"Estou semeando as sementes da minha mais alta esperança. Não Busco discípulos para comunicar saberes. Busco discípulos, para neles plantar MINHAS ESPERANÇAS" Rubem Alves
sábado, 14 de julho de 2012
Das vantagens em cooperar
“Aquele que alivia o fardo do mundo para o outro não é inútil neste mundo” (Charles Dickens)
2012 foi escolhido pela ONU para ser o Ano Internacional das Cooperativas. Parece bem justa e oportuna esta comemoração, mas será que temos presente porque e como o cooperativismo pode gerar qualidade de vida e alternativas de produção, consumo e comercialização? A cooperação é mesmo uma ferramenta capaz de desencadear outras e novas relações humanas?
A nossa civilização construiu um ideário de convivência social com base na competição. Somos impelidos a ver todas as vantagens em competir e nenhuma vantagem em cooperar, o que nos dá a falsa impressão de que cada um e cada uma se basta a si mesmo. Se cada um se basta a si mesmo, estamos liberados para ser, pensar e agir deliberadamente, sem medir quaisquer conseqüências que possam envolver ou atingir os outros. Deste modo, ao desaprendermos a cooperação, empobrecemos as nossas relações sociais e a nossa própria condição de humanidade, que se realiza a partir da interdependência com os outros. Ao abrirmos mãos da intrínseca relação entre o eu e o outro, perdemos a dimensão da construção social que é sempre coletiva; que nos faz humanidade em movimento.
Nossa cultura alimenta-se de ideários individualistas na medida em que estimula, ao máximo, a busca da superação pessoal, a partir de nossa autodeterminação. A máxima expressão do modo de levar a vida hoje, para muitos, foi cunhada pelos romanos: “se queres paz, prepara-te para a guerra”. Outra máxima: “minha liberdade termina onde começa a liberdade do outro”, propõe, igualmente, a construção de uma liberdade individualista, supondo haver uma linha limítrofe entre a minha ação e a ação dos outros. No entanto, a liberdade pressupõe um pacto de cooperação mútua para ambos alcança-la. Dito de outro jeito: somos sempre condição para a liberdade, nossa e dos outros.
Preocupa que, mesmo sem perceber, temos sido muito permissivos na construção de um modo de vida extremamente individualista, que prega o uso de todos os meios para a construção do sujeito social, inclusive o uso da violência, do deboche e da competição desmedida. Neste contexto, não há preocupação com a resolução dos conflitos, com os contextos e as condições em que vivem os outros; busca-se somente consolidar uma situação em que os vencedores se afirmam a partir do sufoco, superação ou “abafamento” dos vencidos.
O que caracteriza nossos tempos é que refinamos cada vez mais nossos instintos competitivos, dando-lhes uma forma e um conteúdo mais definido. Além de estar mais claro, este ideário está agora disponível às novas gerações. E em tempos em que tudo o que é assimilado deve ser aplicado, muitos desejam colocá-lo em prática, sem escrúpulos, sem reflexão. Afirmam-se pela arrogância de vencedores.
E a cooperação? Bem, a cooperação parece não trazer vantagens suficientemente consistentes para inspirar um ideário ou um modo de vida. É geralmente tratada como solução em situações limites da vida como os conflitos interpessoais, as relações de médico-paciente, as situações que envolvem assaltos e roubos, na ajuda humanitária e solidária a pessoas em iminente risco de vida.
As vantagens da cooperação estão em promover a vida na dignidade, em qualificar as nossas relações sociais. A cooperação é uma ferramenta para nos fazermos gente, em comunidade. É a possibilidade de vivermos em condições menos estressantes, capazes de reconhecimento mútuo e recíproco, capazes de aceitar que ninguém se basta a si mesmo. Quem pensa assim, nos acompanhe!
Nei Alberto Pies, professor e ativista de direitos humanos.
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Xampú antipiolho
Ingredientes
1 maço de arruda
15 folhas de boldo
1 sabonete ou meio sabão de coco
1 litro de água quente
Como fazer
Ralar o sabonete ou o sabão de coco, adicionar a água
quente para derreter, socar bem as
folhas ou passar no liquidificador,
misturar na água. Cobrir com um pano, quando estiver frio coar e guardar em
vidro fechado. Lavar os cabelos uma vez por semana.
Colaboração Professora Sônia Juçara Krieck (minha amiga)
De liberdade, democracia e voto.
O voto não tem preço, tem consequências" (Campanha Voto Cidadão)
As eleições municipais caracterizam-se por uma disputa densa, acirrada e mais controlada pelos agentes da política. A relação estabelecida entre candidatos e eleitores quase sempre pressupõe, como moeda de troca, favores e promessas de cunho pessoal, direto e familiar. Neste contexto, a compra de voto é uma prática recorrente, apesar de proibida. As promessas mirabolantes e oportunistas também são utilizadas na perspectiva de soluções fáceis, para problemas complexos. Corromper e ser corrompido tornam-se atos quase naturais, próprios da atividade política e partidária, em tempos eleitorais. Nosso povo já tem a consciência de que vender seu voto é vender-se. Sabe que trocar seu voto por algum benefício é abrir mão de sua consciência. Por outro lado, vê nas eleições uma oportunidade única de resolver algum de seus mais eminentes problemas ou dificuldades. Em grande medida, associa compra de votos a ações que envolvem transações de dinheiro, mas não à obtenção de utensílios, vantagens ou bens materiais como uma carga de pedra, um poste de luz, uma oportunidade de emprego, um rancho, uma dúzia de telhas ou de tábuas, uma consulta médica. Para muitos, o período eleitoral torna-se oportunidade de um décimo terceiro ou quarto salário, e que tem prazo para ser cobrado: até o dia da eleição.
O descrédito dos políticos está na base das atividades que geram a corrupção. A facilidade com que os mesmos fazem política, sem levar em conta os interesses da coletividade, descaracterizou a atividade política, confundindo política e politicagem. Estranho é que, aqueles que condenam tais práticas, fazem uso dela para beneficiar-se, contribuindo assim para uma cultura em que o bem comum é relativizado, prevalecendo sempre a conquista sorrateira e indevida dos favores ou benefícios conseguidos em períodos eleitorais. É igualmente uma ilusão achar que temos liberdade se muitos de nós estão iludidos naquilo que tem de decidir.
Muitos políticos odeiam os que combatem as práticas ilícitas de galgar consciências e votos. Muitos políticos não gostam nada das Campanhas de Voto Cidadão ou Voto Consciente. Muitos deles detestam os que pregam o voto consciente e cidadão. Mas como posicionar-se contra estes lhes custaria um alto preço, buscam desqualificá-los pessoalmente, saindo da esfera democrática e das ideais para a esfera da desconstituição moral, pública e política.
A desmotivação e o desinteresse da população pela política também é originada pela pouca renovação das pessoas nos cargos do legislativo e do executivo. Eleição após eleição, quase sempre os mesmos é que se elegem, criando assim uma classe profissionalizada de políticos. As câmaras de vereadores acabam sendo pouco representativas pelo número de vereadores que podem ser eleitos, principalmente nas médias e grandes cidades.
O verdadeiro compromisso da democracia deve ser a efetivação dos direitos já conquistados na legislação na vida prática e cotidiana de todos os cidadãos e cidadãs. É preciso revigorar a democracia para o atendimento das necessidades coletivas, orientando os agentes políticos para que suas decisões sejam feitas a favor das maiorias. Os direitos não são benefícios, mas resultado de conquistas da sociedade.
As eleições municipais são uma oportunidade de nos reconhecermos como moradores/habitantes das cidades. Como expressa bem uma campanha da Justiça Eleitoral, "uma cidade é a cara de quem a governa". A verdadeira política é aquela que está em busca de soluções para os nossos maiores problemas. E eleição não é um jogo (como o de futebol), mas tem a ver com o compromisso e o enamoramento que todos nós assumimos com a gente mesmo. Afinal de contas, quem é a cidade senão a sua gente?
Nei Alberto Pies professor e ativista de direitos humanos
(pies.neialberto@gmail.com)
recebi por e-mail de minha amiga Poliana kalinca Will Eger!
(pies.neialberto@gmail.com)
recebi por e-mail de minha amiga Poliana kalinca Will Eger!
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Comissão aprova parecer que simplifica licitações para obras da educação
AGÊNCIA CÂMARA - CORREIO BRAZÍLIENSE - 27/06/2012 - BRASÍLIA
Medida foi incluída na MP que cria o programa Brasil Carinhoso.
A comissão mista que analisa a medida provisória do programa Brasil Carinhoso (MP 570/12) aprovou nesta terça-feira (26) o parecer do relator, deputado Pedro Uczai (PT-SC), que inclui a permissão para uso do Regime Diferenciado de Contratações (RDC) nas obras do sistema de ensino.
Uczai disse que o RDC moderniza as licitações, pois evita conluio, superfaturamento e aditivos. Segundo ele, a aplicação do regime gera economia de recursos públicos.
O RDC é aplicado atualmente às obras e serviços relacionados à Copa do Mundo de 2014 e às Olimpíadas de 2016. A maior novidade nessas regras é a possibilidade de a administração licitar um empreendimento por meio de contratação integrada.
A Câmara já aprovou a ampliação do RDC para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), por meio da Medida Provisória 559/12. A aplicação do regime para obras da educação também havia sido proposta no parecer sobre essa MP, mas acabou sendo retirada no dia da votação.
Brasil Carinhoso
O parecer da comissão mista mantém regras previstas para a criação do Brasil Carinhoso. O programa integra o Brasil sem Miséria e tem como objetivo tirar da pobreza extrema as famílias brasileiras, principalmente no Norte e no Nordeste, que tenham crianças com até 6 anos de idade.
O programa prevê benefício para famílias que tenham renda mensal igual ou inferior a R$ 70 por pessoa. O valor do benefício será definido de acordo com a faixa de renda familiar. O pagamento será feito por meio do cartão do Bolsa Família.
Com a aprovação do parecer na comissão mista, a MP 570/12 está pronta para votação no Plenário da Câmara.
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