domingo, 19 de agosto de 2012

Avaliar é indispensável!


                          
           Sempre defendi  a ideia de que uma educação de qualidade precisa passar por avaliações permanentes, sejam  elas  nas estratégias que os professores utilizam para avaliar seus alunos, na forma que os professores e gestores são avaliados, na  maneira  que eles possam avaliar o sistema  de ensino e quando a comunidade escolar participa destas avaliações o ciclo se   completa.  Evidente que avaliar apenas para atingir metas ou números não condiz com o conceito. Cada avaliação deve ser aplicada num processo formativo onde ao invés de reclamar ou festejar resultados, possa se perceber o que é possível aprimorar  e realmente construir conhecimento, alunos críticos e criativos e educação de qualidade.
            Minhas análises se estendem  ao IDEB, uma forma se não perfeita mas interessante de verificar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica  é um indicador criado pelo governo federal para medir a qualidade do ensino. Criado em  2007 para medir a qualidade de cada escola e de cada rede de ensino. Na sua primeira aplicação, tive a oportunidade de  participar  como gestora, muito já melhorou. Mesmo porque era uma novidade para todos, professores, gestores, alunos, pais.
            Posso afirmar que depende  e decisoriamente  da seriedade da aplicação das provas o quanto realmente o aluno  aprendeu, o quanto realmente ele realiza as atividades de interpretação sem auxílio dos avaliadores, para que se compreenda, das informações prestadas nos índices se são reais ou não, se nelas não existiram erros ou equívocos de desatenção . Presenciei informações que foram enviadas incorretamente e depois de computadas tornam-se imutáveis, baixaram os índices e  precisaram aguardar nova avaliação  dois anos depois.
            É uma forma de medir e avaliar num cenário nacional, com toda  a complexidade que nosso país possui, sejam elas  territoriais, regionais ou locais.  O indicador é calculado com base no desempenho do estudante em avaliações do inep  e em taxas de aprovação.  Assim, se o sistema de aplicação e de informações  for realmente sério e os alunos realmente estiverem aprendendo e frequentando ativamente as escolas, chegaremos a  um número que possa expressar algo verdadeiro. Evidente que dados alcançados em educação dependem historicamente de um processo educacional, diferente do que  alguns  imaginam  um índice  positivo ou não, não se  atinge da noite para o dia, depende de uma caminhada e de muitos profissionais envolvidos no processo. Já presenciei professores vibrando por que os “seus” alunos foram bem, não compreendendo eles que os seus alunos tem uma história educativa,  para chegarem ao ponto que estão.
            Certamente existem avanços e conquistas na educação, caso contrário estaríamos escrevendo na lousa,  contradigo  veementemente aquela velha história de que se um homem ficasse dormindo por muitos anos e acordasse  tudo estaria diferente e  o único local que estaria igual seria a Escola. Não! A Escola não está igual ela melhorou e muito, em alguns quesitos possa até ter  piorado, talvez quando começou a perder o envolvimento com as comunidades locais e com as famílias, e vice versa, mas  que agora vem retomando.  Nossas    conquistas são fruto de muito trabalho sério e bem intencionado, de profissionais  que merecem o título de professores, de gestores que sabem gestionar, de formação inicial e  continuada, de material didático e tecnológico, leis, resoluções, conselhos instituídos, enfim de todas as vitórias  que foram se realizando ao longo da história.
            Dos números propriamente ditos,  estes que a mídia nos apresenta e que certamente será utilizado em “palanques”, basta observar o contexto e verificar que ainda precisamos avançar muito, é  inegável. Precisamos de mais investimentos e aplicação gestora em educação. Inconcebível que nos conformemos  com o que se apresenta, ainda mais quando temos certeza de quantos analfabetos funcionais frequentam nossas séries  finais, de quantos terminam as séries iniciais sem decodificar letras, de tantos outros que  não interpretam não produzem textos, não leem com fluência e não conhecem e lutam pelos  seus direitos de cidadãos. Não conseguem ser aprovados em vestibulares ou outras provas. De quanto  falta neste Brasil de meu deus. Basta observar a qualidade de alguns cursos de formação de professores,  na falta de gestão das políticas públicas, no acesso a livros e materiais didáticos , na falta de planejamento e  de vontade de alguns profissionais, na falta de salários dignos e incentivo profissional. Temos muitos abnegados, profissionais da educação, que caminham SEMPRE independente de, minha deferência especial a todos que tem a profissão  e a vocação de serem professores, somos parte ativa das conquistas.
             Eu acredito na  EDUCAÇÃO, mas sei que  ainda tem muito por  se fazer e  sei  que sempre terá!



Cátia Regina Marangoni Geremias
Professora e Assessora Educacional

sábado, 11 de agosto de 2012

Definições Mario Quintana

Democracia!

Desenvolvimento humano!

Lutar

Caro leitor,

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Mais uma interessante e reflexiva crônica da nossa amiga e candidata a vereadora pela cidade do Rio de Janeiro, Deborah Prates.
Descrição da imagem para deficientes visuais: No desenho aparece no centro um balanço de madeira, com uma menina negra, de cabelos pretos encaracolados e esvoaçantes, um vestido verde e azul e meias verdes, apresentando um largo sorriso. Os sapatos pretos da menina estão no chão. O balanço está preso a um galho de árvore, esta localizada à direita da imagem. O chão é recoberto de grama amarelada e há folhas caindo da árvore, evidenciando paisagem de outono.
O som era confuso. Um murmurinho danado de crianças numa das esquinas da Praia do Flamengo. Em sua cadeira de rodas Pedro, quase agarrado nas grades verdes do Palácio do Catete, cobiçava aquele balanço que ia e vinha cada vez mais ganhando altura. Os cabelos da menina embaralhavam seu rosto de forma engraçada. O menino sorria tristemente sonhando com a experiência de também estar naquele balanço.
No interior do parquinho Soninha acompanhava a gritaria atentamente tentando chegar, com sua pequena bengala, no escorrega para também dar o seu gritinho de satisfação no deslize do brinquedo.
Noutro lado do lago estava um grupo de crianças surdas conversando em LIBRAS com outros coleguinhas que se encontravam em frente dando pipocas aos patos.
Mães tentavam desviar seus filhos dos perigos oferecidos pelos brinquedos em movimento.
Nada de nada de acessibilidade! Nem mesmo marcações alertando distâncias – para proteção – a serem obedecidas pelos responsáveis e crianças existia! Falo de providências de custo baixíssimo!
Inacreditável constatar que até as crianças com deficiência permanecem INVISÍVEIS aos olhos da sociedade. O Sr. Gestor está indiferente à dor, às alegrias ou aos desgostos dos “pequenos”. Certo é que rodei com Jimmy Prates – meu pessocão – inúmeros parques e praças públicas em busca de acessibilidade nos brinquedos sem encontrar algum na grande Rio de Janeiro. No Aterro do Flamengo, por ilustração, achei, em boa quantidade, brinquedos com fezes dentro ou ao redor, dando conta da total apatia dos Srs. Administradores da enorme área de lazer. A saúde e a segurança das crianças não são negociáveis!
Ouvindo o noticiário televisual, não tão distante, estava a nossa presidente afirmando que as nossas crianças são o futuro do Brasil. Parece óbvio, né? Pois é, mas a realidade dá conta de que as crianças COM deficiência na RJ estão fora dessa contemplação.
Então é que vale repetir que INCLUIR É PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DE SOCIEDADE IGUAL PARA TODOS. O que notamos é que algumas crianças, para o gestor e coletividade, são mais iguais que outras! Sabido que através da brincadeira a integração, a participação e a socialização das crianças acontece de forma a transformá-las em adultos sãos.
Parabenizo a cidade de Cubatão que está muito à frente de nós. Lá existe um playground adaptado, doado por empresários que amam os seus semelhantes, composto por um carrossel e dois balanços frontais adaptados para cadeiras de rodas e uma casa do Tarzan, com cadeiras especiais para crianças com dificuldades de locomoção. O playground tem ainda uma casa de bonecas e outros dois balanços adaptados que já haviam sido adquiridos pela Prefeitura.
No entretanto, no PATRIMÔNIO CULTURAL DA HUMANIDADE não há HUMANIZAÇÃO por parte da administração e empresários. Sempre prudente repetir que os cariocas não vivem nos cartões postais que a prefeitura exibe para o Planeta! Não. O nosso dia-a-dia é bastante cruel e sacrificado. Afora a parte turística a INACESSIBILIDADE é o retrato da RJ por todo canto. Precisamos ou não implementar a ACESSIBILIDADE ATITUDINAL JÁ? Temos que focar a FAMÍLIA, a fim de que passemos a ter PERSONALIDADES ÉTICAS.
Escrevendo essa crônica veio-me a mente um pensamento de Platão que, guardando-se as devidas proporções, ilustra legal a espiritualidade da RJ. “Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.”
Quando despertaremos? Somos os culpados por tudo de mal – culturalmente falando – que nos acontece. O outubro eleitoral vem aí!
Carinhosamente.
DEBORAH PRATES e JIMMY PRATES

UNESCO

É importante saber!


Apresentado recurso contra o PNE e contra a educação pública nacional

10/08/2012 | 18:56
A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados recebeu o Recurso 162/ 2012 ao Projeto de Lei 8035/ 2010, que trata do Plano Nacional de Educação, nesta quinta-feira, 9 de agosto, às 18h30. A lista de assinaturas somente hoje foi tornada pública após validação pela Secretaria da Mesa.
No recurso, o líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT/ SP), questiona o caráter terminativo concedido ao PNE na Comissão Especial. Em outras palavras, não concorda que o assunto tenha sido discutido apenas na Comissão. Entretanto, vale lembrar que, no início de 2011, o governo defendeu a tramitação do PNE pela Comissão Especial e não pela Comissão de Educação. Por que, então, o questionamento agora?
Processo de tramitação
Para o recurso ser válido, a aceitação do pedido deverá ser votada em Plenário. Para ser aceito, precisará da aprovação da maioria simples dos deputados: metade mais um dos presentes, não importando o número de deputados votantes no momento.
O próximo passo do processo é a colocação do Projeto de Lei em votação. Para isso, seguirá o caminho comum a qualquer outro Projeto de Lei. Para entrar em pauta, dependerá, exclusivamente, do presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT/ RS).  E também como qualquer outro projeto poderá sofrer alterações das mais diversas formas. Pode, por exemplo, perder todas as mudanças conquistadas na Comissão Especial.
Não existe um prazo regimental tanto para a aprovação do recebimento quanto da votação do teor do Projeto de Lei. Mais uma vez dependerá da presidência da Câmara.
Significa dizer que após 18 meses de tramitação na Câmara dos Deputados, debates, audiências, o PNE poderá ficar parado indefinidamente no plenário da Câmara. Além disso, todos os 513 deputados poderão, novamente, propor emendas. Novamente, sim, pois todos os deputados já puderam contribuir com o PNE na primeira fase do relatório, quando foram apresentadas 2915 emendas. Ou seja, estão retrocedendo e desconsiderando todo o trabalho de análise feito na Comissão Especial.
Mobilização já!
A Undime conclama todos os dirigentes municipais de educação e educadores para novamente se mobilizarem na defesa da educação pública nacional. Não é possível ficar mais um ano sem o Plano Nacional de Educação. O espaço para debater o PNE agora é o Senado Federal.
É necessário expor nossos argumentos para os deputados que assinaram o recurso e convencê-los a retirarem o apoio.
Relação dos deputados que assinaram o recurso contra o PNE e contra a educação pública nacional




sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Ruy Barbosa

Este link contém um texto fantástico, vale a  pena ler:
http://www.recantodasletras.com.br/artigos/1311569

"Há tantos burros mandando
em homens de inteligência,
que, às vezes, fico pensando
que a burrice é uma ciência."

(Ruy Barbosa)

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Plano Nacional de Educação em Risco


O Projeto de Lei 8035/ 2010, do Plano Nacional de Educação (PNE), foi aprovado pela Comissão Especial em caráter terminativo no dia 26 de junho, mas pode ser revisto pelos deputados. Segundo o Regimento Interno da Câmara, um recurso contestando a decisão da Comissão pode ser apresentado ao Plenário com a assinatura de 1/10 dos deputados, ou seja, 52 parlamentares. Este eventual recurso deve ser encaminhado até a quinta sessão ordinária contada a partir do protocolo do texto final da Comissão à Mesa Diretora.

A Undime, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação e o movimento PNE pra Valer! estão atentos às discussões políticas em torno de possíveis recursos. Se estes forem confirmados e aprovados em plenário, o mérito do Projeto de Lei será novamente discutido. Dessa vez pelos 513 deputados. A depender do número de emendas, a perspectiva é de que o PNE não saia da Câmara neste ano.  Portanto, a aprovação final do texto passa a não ter data prevista. E, pior, o texto que seguir para o Senado poderá ter tantas modificações que as conquistas contidas naquele que foi aprovado na Comissão Especial se perderão pelo caminho.

As entidades estão trabalhando para que não seja apresentado nenhum recurso. Em concordância com esse movimento, o Fórum Nacional de Educação aprovou nessa terça-feira, 7 de agosto, Nota Pública, “PNE: a educação não pode esperar”, em que enumera argumentos contrários à apresentação de recursos e defende o envio imediato do Projeto ao Senado para aperfeiçoamentos.
Continuaremos mobilizados e tornando públicos todos os procedimentos do processo. Nesse sentido, divulgaremos os nomes dos deputados que assinarem algum recurso ao Projeto de Lei protelando por tempo indeterminado a tramitação do PNE e prejudicando a educação pública brasileira.

Leia abaixo a Nota Pública produzida pelo Fórum Nacional de Educação:


Clique aqui para acessar o conteúdo da nota em pdf.

6º Nota Pública do Fórum Nacional de Educação sobre a tramitação no Congresso Nacional do Projeto de Lei (PL) nº 8.035/2010 que estabelece o Plano Nacional de Educação.


Brasília, 07 de agosto de 2012.

PNE: A EDUCAÇÃO NÃO PODE ESPERAR

O Fórum Nacional de Educação considera imprescindível que o Plano Nacional de Educação (PNE) tenha sua tramitação concluída em 2012.

O novo PNE começou a ser debatido na Conferência Nacional de Educação (CONAE), contando com ampla participação da sociedade. Desde sua constituição, em 2010, o Fórum Nacional de Educação (FNE) tem se dedicado a acompanhar, propor, analisar e recomendar aperfeiçoamentos ao PL 8.035/2010, tendo como referência o Documento-Final da CONAE.

O PL 8.035/2010 tramitou em Comissão Especial da Câmara dos Deputados, contando com a representação de todos os partidos. Os trabalhos da Comissão foram iniciados em março de 2011, com forte acompanhamento da sociedade, por meio de audiências públicas dedicadas a aprofundar o debate sobre o novo plano. Como resultado, as deliberações da Comissão Especial foram aprovadas por ampla maioria.

O FNE requer que o PL 8.035/2010 siga imediatamente para o Senado Federal, com o objetivo de ser ainda aperfeiçoado.

Diante da celeridade necessária, o FNE considera que qualquer recurso ao plenário da Câmara dos Deputados terá efeito protelatório e comprometerá a urgente aprovação do PNE em 2012, prejudicando a elaboração e adequação dos planos de educação em âmbito estadual, distrital e municipal.

Iniciar 2013 sem um Plano Nacional de Educação impõe sérios riscos à educação nacional

Senado aprova diploma obrigatório para jornalistas



AGÊNCIA SENADO - IG ÚLTIMO SEGUNDO - 07/08/2012 - SÃO PAULO, SP
O Senado aprovou, nesta terça-feira (7), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC)33/2009, conhecida como PEC dos Jornalistas. A proposta, aprovada em segundo turno por 60 votos a 4, torna obrigatório o diploma de curso superior de Comunicação Social, habilitação jornalismo, para o exercício da profissão de jornalista. A matéria agora segue para exame da Câmara dos Deputados.
Apresentada pelo senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), a PEC dos Jornalistas acrescenta novo artigo à Constituição, o 220-A, estabelecendo que o exercício da profissão de jornalista é “privativo do portador de diploma de curso superior de Comunicação Social, com habilitação em jornalismo, expedido por curso reconhecido pelo Ministério da Educação”.
Pelo texto, é mantida a tradicional figura do colaborador, sem vínculo empregatício, e são validados os registros obtidos por profissionais sem diploma, no período anterior à mudança na Constituição prevista pela PEC.
A proposta tenta neutralizar decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de junho de 2009 que revogou a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. De 1º julho de 2010 a 29 de junho de 2011, foram concedidos 11.877 registros, sendo 7.113 entregues mediante a apresentação do diploma e 4.764 com base na decisão do STF.
Debate
A aprovação da PEC, no entanto, não veio sem polêmica. O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) lembrou que o STF julgou inconstitucional a exigência do diploma. Para o senador, a decisão do STF mostra que a atividade do jornalismo é estreitamente vinculada à liberdade de expressão e deve ser limitada apenas em casos excepcionais.
Na visão de Aloysio Nunes, a exigência pode ser uma forma de limitar a liberdade de expressão. O parlamentar disse que o interesse na exigência do diploma vem dos donos de faculdades que oferecem o curso de jornalismo. Ele também criticou o corporativismo, que estaria por trás da defesa do diploma. `Em nome da liberdade de expressão e da atividade jornalística, que comporta várias formações profissionais, sou contra essa medida`, disse o senador.
Defesa do diploma
Ao defenderem a proposta, as senadoras Ana Amélia (PP-RS) e Lúcia Vânia (PSDB-GO) se disseram honradas por serem formadas em jornalismo. Para a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), a aprovação da PEC significa garantir maior qualidade para o jornalismo brasileiro.
O senador Paulo Davim (PV-RN) destacou o papel da imprensa na consolidação da democracia, enquanto Magno Malta (PR-ES) disse que o diploma significa a premiação do esforço do estudo. Wellington Dias (PT-PI) lembrou que a proposta não veta a possibilidade de outros profissionais se manifestarem pela imprensa e disse que valorizar a liberdade de expressão começa por valorizar a profissão.
Já o senador Antonio Carlos Valadares, autor da proposta, afirmou que uma profissão não pode ficar às margens da lei. A falta do diploma, acrescentou, só é boa para os grandes conglomerados de comunicação, que poderiam pagar salários menores para profissionais sem formação. `Dificilmente um jornalista me pede a aprovação dessa proposta, pois sei das pressões que eles sofrem`, disse o autor.
Valadares contou que foi motivado a apresentar a proposta pela própria Constituição, que prevê a regulamentação das profissões pelo Legislativo. Segundo o senador, se o diploma fosse retirado, a profissão dos jornalistas poderia sofrer uma discriminação.
`A profissão de jornalista exige um estudo científico que é produzido na universidade. Não é justo que um jornalista seja substituído em sua empresa por alguém que não tenha sua formação`, declarou o senador.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Tendências para Educação Integral



7/08/2012 | 16:37
O Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária) em parceria com a Fundação Itaú Social e o Fundo das Nações Unidas pela Infância lançou o estudo “Tendências para a Educação Integral”.
A publicação é resultado do trabalho de pesquisa realizado pelo Cenpec, ao longo de dois anos, mapeando 16 experiências desenvolvidas com a implantação da educação integral por instituições municipais, estaduais ou da sociedade civil em diferentes partes do país.
O conteúdo apresenta ainda um panorama do debate sobre o tema e seu impacto na agenda pública nacional; algumas das principais concepções que se destacam para discutir o conceito de educação integral na atualidade; os desafios que se colocam a sua implantação e ampliação no país; e as especificidades da avaliação e monitoramento que esta modalidade educacional exige.
Para ter acesso a publicação na íntegra, clique aqui.
Fonte: Cenpec

Políticos: por virtudes ou oportunismos.
 “Não somos anjos em voo vindos do céu, mas pessoas comuns que amam de verdade. Pessoas que querem um mundo mais verdadeiro, pessoas que unidas o mudarão”. (Gente, de A. Valsiglio/Cheope/Marati).
Muitos de nós gostaríamos que os políticos fossem anjos. Se assim fosse, estariam imunizados de todas as situações e oportunidades que não promovem o bem comum e a prática da bondade. Mas os políticos, assim como cada um de nós, não são anjos e sim, humanos, também não perfeitos. A política não é um espaço para a ação de anjos, mas o espaço de disputa dos mais diferentes interesses que estão em jogo na sociedade. A disputa destes interesses é legítima, desde que os mesmos estejam sempre bem explicitados, para que todos saibam o que move os candidatos quando se propõem a representar os interesses da população.
 As contradições no exercício do poder estão sempre presentes nos movimentos que operam a política. Os políticos posicionam-se a partir das conjunturas e contextos de cada momento, das articulações e negociações que são possíveis para aprovar os projetos que estão em pauta, das forças sociais que estão mobilizadas em cada momento histórico. É natural que joguem com seus interesses pessoais, mas é inaceitável, numa democracia, que estes interesses sobreponham-se aos interesses coletivos.
As agremiações partidárias (partidos) expressam e materializam os projetos de sociedade que estão em disputa nas cidades de nosso país. Estes projetos traduzem-se em propostas concretas de como governar, de como construir as políticas públicas, de como distribuir a renda, de como construir oportunidades de desenvolvimento das nossas cidades e da própria nação. Há então que se discernir a diferença entre votar em pessoas ou votar em projetos, que embora “sempre juntos e misturados”, traduzem-se em diferentes consequências. “O voto não tem preço, mas tem consequências”. Por isso mesmo, é possível contemporizar as posições e atitudes pessoais dos candidatos com os projetos que os mesmos representam, observadas as circunstâncias e as intencionalidades em que ambas acontecem.
Os candidatos não representam a si próprios, mas representam interesses que estão em disputa na sociedade. Talvez fosse melhor sermos governados por anjos, seres sobrenaturais imunes a qualquer interesse mundano. Como não é possível, cabe a cada um e cada uma avaliar o projeto com o qual cada um dos candidatos está comprometido. Neste projeto, o compromisso com a vida humana, com a sociedade e com as virtudes é o bem maior que deve ser resguardado, pelos candidatos e pela gente.


Nei Alberto Pies, professor e ativista de direitos humanos

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Professor é quem mais influencia leitores



30/07/2012 | 13:26
Pela primeira vez os docentes aparecem no topo da lista; antes, as mães eram as figuras mais lembradas
Se o País quiser melhorar o índice de leitura dos seus habitantes, é fundamental investir na capacitação do professor para esse fim. A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita pelo Instituto Pró-Livro no ano passado, mostrou que os professores são os maiores influenciadores desse hábito. Entre as 5 mil pessoas ouvidas em todo o Brasil, 45% apontaram os mestres como tal.
Essa foi a terceira pesquisa da série (iniciada em 2001) e, pela primeira vez, os docentes aparecem no topo da lista. No levantamento anterior, feito em 2007, as mães eram a figura mais lembrada nesse quesito. Elas apareciam com 49% das indicações, ante 33% dos professores. Dessa vez, tiveram dois pontos porcentuais a menos que eles: 43%.
“Isso mostra a crescente importância da escola frente ao papel dos pais, que muitas vezes não conseguem dar esse exemplo”, afirma Karine Pansa, presidente do Instituto Pró-Livro. “Logo, se tem esse status de influenciador, o professor precisa ser letrado, gostar de ler.”
No Brasil, no entanto, muita gente ainda corre dos livros. O resultado da pesquisa mostrou que apenas 50% dos brasileiros são considerados leitores – segundo a metodologia, pessoas que leram pelo menos um livro nos três meses precedentes ao questionário da pesquisa. É um índice menor que os 55% registrados em 2007.
Nesses quatro anos, o número de livros lidos por ano também caiu de 4,7 para 4. A queda pode ser entendida pela preferência das atividades de lazer. Em 2011, 28% disseram gostar de ler jornais, revistas, livros e textos na internet no tempo livre. O porcentual era de 36% na pesquisa anterior, em 2007. Enquanto isso, o índice de quem gosta de assistir à TV subiu de 77% para 85%.
“Estamos muito longe de alcançarmos países historicamente leitores, como Espanha e Portugal, que registram 10,3 e 8,5 livros/ano por habitante, respectivamente”, diz Karen. No Brasil, são os livros didáticos, lidos por obrigação, os campeões (mais informações nesta página).
Biblioteca. Um antídoto para isso, explica Karen, é exatamente o estímulo à biblioteca, equipamento ainda em desuso por aqui. “Precisamos ter estratégias. O público vai se interessar por um acervo bem catalogado, que tenha os livros mais vendidos, uma estante de obras que sempre se renove”, diz.
A pesquisa mostrou que 75% da população não frequenta uma biblioteca. Dentre os que frequentam, a maioria (71%) considera o espaço um lugar para estudar; para 61% é um lugar para pesquisa; em seguida, aparece como um ambiente voltado para estudantes para 28% dos entrevistados; e, em quarto, com 17%, a biblioteca é apontada como um local para emprestar livros de literatura.
“Isso nos leva a pensar que se deve estabelecer modelos mais atrativos, com internet e filmes, por exemplo. E eu não acho que isso vá tirar o foco do local. Pelo contrário, serve de isca. A pessoa entra sem pensar no livro e sai de lá apaixonada por literatura.”
Autor: Estado de S. Paulo