partir das suas ações.

Patrícia Silva, que é pós-doutoranda em Informática na Educação, diz que atualmente, em sua pesquisa, verifica como os alunos aprendem melhor: quando em contato com 'o real' ou com o 'virtual'.

Folha do Mate - Você acredita que as novas gerações assimilam o conhecimento de uma forma diferente do que ocorria em gerações anteriores?
Patrícia Silva - Conforme o embasamento teórico utilizado para minha pesquisa, com base na Epistemologia Genética (Piaget), o processo de assimilação que ocorre para a construção do conhecimento ainda é o mesmo. O que se diferencia de uma geração para outra, é o meio e as interações que acontecem nele. Por exemplo, em gerações passadas, não tínhamos acesso às tecnologias, às diferentes metodologias e recursos que temos acesso hoje, mas crianças aprendiam, eram alfabetizadas e interagiam com os objetos presentes em seu meio. 
Atualmente, as crianças têm ao seu dispor uma infinidade de aplicativos, recursos e brinquedos que, quando utilizados como objetivos bem definidos e não simplesmente por usar, podem contribuir para a construção de conhecimento e fazer com que ele aconteça de forma mais simples e instigante para ela.
Quais são as orientações para um professor que está hoje em sala de aula?
O professor precisa, em primeiro lugar, estar preparado para trabalhar em diferentes ambientes, não somente para a sala de aula. A construção de conhecimento acontece com auxílio do quadro, com atividades práticas, na interação entre professor e aluno, no pátio, com pesquisa, e também utilizando smartphones e a tecnologia mobile learning. Para tanto, o professor precisa estar atento, ser um mediador de conhecimento, sabendo propor situações que instiguem seus alunos, que desperte neles a curiosidade e o interesse em saber mais sobre determinados assuntos.
Acredito que uma boa estratégia que contemple todos estes quesitos é a metodologia de Projetos de Aprendizagem. Por meio dela, o aluno poderá trazer para sala de aula assuntos que ele gostaria de saber mais, e assim os conteúdos vão se delineando e sendo trabalhados pelo professor. Os Projetos de Aprendizagem fazem com que o professor saia da sua zona de conforto. Inicialmente é trabalhoso, mas ao mesmo tempo, motivam mais os alunos e os levam a buscar por soluções para os seus problemas. Além disso, os projetos podem ser trabalhados por meio de blogs, smartphones, computadores, aplicativos, pesquisas, mapas conceituais, histórias em quadrinhos, imagens, dentre outros recursos, todos estes que na maioria das vezes os alunos já estão familiarizados e que fazem parte do seu dia a dia.


>> Desafio é transformar e aplicar informações no mundo real

A popularização da internet gerou impacto em todas as áreas da atividade humana, inclusive, na educação. Na opinião do mestre em Letras e professor do curso de Comunicação Social da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Erion Lara, os últimos 15 anos foram de importantes descobertas sobre como criar e colaborar com a ajuda da internet, onde, em poucos cliques, tem-se acesso a uma quantidade de informação nunca antes visto. 'O grande desafio de agora em diante é fazer uso de todas essas informações, transformá-las em conhecimento e aplicá-las no mundo real', destaca.
Nesse contexto, é que o professor passa a desempenhar um papel diferente. Na opinião de Lara, mais do que repassar um conteúdo previsto para uma determinada disciplina, o docente da atualidade deve servir como uma espécie de curador de conteúdo, de informações que serão debatidas em sala de aula. 'O professor busca estabelecer um fluxo de conversação, procurando sempre unir teoria e prática', comenta.
Logo, o papel do estudante também não é mais o mesmo: de sujeito passivo, que esperava a informação chegar até ele, para um sujeito mais ativo, contestador, e que busca informação. 'Ele é protagonista nesse processo de aprendizagem'.
Na opinião de Lara, uma maneira de promover a aplicação do conhecimento são os ambientes colaborativos, nos quais o processo de aprendizagem possa estar ligado a busca de soluções para problemas reais.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

A ESCOLA E O TDAH: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INOVADORAS PÓS- DIAGNÓSTICO

Resumo Este trabalho tem por finalidade aprofundar conceitos, concepções e processos sobre práticas pedagógicas de intervenção pós-diagnóstico para TDAH - Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade no contexto escolar. Discute um encaminhamento metodológico diferenciado com base nos conteúdos curriculares, bem como objetiva trabalhar as diferentes possibilidades e interesses dos profissionais da educação na introdução de uma “nova” maneira de atender, compreender e produzir práticas pedagógicas inclusivas direcionadas aos estudantes diagnosticados com TDAH. O trabalho profissional conjunto, o qual inclui o envolvimento da família como ponto culminante para o sucesso de uma formação acadêmica de sucesso, juntamente com todos os segmentos da comunidade escolar, é elemento sine qua non para o desenvolvimento de práticas pedagógicas inovadoras de intervenção no interior da instituição. O processo de reflexão e interpretação sobre a prática docente e discente está diretamente ligado à indissociação entre teoria e prática na ação cotidiana dos profissionais da educação, em prol do ensino e da aprendizagem na escola. O estudo possui como foco de análise a educação inclusiva na gestão escolar e na organização do trabalho pedagógico, concebendo a escola como espaço responsável pela formação acadêmica qualitativa dos estudantes em relação à cidadania e à diversidade na sala de aula. 

Palavras-chave: Práticas Pedagógicas. TDAH. Gestão Escolar. Trabalho Pedagógico.

Para saber mais

Embasamento teórico

Fazenda (2010) afirma que para o professor conseguir desenvolver sua pratica pedagógica com sucesso, ele precisa de três atributos que são de suma importância na pratica docente, são eles preparo, espera, e coragem, pois todo fazer pedagógico dever ser baseado no acolhimento, na continuidade na persistência, na coerência e a consistência. O aluno deve sempre se sentir acolhido e estimulado em sala de aula, pois com isso a aprendizagem se torna mais significativa e prazerosa. Fazenda (2010) enfatiza que um professor competente em sua profissão quando é submetido a um trabalho desafiador ele busca sua identidade pessoal e profissional recuperando e dando origem assim ao seu próprio projeto de vida.

Para saber mais:
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 file:///C:/Users/Usuario/Downloads/1582-5013-1-PB.pdf

Dicas para o professor lidar com crianças hiperativas e desatentas,

 Maria Alice Fontes

Déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é um dos problemas mais comuns na infância, que continua até a adolescência e vida adulta. Os sintomas incluem dificuldade em permanecer focado e prestar atenção, dificuldade em controlar o comportamento e hiperatividade.

Existem três  subtipos de TDAH: 1) Predominantemente hiperativo-impulsivo; 2) Predominantemente desatento; 3) Combinado hiperativo-impulsivo e desatento. A maioria das crianças têm o tipo combinado de TDAH.

O tratamento pode aliviar muito os sintomas do transtorno, mas não há cura. Com o tratamento, a maioria das pessoas com TDAH pode ser bem sucedido na escola e levar uma vida produtiva. Pesquisadores estão desenvolvendo tratamentos e intervenções usando novas ferramentas como imagens do cérebro para entender melhor o TDAH e encontrar formas mais eficazes de tratar e prevenir.

Com o início das aulas, a Plenamente gostaria de dar algumas dicas para professores de como lidar com crianças portadoras de TDAH. Sabemos que apesar deste diagnóstico estar cada vez mais conhecido, os professores ainda precisam de ajuda com seus alunos na ESCOLA, local onde os problemas principais acontecem!

Segue uma lista de sugestões:

- Evite colocar alunos nos cantos da sala, onde a reverberação do som é maior. Eles devem ficar nas primeiras carteiras das fileiras do centro da classe, e de costas para ela;

- Faça com que a rotina na classe seja clara e previsível, crianças com TDAH têm dificuldade de se ajustar a mudanças de rotina;

- Afaste-as de portas e janelas para evitar que se distraiam com outros estímulos;

- Deixe-as perto de fontes de luz para que possam enxergar bem;

- Não fale de costas, mantenha sempre o contato visual;

- Intercale atividades de alto e baixo interesse durante o dia, em vez de concentrar o mesmo tipo de tarefa em um só período;

- Repita ordens e instruções; faça frases curtas e peça ao aluno para repeti-las, certificando-se de que ele entendeu;

- Procure dar supervisão adicional aproveitando intervalo entre aulas ou durante tarefas longas e reuniões;

- Permita movimento na sala de aula. Peça à criança para buscar materiais, apagar o quadro, recolher trabalhos. Assim ela pode sair da sala quando estiver mais agitada e recuperar o auto-controle;

- Esteja sempre em contato com os pais: anote no caderno do aluno as tarefas escolares, mande bilhetes diários ou semanais e peça aos responsáveis que leiam as anotações;

- O aluno deve ter reforços positivos quando for bem sucedido. Isso ajuda a elevar sua auto-estima. Procure elogiar ou incentivar o que aquele aluno tem de bom e valioso;

- Crianças hiperativas produzem melhor em salas de aula pequenas. Um professor para cada oito alunos é indicado;

- Coloque a criança perto de colegas que não o provoquem, perto da mesa do professor na parte de fora do grupo;

- Proporcione um ambiente acolhedor, demonstrando calor e contato físico de maneira equilibrada e, se possível, fazer os colegas também terem a mesma atitude;

- Nunca provoque constrangimento ou menospreze o aluno;

- Proporcione trabalho de aprendizagem em grupos pequenos e favoreça oportunidades sociais. Grande parte das crianças com TDAH consegue melhores resultados acadêmicos, comportamentais e sociais quando no meio de grupos pequenos;

- Adapte suas expectativas quanto à criança, levando em consideração as deficiências e inabilidades decorrentes do TDAH. Por exemplo: se o aluno tem um tempo de atenção muito curto, não espere que se concentre em apenas uma tarefa durante todo o período da aula;

- Proporcione exercícios de consciência e treinamento dos hábitos sociais da comunidade. Avaliação frequente sobre o impacto do comportamento da criança sobre ela mesma e sobre os outros ajuda bastante;

- Coloque limites claros e objetivos; tenha uma atitude disciplinar equilibrada e proporcione avaliação frequente, com sugestões concretas e que ajudem a desenvolver um comportamento adequado;

- Desenvolva um repertório de atividades físicas para a turma toda, como exercícios de alongamento ou isométricos;

- Repare se a criança se isola durante situações recreativas barulhentas. Isso pode ser um sinal de dificuldades: de coordenação ou audição, que exigem uma intervenção adicional.

- Desenvolva métodos variados utilizando apelos sensoriais diferentes (som, visão, tato) para ser bem sucedido ao ensinar uma criança com TDAH. No entanto, quando as novas experiências envolvem uma miríade de sensações (sons múltiplos, movimentos, emoções ou cores), esse aluno provavelmente precisará de tempo extra para completar sua tarefa.

- Não seja mártir! Reconheça os limites da sua tolerância e modifique o programa da criança com TDAH até o ponto de se sentir confortável. O fato de fazer mais do que realmente quer fazer, traz ressentimento e frustração.

- Permaneça em comunicação constante com o psicólogo ou orientador da escola. Ele é a melhor ligação entre a escola, os pais e o médico.

Bibliografia

National Institute of Mental Health http://www.nimh.nih.gov/health/publications/attention-deficit-hyperactivity-disorder/complete-index.shtml

ANDRADE, Ênio Roberto de. Indisciplinado ou hiperativo. Nova Escola, São Paulo, n. 132, p. 30-32, maio 2000.

GENTILE, Paola. Indisciplinado ou hiperativo. Nova Escola, São Paulo, n. 132, p. 30-32, maio. 2000.

GOLDSTEIN, Sam. Hiperatividade: como desenvolver a capacidade de atenção da criança. São Paulo: Papirus, 1998. 246 p.

RIZZO, Gilda. Educação Pré-Escolar. 3. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1985. 344 p.
2012-01-12 00:00:00

fonte: http://www.plenamente.com.br/artigo/165/dicas-para-professor-lidar-com-criancas.php#.WP6efvnys2w

Algumas estratégias Pedagógicas para alunos com TDAH.

Escrito por  
Algumas Estratégias Pedagógicas para Alunos com TDAH:
Atenção, memória sustentada:
Algumas técnicas para melhorar a atenção e memória sustentadas

1 – Quando o professor der alguma instrução, pedir ao aluno para repetir as instruções ou compartilhar com um amigo antes de começar as tarefas.
2 – Quando o aluno desempenhar a tarefa solicitada ofereça sempre um feedback positivo (reforço) através de pequenos elogios e prêmios que podem ser: estrelinhas no caderno, palavras de apoio, um aceno de mão... Os feedbacks e elogios devem acontecer SEMPRE E IMEDIATAMENTE após o aluno conseguir um bom desempenho compatível com o seu tempo e processo de aprendizagem.
3 – NÃO criticar e apontar em hipótese alguma os erros cometidos como falha no desempenho. Alunos com TDAH precisam de suporte, encorajamento, parceria e adaptações. Esses alunos DEVEM ser respeitados. Isto é um direito! A atitude positiva do professor é fator DECISIVO para a melhora do aprendizado.
4 – Na medida do possível, oferecer para o aluno e toda a turma tarefas diferenciadas. Os trabalhos em grupo e a possibilidade do aluno escolher as atividades nas quais quer participar são elementos que despertam o interesse e a motivação. É preciso ter em vista que cada aluno aprende no seu tempo e que as estratégias deverão respeitar a individualidade e especificidade de cada um.
4 – Optar por, sempre que possível, dar aulas com materiais audiovisuais, computadores, vídeos, DVD, e outros materiais diferenciados como revistas, jornais, livros, etc. A diversidade de materiais pedagógicos aumenta consideravelmente o interesse do aluno nas aulas e, portanto, melhora a atenção sustentada.
5 – Utilizar a técnica de “aprendizagem ativa” (high response strategies): trabalhos em duplas, respostas orais, possibilidade do aluno gravar as aulas e/ou trazer seus trabalhos gravados em CD ou computador para a escola.
6 – Adaptações ambientais na sala de aula: mudar as mesas e/ou cadeiras para evitar distrações. Não é indicado que alunos com TDAH sentem junto a portas, janelas e nas últimas fileiras da sala de aula. É indicado que esses alunos sentem nas primeiras fileiras, de preferência ao lado do professor para que os elementos distratores do ambiente não prejudiquem a atenção sustentada.
7 – Usar sinais visuais e orais: o professor pode combinar previamente com o aluno pequenos sinais cujo significado só o aluno e o professor compreendem. Exemplo: o professor combina com o aluno que todas as vezes que percebê-lo desatento durante as atividades, colocará levemente a mão sobre seu ombro para que ele possa retomar o foco das atividades.
8 – Usar mecanismos e/ou ferramentas para compensar as dificuldades memoriais: tabelas com datas sobre prazo de entrega dos trabalhos solicitados, usar post-it para fazer lembretes e anotações para que o aluno não esqueça o conteúdo.
9 – Etiquetar, iluminar, sublinhar e colorir as partes mais importantes de uma tarefa, texto ou prova.

Tempo e processamento das informações

1 – Usar organizadores gráficos para planejar e estruturar o trabalho escrito e facilitar a compreensão da tarefa. Clique aqui para ver um exemplo.
2 – Permitir como respostas de aprendizado apresentações orais, trabalhos manuais e outras tarefas que desenvolvam a criatividade do aluno.
3 – Encorajar o uso de computadores, gravadores, vídeos, assim como outras tecnologias que possam ajudar no aprendizado, no foco e motivação.
4 – Reduzir ao máximo o número de cópias escritas de textos. Permitir a digitação e impressão, caso seja mais produtivo para ao aluno.
5 – Respeitar um tempo mínimo de intervalo entre as tarefas. Exemplo: propor um trabalho em dupla antes de uma discussão sobre o tema com a turma inteira.
6 – Permitir ao aluno dar uma resposta oral ou gravar, caso ele tenha alguma dificuldade para escrever.
7 – Respeitar o tempo que cada aluno precisa para concluir uma atividade. Dar tempo extra nas tarefas e nas provas para que ele possa terminar no seu próprio tempo.

Organização e técnicas de estudo

1 – Dar as instruções de maneira clara e oferecer ferramentas para organização do aluno desenvolver hábitos de estudo. Incentivar o uso de agendas, calendários, post-it, blocos de anotações, lembretes sonoros do celular e uso de outras ferramentas tecnológicas que o aluno considere adequado para a sua organização.
2 – Na medida do possível, supervisionar e ajudar o aluno a organizar os seus cadernos, mesa, armário ou arquivar papéis importantes.
3 – Orientar os pais e/ou o aluno para que os cadernos e os livros sejam “encapados” com papéis de cores diferentes. Exemplo: material de matemática – vermelho, material de português – azul, e assim sucessivamente. Este procedimento ajuda na organização e memorização dos materiais.
4 – Incentivar o uso de pastas plásticas para envio de papéis e apostilas para casa e retorno para a escola. Desta forma, todo o material impresso fica condensado no mesmo lugar minimizando a eventual perda do material.
5 – Utilizar diariamente a agenda como canal de comunicação entre o professor e os pais. É extremamente importante que os pais façam observações diárias sobre o que observam no comportamento e no desempenho do filho em casa, assim como o professor poderá fazer o mesmo em relação às questões relacionadas à escola.
6 – Estruturar e apoiar a gestão do tempo nas tarefas que exigem desempenho em longo prazo. Exemplo: ao propor a realização de um trabalho de pesquisa que deverá ser entregue no prazo de 30 dias, dividir o trabalho em partes, estabelecer quais serão as etapas e monitorar se cada uma delas está sendo cumprida. Alunos com TDAH apresentam dificuldades em desempenhar tarefas em longo prazo.
7 – Ensine e dê exemplos frequentemente. Use folhas para tarefas diárias ou agendas. Ajude os pais, oriente-os como proceder e facilitar os problemas com deveres de casa. Alunos com TDAH não podem levar “toneladas” de trabalhos para fazer em casa num prazo de 24 horas.

Técnicas de aprendizado e habilidades metacognitivas

1 – Explicar de maneira clara e devagar quais são as técnicas de aprendizado que estão sendo utilizadas. Exemplo: explicar e demonstrar na prática como usar as fontes, materiais de referência, anotações, notícias de jornal, trechos de livro, etc.
2 – Definir metas claras e possíveis para que o aluno faça sua autoavaliação nas tarefas e nos projetos. Este procedimento permite que o aluno faça uma reflexão sobre o seu aprendizado e desenvolva estratégias para lidar com o seu próprio modo de aprender.
3 – Usar organizador gráfico (clique aqui para ver) para ajudar no planejamento, organização e compreensão da leitura ou escrita.

Inibição e autocontrole

1 – Buscar sempre ter uma postura pró-ativa. Antecipar as possíveis dificuldades de aprendizado que possam surgir e estruturar as soluções. Identificar no ambiente de sala de aula quais são os piores elementos distratores (situações que provocam maior desatenção) na tentativa de manter o aluno o mais distante possível deles e, consequentemente, focado o maior tempo possível na tarefa em sala de aula.
2 – Utilizar técnicas auditivas e visuais para sinalizar transições ou mudanças de atividades. Exemplo: falar em voz alta e fazer sinais com as mãos para lembrar a mudança de uma atividade para outra, ou do término da mesma.
3 – Dar frequentemente feedback (reforço) positivo. Assinale os pontos positivos e negativos de forma clara, construtiva, respeitosa. Este monitoramento é importante para o aluno com TDAH, pois permite que ele desenvolva uma percepção do seu próprio desempenho, potencial e capacidade e possa avançar motivado em busca da sua própria superação.
4 – Permitir que o aluno se levante em alguns momentos, previamente combinados entre ele e o professor. Alunos com hiperatividade necessitam de alguma atividade motora em determinados intervalos de tempo. Exemplo: pedir que vá ao quadro (lousa) apagar o que está escrito, solicitar que vá até a coordenação buscar algum material, etc., ou mesmo permitir que vá rapidamente ao banheiro ou ao corredor beber água. Este procedimento é extremamente útil para diminuir a atividade motora e, muitas vezes, é ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO para crianças muito agitadas.

fonte: http://www.tdah.org.br/br/dicas-sobre-tdah/dicas-para-educadores/item/399-algumas-estrat%C3%A9gias-pedag%C3%B3gicas-para-alunos-com-tdah.html

Hiperatividade 50 dicas para administração da Hiperatividade em Sala de Aula

 Elaborado por: Edward M. Hallowell & John J. Ratey em 1992 CH ADD National Office 499, Northwest 70 th Avenue, suite 101 Plantation, Florida 33317 (0800) 233 40-50 Internet: http://www.chadd.org Tradução: Luiz Henrique (031) 411 50-57 Cleber Canabrava Amaral Os professores sabem o que muitos profissionais não sabem: não existe apenas uma única síndrome de Hiperatividade, mas muitas; que a hiperatividade raramente ocorre de uma forma “pura” mas, ao contrário, normalmente apresenta-se ligada a muitos outros problemas como dificuldade de aprendizado ou mau humor; que HIPERATIVIDADE muda conforme o clima, é inconstante e imprevisível; e que o tratamento para HIPERATIVIDADE, a respeito de ser claramente esclarecido em vários livros, representa uma dura missão de trabalho e devoção. Não há uma solução fácil para administrar HIPERATIVIDADE na sala de aula ou em casa. Depois de tudo feito, a eficácia de qualquer tratamento deste problema na escola depende do conhecimento e da persistência da escola e do professor. Aqui apresentamos algumas dicas para o trato de crianças com HIPERATIVIDADE na escola. As sugestões a seguir visam o professor na sala de aula para crianças de qualquer idade. Algumas sugestões vão ser evidentemente mais adequadas às crianças menores, outras às mais velhas mas, em termos de estrutura, educação e encorajamento, são pertinentes a qualquer um. 

Para estudar e compreender:

Como lidar com alunos indisciplinados

A indisciplina se tornou um dos maiores obstáculos pedagógicos da atualidade. O fato é que, os docentes, em sua maioria, não sabem interpretar o comportamento dos seus alunos e muito menos como enfrentar um ato de indisciplina.
Será que é melhor compreendê-lo? Ignorá-lo? Reprimi-lo? Esses questionamentos são comuns nesse meio e permeiam a cabeça de muitos profissionais da educação.
Uma turma indisciplinada afeta diretamente a atuação do professor e o desempenho dos alunos. Pode até ser que o educador, mesmo dentro desse quadro perturbado, tenha o interesse em ensinar e disseminar o conhecimento, mas é muito difícil atingir tais objetivos sem modificar sua postura. Diante desse cenário, é comum surgir o desanimo e a vontade de desistir da profissão, mas o ideal é partir para novas alternativas de ensino.
Como dito anteriormente, os alunos também são prejudicados com isso, principalmente aqueles que estão interessados em aprender. Por mais que tentem prestar atenção no que o professor tem a ensinar, se vêem em meio a um caos constante, o que reduz significativamente a sua produtividade. Em outros casos, bons alunos também podem ser influenciados a ter atitudes intolerantes, já que nenhuma providência é tomada.
Caso tenha se identificado com essas situações, não se apavore ou perca a paciência, pois isso pode atrapalhar ainda mais o seu rendimento na sala de aula! Saiba que existem boas maneiras de controlar seus alunos de forma eficiente, mesmo que os métodos sejam pouco tradicionais. Confira abaixo algumas dicas e comece já a colocar em prática.

Torne suas aulas interessantes

Se os seus alunos não conseguem manter a disciplina, uma ótima alternativa é apostar em aulas mais atrativas e dinâmicas, capazes de chamar atenção.
Saiba que um mesmo conteúdo pode ser abordado de diversas formas e cada uma delas pode causar efeitos diferentes.
Quando o educador consegue tornar sua fala interessante, consequentemente aumenta o índice de concentração e retenção do aluno, o que resulta numa visível melhora no seu desempenho e comportamento.
Para que o professor seja o alvo das atenções e consiga atingir os seus objetivos educacionais, é necessário fazer o planejamento da aula com antecedência e utilizar, ao seu favor, recursos diversos.
Aposte em músicas, pesquisas, jogos, debates, textos complementares e outras metodologias capazes de movimentar a sala de aula e estimular a disciplina dos seus alunos.

Controle seus impulsos

A sala está em total desordem? Você não sabe o que fazer para acalmar a euforia da sua turma? Respire fundo e mantenha a calma!
É comum que diante de alunos indisciplinados você perca a paciência e queira tomar uma atitude imediata, mas a dica é: controle seus impulsos e espere um pouco.
Não adianta competir com vários alunos falando ao mesmo tempo. Aguarde até que eles reconheçam a sua presença e se dêem conta de que você é o líder naquele ambiente.
Não se manifeste até que todos eles fiquem em silêncio ou que ao menos tenha condição de falar sem gritar insistentemente.
Normalmente os alunos se calam aos poucos e começam a pedir silêncio para os demais colegas. Esse tipo de postura é uma ótima alternativa para estimular o senso de disciplina e a consciência de respeito mútuo.

Mantenha o tom de voz

Sua turma está gritando sem parar? Parece que o caos tomou conta do ambiente? É, realmente essa situação é muito complicada, mas caso altere o tom de voz para chamar a atenção dos alunos pode tornar a situação ainda mais desastrosa.
Esse tipo atitude faz com que os alunos queiram competir com você, além de comprometer a sua saúde vocal, gerar a sensação de estresse e propiciar um clima de conflito e tensão.
Prefira manter o seu tom de voz normal, seja o exemplo. Caso o professor mostre confiança e ao mesmo tempo equilíbrio e tranqüilidade na voz, fará com que os alunos tenham em quem se espelhar e assim passem a adotar uma postura mais disciplinada.

Tenha como aliada a comunicação não-verbal

Você já parou para pensar que a comunicação não-verbal pode ser muito útil em situações de indisciplina? Pois é, saiba que nem sempre irá alcançar os seus propósitos ou transmitir a mensagem que almeja apenas com a utilização da comunicação verbal.
Dependendo do caso, os seus gestos podem dizer mais do que palavras. Ao levantar a mão ou bater palmas, por exemplo, você pode expressar que precisa de atenção naquele momento.

Ensine aos seus alunos o valor das regras

Construir, reavaliar e respeitar as regras é fundamental para qualquer convívio na sociedade. Os seus alunos precisam entender que as mesmas são capazes de ditar o ritmo do aprendizado, estimular a disciplina e fazer com que você trabalhe melhor.
Ilusoriamente, muitos professores acham que os seus alunos vão aprender sozinhos a se portar perante os colegas e educadores, mas na verdade você é o principal responsável por criar esse tipo de consciência no ambiente escolar.
Você pode escolher as regras que deverão ser seguidas em sala de aula juntamente com os seus alunos. Eles também podem participar, de modo que se sintam parte do processo e criem consciência de que elas devem respeitadas

Antes de começar a aula, organize a sala

Vai dar início a sua aula? Então verifique se tudo está em ordem. Cuide do mapeamento, organização e limpeza, pois tudo isso contribui significativamente para a disciplina dos alunos.
Caso as fileiras estejam muito próximas, procure afastá-las, pois assim será mais fácil obter silêncio e transitar entre as classes para ajudar os alunos individualmente.
Além disso, exija que os alunos sentem-se nos lugares estipulados no espelho de classe ou mapeamento. Peça ainda que não deixem os seus pertences espalhados pela sala, pois a falta de organização pode comprometer o aprendizado e a concentração.
Em relação à limpeza do ambiente, solicite que os seus alunos juntem do chão os papéis, plásticos e saquinhos do lanche ou de alguma atividade que necessitou desses materiais.
Por mais que pareçam simples, essas atitudes podem contribuir significativamente para a disciplina dos seus alunos, não só na sala de aula, mas em qualquer ambiente que estejam inseridos.

fonte: http://escolaeducacao.com.br/como-lidar-com-alunos-indisciplinados/

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