domingo, 27 de fevereiro de 2011

TUDO O QUE HOJE PRECISO REALMENTE SABER, APRENDI NO JARDIM DE INFÂNCIA

Tudo o que hoje preciso realmente saber, sobre como viver, o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim de infância. A sabedoria não se encontrava no topo de um curso de pós-graduação, mas no montinho de areia da escola de todo dia. 
Estas são as coisas que aprendi lá:

1. Compartilhe tudo.
2. Jogue dentro das regras.
3. Não bata nos outros.
4. Coloque as coisas de volta onde pegou.
5. Arrume a sua bagunça.
6. Não pegue as coisas dos outros.
7. Peça desculpas quando machucar alguém.
8. Lave as mãos antes de comer e reze antes de deitar.
9. Dê descarga.
10. Biscoitos quentinhos e leite fazem bem para você.
11. Respeite o outro.
12. Leve uma vida equilibrada: aprenda um pouco, pense um pouco... e desenhe.. e pinte... e cante... e dance... e brinque... e trabalhe um pouco todos os dias.
13. Tire uma soneca às tardes. 
14. Quando sair, cuidado com os carros. 
15. Dê a mão e fique junto.
16. Repare nas maravilhas da vida. 
17. O peixinho dourado, o hamster, o camundongo branco e até mesmo a sementinha no copinho plástico, todos morrem... nós também.

NOTE:

Pegue qualquer um desses itens, coloque-os em termos mais adultos e sofisticados e aplique-os à sua vida familiar, ao seu trabalho, ao seu governo ou ao seu mundo e verá como ele é verdadeiro, claro e firme. Pense como o mundo seria melhor se todos nós, no mundo todo, tivéssemos biscoitos e leite todos os dias por volta das três da tarde e pudéssemos nos deitar com um cobertorzinho para uma soneca. Ou se todos os governos tivessem como regra básica devolver as coisas ao lugar em que elas se encontravam e arrumassem a bagunça ao sair.

Estas são verdades, não importa a idade.

Ao sair para o mundo é sempre melhor darmos as mãos e ficarmos juntos.

Cristovam Buarque

"Todas as crianças precisam ter a mesma chance. Elas não podem ser discriminadas só porque nasceram em uma cidade muito pequena ou porque os pais são pobres e vivem em uma área de periferia. Elas devem ter a chance de estudar em escolas que são iguais às melhores escolas do país. Todas as escolas devem ter o mesmo padrão. Todos os professores e professoras devem ser formados(as) em universidades e cursos com a mesma qualidade. Isso é possível. Se você vai em uma agência do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal, em qualquer cidade do Brasil, o padrão de atendimento e de serviço é o mesmo; são instituições que mostram que o Estado brasileiro tem capacidade de gerar organizações que funcionam. Assim deveria ser também com as escolas. Professores e professoras bem remunerados(as),  com meios de trabalho e ambiente adequados. Livros, currículo, computadores, tudo para ajudar a ter o mesmo padrão e a formar as crianças oferecendo-lhes a mesma chance. Os(as) professores(as) devem ter seus salários pagos pelo governo federal, seguindo um plano nacional de educação de qualidade e a escola gerenciada pela prefeitura e pela comunidade, aberta à participação dos pais, das mães e de toda a comunidade." Cristovam Buarque, em debate no plenário do Senado Federal, 10/8/2007


Educadores nascem

"O estudo da gramática não faz poetas. O estudo da harmonia não faz compositores. O estudo da psicologia não faz pessoas equilibradas. O estudo das ciências da educação não faz EDUCADORES. EDUCADORES não podem ser produzidos. EDUCADORES nascem". (Rubem Alves).




E  com certeza  vão  aprimorando o seu fazer ao longo da vida!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

MEC confirma reajuste de piso salarial do professor para R$ 1.187

Portal G1, 25/02/2011
Valor vai de R$ 1.024,67 para R$ 1.187,08 para jornada de 40 horas. Reajuste é calculado de acordo com custo-aluno do Fundeb
Do G1, em São Paulo
O piso salarial dos professores da educação básica aumentar em 15,85%, segundo nota do Ministério da Educação divulgada nesta quinta-feira (24). De acordo com o texto, o valor foi calculado em função do reajuste do valor do custo-aluno Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) deste ano. O valor para um professor de nível médio e jornada de 40 horas semanais passa de R$ 1.024,67 para R$ 1.187,08. O aumento vale para o pagamento de salários a partir de 1º de janeiro deste ano. O MEC aprovou ainda a resolução da Comissão Intergovernamental para Financiamento da Educação de Qualidade (integrado também pelo Consed e Undime), que atenua os critérios para que prefeituras e governos estaduais possam complementar seu orçamento com verbas federais e cumprir a determinação do piso.
Os novos critérios exigidos para a solicitação de recursos federais por estados e municípios para cumprir o piso salarial do magistério, de acordo com o ministério, são: - Aplicar 25% das receitas na manutenção e desenvolvimento do ensino - Preencher o Sistema de Informações sobre Orçamento Público na Educação (Siope) - Cumprir o regime de gestão plena dos recursos vinculados para manutenção e desenvolvimento do ensino - Dispor de plano de carreira para o magistério com lei específica - Demonstração cabal do impacto da lei do piso nos recursos do estado ou município "Com base nestas informações o Ministério da Educação vai avaliar o esforço desprendido pelas administrações solicitantes na tentativa de pagar o piso salarial do magistério. O MEC reservou cerca de R$ 1 bilhão de seu orçamento para este fim", diz a nota.
Veja a íntegra da nota: "O Ministério da Educação informa que, com base na nota de cálculo apurada com o reajuste do valor do custo-aluno no FUNDEB deste ano, o piso salarial do magistério deve ser reajustado em 15,85%, o que eleva a remuneração mínima para um professor de nível médio e jornada de 40 horas semanais para R$ 1.187,08. O Ministério da Educação esclarece que esta remuneração está assegurada pela Constituição Federal e deve ser praticada em todo o território nacional, por todas as redes educacionais públicas, municipais ou estaduais e privadas. Com relação à reivindicação da Confederação Nacional dos Municípios de que o reajuste fosse realizado em abril, o MEC informa que o aumento é determinado de acordo com a definição do custo aluno pela lei do Fundeb, no início do ano.
O Ministério da Educação informa ainda que aprovou a resolução da Comissão Intergovernamental para Financiamento da Educação de Qualidade (integrado também pelo Consed e Undime), que atenua os critérios para que prefeituras e governos estaduais possam complementar seu orçamento com verbas federais e cumprir a determinação do piso. Novos critérios --- Estes são os novos critérios exigidos para a solicitação de recursos federais por estados e municípios para cumprir o piso salarial do magistério: 1. Aplicar 25% de suas receitas na manutenção e desenvolvimento do ensino; 2. Preencher o SIOPE (Sistema de Informações sobre Orçamento Público na Educação); 3. Cumprir o regime de gestão plena dos recursos vinculados para manutenção e desenvolvimento do ensino; 4. Dispor de plano de carreira para o magistério com lei específica; 5. Demonstração cabal do impacto da lei do piso nos recursos do Estado ou Município; Com base nestas informações o Ministério da Educação vai avaliar o esforço desprendido pelas administrações solicitantes na tentativa de pagar o piso salarial do magistério. O MEC reservou cerca de R$ 1 bilhão de seu orçamento para este fim."

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

QUANDO EDUCAS?


Não educa quando impõe suas convicções,
mas quando suscita convicções pessoais.

Não educa quando impõe condutas,
mas quando propõe valores que motivem.

Não educa quando impõe caminhos,
mas quando ensina a caminhar.

Não educa quando impõe dependências,
mas quando acorda a coragem de ser livre.

Não educa quando impõe suas idéias,
mas quando fomenta a capacidade de pensar por conta própria.

Não educa quando impõe o terror que isola,
mas quando libera o amor que acerca e comunica.

Não educa quando impõe sua autoridade,
mas quando cultiva a autonomia do outro.

Não educa quando impõe a uniformidade que doutrina,
mas quando respeita a originalidade que faz a diferença.

Não educa quando impõe a verdade,
mas quando ensina a procurá-la honestamente.

Não educa quando impõe uma punição,
mas quando ajuda a aceitar um castigo.

Não educa quando impõe disciplina,
mas quando forma pessoas responsáveis.

Não educa quando impõe autoritariamente o respeito,
mas quando o ganha com autoridades de pessoa respeitável.

Não educa quando impõe o medo que paralisa,
mas quando consegue a admiração que estimula.

Não educa quando impõe informação à memória
mas quando mostra o sentido da vida.

Não educa quando impõe a Deus,
mas quando o faz presente na tua vida. 


(Autor desconhecido)

MEC anuncia piso de R$ 1,1 mil para professores

O Globo, 24/02/2011 - Rio de Janeiro RJ
Demétrio Weber
BRASÍLIA - O Ministério da Educação (MEC) anuncia nesta quinta-feira o novo valor do piso salarial nacional dos professores do ensino básico - R$ 1.187,97 - e a redução de exigências para ajudar prefeituras que dizem não ter dinheiro para pagar o salário mínimo do magistério. O reajuste será de 15%, índice calculado com base em interpretação da lei feita pela Advocacia-Geral da União. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) contesta o valor divulgado pelo MEC e diz que o piso deveria ser de R$ 1.597 mensais, em 2011. Divergência semelhante já tinha ocorrido no ano passado. Sindicalistas discordam da interpretação endossada pelo MEC, prefeituras e governos estaduais.
A lei aprovada pelo Congresso fixa como parâmetro o aumento de gasto por aluno/ano no Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica). A divergência é se deve ser considerada a variação do ano anterior, isto é, de 2009 e 2010, ou a atual, de 2010 para 2011. A AGU argumenta que, em 2011, só existe uma estimativa de receita e que seria temerário dar um reajuste com base em previsões. Já a CNTE diz que a lei é clara e fala no ano atual. O piso nacional é definido anualmente. Em 2010, era de R$ 1.024,67 mensais. Ele corresponde à remuneração mínima de professores com jornada semanal de 40 horas e formação de nível médio (curso de magistério). Em tese, profissionais com diploma de nível superior deveriam ganhar mais, o que nem sempre ocorre. O presidente da CNTE, Roberto Franklin de Leão, admite que faltam estatísticas nacionais, mas diz que "muitas prefeituras" não pagam o piso.
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Reprovar? Que coisa antiga!

Reprovar? Que coisa antiga!
Marco Pucci
Estamos na era do tudo pode. Toda seriedade deve ser abandonada, toda tentativa de aperfeiçoamento, jogada fora. Aprovar os alunos que não estão preparados para passar de ano virou moda, e pior: é lei, e danem-se os professores que se matam para tentar ensinar em escolas decadentes, mal cuidadas e sem estrutura. O governo não é competente para oferecer um ensino de nível, mas quer a todo custo ter números matriculados para que sua propaganda futura possa contabilizar milhões de alunos freqüentando as escolas. Escolas? Aí começa o problema: frequentar não é o mesmo que aprender, aproveitar e evoluir. O que acontece com um aluno que entra numa escola, não estuda, não tem nível para acompanhar o currículo escolar e nem que reze para um santo forte conseguirá ter condições de aprender? Passando de ano de mentirinha é a solução?
Evidente que mais esse tapa-buraco para não  encarar a real situação intelectual desgraçada da infância e juventude principalmente carente do país vai ocasionar mais decepções e enganos no futuro para todos esses "aprovados". Coitados dos professores, deve ser um horror começar um ano letivo tentando suar a camisa em prol da educação, ganhando misérias e ainda saber que sua soberania em decidir através da avaliação, quem passa de ano, está, vejam bem: cancelada. O professor passa a ser apenas um elemento de vitrine. Vai ensinar e sabe que seu poder, seu comprometimento com a situação direta a qual é colocado vira apenas um enfeite, algo tipo: faça o que tem que fazer e esqueça o resto, pois o resto é por nossa conta. Pergunto: conta de quem realmente?
E o que falar do Enem? Democratizar as oportunidades de acesso às vagas federais de ensino superior é maravilhoso, mas isso não se faz do dia para a noite, enfiando goela abaixo  alunos que são avaliados de formas distintas e acabam se matriculando em vagas, as quais, devido a disparidade de ensino, não estão aptos para frequentar e esse movimento está desestruturando cursos de referência no país. Infelizmente alguns reitores, ávidos por verbas federais, abrem mão da excelência no ensino em prol da "ajuda" governamental e mesmo contra a orientação de professores com valores e currículos impecáveis, acabam entupindo as faculdades de cursos em prédios sem estrutura, inclusive engolindo centros acadêmicos apenas para se curvar a interesses que diferem do principal: continuar com um nível de educação invejável. Resultado: muitos aprovados no ensino básico e muitos "enenzados" no ensino superior. Dá medo do que será precisar de um médico no futuro se investimentos sérios e pesados não forem efetuados na educação. O resto é só para inglês ver.

O fim da reprovação

O Estado de São Paulo, 19/02/2011 - São Paulo SP

Depois de intenso debate travado entre 2009 e 2010, inclusive com a realização de audiências públicas em São Paulo, Salvador e Distrito Federal, o Conselho Nacional de Educação tomou a decisão de recomendar "fortemente" a todas escolas públicas, privadas e confessionais a substituição do sistema seriado - que permite a reprovação em todas as séries do ensino fundamental - por um "ciclo de alfabetização e letramento", em que os alunos são submetidos ao regime de progressão continuada, durante os três primeiros anos - ou seja, no período em que aprendem a ler e a escrever. Para o CNE, o princípio da continuidade - especialmente na fase de alfabetização - traz mais benefícios para os alunos do que a chamada "cultura da reprovação". A medida, que não tem caráter de lei e é objeto de acirrada polêmica entre os pedagogos, foi homologada no final do governo Lula pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. Com isso, os diretores de todas as escolas do País ganharam liberdade para decidir se continuarão reprovando alunos nos três primeiros anos do ensino fundamental ou se adotarão a recomendação do CNE. O ensino fundamental tem 31 milhões de alunos estudando em 152 mil escolas, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Desse total, aproximadamente dez milhões estão matriculados nos três primeiros anos desse ciclo. Em 2009, a taxa de reprovação desses dez milhões de alunos foi de 5,1%. O índice é considerado alto pelos especialistas em pedagogia.
"Isso mostra que, de cada cem crianças, cinco ainda são reprovadas logo que ingressam na escola. As pesquisas apontam que, se o aluno é reprovado nessa fase, dificilmente terá sucesso. A recomendação do CNE é para garantir que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos" - diz a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda. "A reprovação no ensino fundamental devia ser zero", afirma o professor da USP Ocimar Alavarsi, que coordenou a rede municipal de São Paulo, entre 1995 e 2008. Vários professores também entendem que, na faixa etária dos 6 aos 8 anos, as crianças têm ritmos diferentes de aprendizagem e que reprovação logo no início do curso compromete o rendimento da alfabetização - o que desestimula as crianças, levando-as a abandonar a escola. No Norte e Nordeste, as regiões mais pobres do País, as altas taxas de evasão escolar têm sido atribuídas aos altos índices de reprovação nos anos iniciais do ensino básico. Segundo os defensores das diretrizes recomendadas pelo CNE, com a adoção do regime de progressão continuada nas três primeiras séries os professores podem avaliar cada criança e os alunos só podem ser  reprovados no final do terceiro ano.
Para os críticos dessa política, a substituição da reprovação pelo regime da progressão continuada seria uma estratégia eficaz se as classes fossem pequenas, se os professores estivessem motivados e as escolas contassem com projetos pedagógicos realistas. "Na prática, porém, as escolas têm salas superlotadas, as aulas de reforço são dadas por voluntários, os professores têm pouquíssimo tempo para planejar aulas e as condições de trabalho são ruins. A sensação é que a proposta (do CNE) não foi feita por quem conhece o dia a dia das escolas" - diz Susana Gutierrez, coordenadora do Sindicato Estadual de Profissionais da Educação do Rio de Janeiro. Sem reformar o currículo e investir nos professores, "as crianças que não aprendem com o sistema seriado também não aprenderão no Ciclo de Alfabetização e Letramento", afirma Cláudia Fernandes, coordenadora do mestrado em educação da UniRio. Aperfeiçoar o ensino fundamental é decisivo para que o país possa promover a revolução educacional. No entanto, a simples adoção da progressão continuada, nos termos em que foi proposta pelo CNE e pelo MEC - sem expansão da rede escolar e sem a modernização dos currículos - não garante melhor alfabetização nem aumento da qualidade da educação.

Plágio

> Folha de São Paulo, 20/02/2011 - São Paulo SP
USP demite professor por plágio em pesquisa
Chefe de trabalho que usou imagens sem creditá-las, ele diz não ter havido má-fé. É a 1ª exoneração do tipo em 15 anos; comissão conclui que ex-reitora, coautora, não teve relação com problema
FÁBIO TAKAHASHI DE SÃO PAULO
A reitoria da USP decidiu demitir um professor de dedicação exclusiva, com mais de 15 anos de carreira, após entender que ele liderou pesquisa que plagiou trabalhos de outros pesquisadores. A exoneração por plágio é a primeira na instituição em mais de 15 anos. O imbróglio envolveu também a ex-reitora Suely Vilela, coautora da pesquisa questionada. Ela não sofreu punição -a avaliação é que não teve relação com os trechos plagiados. Outra pesquisadora teve o título de doutorado cassado. Era responsável pelas partes contestadas. Tanto o docente quanto a pesquisadora podem recorrer internamente e judicialmente das decisões. "A punição de docente, discente ou funcionário técnico-administrativo é sempre dolorosa", disse à Folha o reitor João Grandino Rodas, a quem coube a decisão da punição, após duas comissões internas terem recomendado a decisão. O processo durou mais de um ano.
"Contudo, há de se ter em mente que em casos gravíssimos, como os presentes, a ausência do devido castigo compromete a universidade, cujo maior tesouro é a credibilidade", completou.
O docente Andreimar Soares, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, foi demitido por ser o principal autor da pesquisa, que copiou imagens de trabalhos de 2003 e 2006, sem creditá-las aos autores, da UFRJ (Federal do Rio). Um dos objetivos do trabalho da USP era investigar se uma substância isolada da jararaca é útil contra o vírus da dengue. Dez cientistas participaram da pesquisa, publicada pela revista "Biochemical Pharmacology". As imagens copiadas eram de responsabilidade de Carolina Dalaqua Sant'Ana. O trabalho foi uma continuação de sua tese para doutoramento na USP. A escola decidiu cassar o título por entender que houve plágio e "possível fraude" em seu trabalho. A publicação em revistas científicas é um dos principais indicadores de produção no mundo científico. Uma boa produtividade rende prestígio e financiamentos.
RETRATAÇÃO - A Folha ligou anteontem para a casa do docente demitido. Uma mulher informou que ele não daria entrevista. A reportagem tentou por mais de um mês contato por e-mail, sem sucesso. Em mensagem anterior, ele afirmou que "ocorreu um lamentável erro de substituição de figuras pela minha ex-aluna de doutorado". Soares disse, porém, que não houve má-fé e que já havia tomado medidas para a retratação "deste grave erro". A reportagem não encontrou a pesquisadora que perdeu o título de doutora. Segundo a reitoria, ambos foram ouvidos no processo, ao qual a Folha não teve acesso. A investigação começou em 2009, após a denúncia do próprio grupo da UFRJ, autor das imagens copiadas. O último caso de demissão na USP por plágio foi em 1995, envolvendo docente do Instituto de Psicologia. Nos últimos anos, surgiram ao menos outras duas denúncias, nas área da física e do direito. Ambas não acarretaram em exoneração.

Cerca de 1,8 milhão de pessoas começam ano sem aulas no Brasil

Portal IG Educação, 20/02/2011
Centenas de escolas públicas estão fechadas em todo o País porque não têm luz, mesas, professores – e nem higiene
iG São Paulo
Cerca de 1,8 milhão de crianças e adolescentes estão sem aulas na rede pública em todo o País, mostra levantamento feito pelo iG. Esse número equivale a 4,2% do número de alunos matriculados no Brasil, mas a porcentagem, nesse caso, não dá a dimensão exata do problema: o número de pessoas que vão começar as aulas com atraso por conta de alagamentos, greves, um grau insuportável de sujeira nos prédios e até mesmo desabamento do prédio é equivalente à população de Manaus, capital do Amazonas, ou de Curitiba, capital do Paraná. É como se cidades inteiras fossem privadas do direito de estudar. Esse é um dos números que ajudam a entender por que as pessoas saem da escola pública com uma formação fraca: na prática, o ano letivo de quem começou as aulas depois fica mais curto – nem todas as escolas repõem os dias perdidos. A situação, contudo, pode ser ainda pior. Vários Estados do Brasil não sabem dizer quantos alunos estão sem aulas porque, justificam eles, as secretarias de educação ou os sindicatos não têm dados completos de todas as escolas. No Amapá, por exemplo, ainda não existe um sistema informatizado e tudo depende de dados registrados e transportados no papel.
Essa situação é ilegal. O ensino fundamental, dos seis aos 14 anos, é obrigatório e deve ser oferecido gratuitamente para todas as crianças nessa faixa etária, conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB), que regulamenta o sistema educacional no País. A legislação, no entanto, não determina punições aos governos que não garantirem esse direito a todos. Cabe ao Ministério Público fiscalizar se a LDB está sendo cumprida e pedir aos governos que a lei seja obedecida. Até 2016, a faixa de idade para a qual deve ser garantida a escola será ampliada e irá dos quatro aos 17 anos de idade, conforme determinação da Emenda Constitucional 59, de 11 de novembro de 2009. Desta forma, pais e filhos ficam rendidos: eles têm um direito que muitos Estados não estão conseguindo garantir.
Salas com dengue, escola inaugurada sem luz - Um dos problemas mais graves é o descuido com os alunos. Em Ribeirão das Neves, Região Metropolitana de Belo Horizonte, um colégio foi interditado no começo deste mês depois que fiscais da Vigilância Sanitária encontraram focos de mosquito da dengue no local. Na rede estadual de ensino do Espírito Santo, uma escola foi fechada a pedido do Ministério Público Estadual porque apresentava problemas estruturais, colocando em risco a segurança de 1.200 alunos. No Paraná, uma escola em Cascavel corre risco de desabar. Outro fato grave, e recorrente, é a falta do mínimo para uma escola funcionar. Em Mato Grosso e no Amapá faltam professores, funcionários e mesas. No Paraná, uma escola foi inaugurada e estava pronta para receber 300 alunos. O problema é que ninguém pediu a instalação da rede elétrica. A Companhia Paranaense de Energia (Copel) agora está tentando apressar o serviço para não atrasar ainda mais o início das aulas. Problema parecido também acontece no Amapá, onde diversas escolas não têm energia elétrica.
Também há o caso de falta de planejamento, como na Paraíba. No Estado, em pleno início do ano letivo, 66 das 1.036 escolas estão passando por reformas. No Rio Grande do Norte, o Estado está reformando escolas e ainda não fechou contrato com alguns professores da rede pública. Esses problemas são agravados pela destruição causada pelas chuvas nos primeiros meses do ano, quando as aulas começam. Neste grupo, o Rio de Janeiro é o primeiro e mais grave dos casos, com centenas de estudantes sem aulas nas áreas atingidas pelas tempestades. Porém, não é o único. Em Santa Catarina, existem seis escolas com problemas de infraestrutura por causa das chuvas das últimas semanas e faltam professores em outras dez. O governo do Estado diz não saber informar quantas pessoas estão sem aula. P mesmo ocorre no Amazonas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco e Rondônia.
As greves são obstáculo em mais de um lugar para que os alunos tenham condições de estudar. Algumas são motivadas justamente por problemas relacionados com a infraestrutura das escolas. Na Bahia, a paralisação dos professores da rede municipal, iniciada no dia 15, tem deixado 119 mil pessoas sem aula. Os docentes pedem segurança e limpeza nas escolas. No Piauí, cerca de 350 mil alunos estão sem aulas por causa de uma paralisação dos professores da rede pública estadual de ensino. No Ceará, uma greve de 30 dias ocorrida no primeiro semestre de 2009 atrasou o término do semestre letivo de 2010 e atrasou todo o cronograma: algumas escolas ainda estão concluindo o ano letivo do ano passado. No Pará, a rede pública estadual ainda não concluiu o ano letivo do ano passado e as aulas em 2011 serão iniciadas apenas dia 4 de abril, conforme informações do Sindicato dos Trabalhadores de Educação Pública do Estado do Pará (SINTEPP).
Por fim, há os casos em que a escola é usada para tudo, menos para dar aulas. Cerca de 800 alunos da Escola Municipal Heinrich de Souza, em Piraquara, município da Região Metropolitana de Curitiba, ainda não iniciaram o ano letivo porque 20 famílias estão abrigadas no ginásio esportivo do local desde dezembro de 2010. E também há o caso de escolas que podem parar de funcionar a qualquer momento, como no Rio Grande do Sul: as aulas na rede estadual e municipal de ensino começam entre os dias 21 e 28 de fevereiro, mas, nos últimos anos, sempre houve falta de professores nas primeiras semanas de aula. Além disso, as “escolas de lata” (contêineres de zinco) continuarão existindo em sete instituições gaúchas – em pleno verão. Casos como esses ajudam a explicar por que as crianças e adolescentes do Brasil saem das escolas sem uma formação adequada: elas simplesmente não tinham condições mínimas para aprender. (Com Daniel Cassol, iG Rio Grande do Sul, Denise Motta, iG Minas Gerais, Helson França, iG Mato Grosso, Luciana Cristo, iG Paraná, Renata Baptista, iG Pernambuco, Thiago Guimarães, iG Bahia, e Wilson Lima, iG Maranhão)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Refletir...

Refletir
é olhar a própria ação à distância.

 


de uma maneira particular e
É  julgar o que se está
ou o que se fez, ou o que se fará
Tomar uma certa distância para melhorar  fazendo.


Pierre Furter

Receita de uma boa leitora e escritora

1 menina interessada nos livros dos irmãos.
3 irmãos leitores de contos infantis e gibis.
1 professora de 1ª série séria e competente.
Pais preocupados com a alfabetização dos filhos.
6 livros infantis.
4 gibis.
Modo de fazer
Professora Liria Maria
Hortol
ândia-SP

1) Coloque 1 menina junto aos irmãos em 1 quarto ou sala silenciosa e junte os 6 livros e 4 gibis (variados) todos os dias, em um horário determinado, de preferência antes do jantar.
2) Verifique se os pais estão atendendo às expectativas e necessidades da menina com compreensão, atenção e carinho
3) Matricular a menina na 1ª série. Na 1ª série a menina deve encontrar 1 professora séria, que possibilite que ela continue lendo os livros e os gibis.
4) Depois de alfabetizada e com muito interesse, a menina torna-se uma boa leitora e escritora.

Um senhor toma o ônibus depois de comprar o jornal e o pôs embaixo do braço.
Meia hora mais tarde, desce com o mesmo jornal sob o mesmo braço.
Mas já não é o mesmo jornal, agora é um monte de folhas impressas
que o senhor abandona num banco de uma praça.
Apenas fica só no banco, o monte de folhas se torna outra vez um jornal,
até que um rapaz o vê, o lê, e o deixa convertido em um monte de folhas impressas.
Apenas fica só no banco, o monte de folhas se torna outra vez um jornal,
até que uma velha o encontra, o lê e o deixa convertido
em um monte de folhas impressas.
Depois o leva para sua casa e no caminho o usa para enrolar meio quilo de acelgas,
que é para o que servem os jornais depois destas excitantes metamorfoses.
J
(In Hist
úlio Cortázarórias de cronópios e de famas)

A diversidade

"a diversidade é norma da espécie humana: seres humanos são diversos em
suas experiências culturais, são únicos em suas personalidades e são também
diversos em suas formas de perceber o mundo. Seres humanos apresentam,
ainda, diversidade biológica. Algumas dessas diversidades provocam
impedimentos de natureza distinta no processo de desenvolvimento das
pessoas (as comumente chamadas de “portadoras de necessidades especiais”).
Como toda forma de diversidade é hoje recebida na escola, há a demanda
óbvia, por um currículo que atenda a essa universalidade."
 (Elvira de Souza Lima (2006, p.17))

 faz parte do acontecer humano.

Educandos e Educadores : seus Direitos e o Currículo

 Miguel G. Arroyo
reflexão sobre o currículo está instalada nas escolas. Durante as últimas décadas, o currículo tem sido central nos debates da academia, da teoria pedagógica, da formação docente e pedagógica. Como está chegando o debate aos profissionais da educação básica? Haveria um clima propício nas escolas ao
Educadores(as) indagam o Currículo
Partimos de que os profissionais da educação infantil, fundamental, média, de EJA, da educação especial vêm se constituindo “outros” como profissionais. Sua identidade profissional tem sido redefinida, o que os leva a ter uma postura crítica sobre sua prática e sobre as concepções que orientam suas escolhas. Essa postura os leva a indagar o currículo desde sua identidade.

Que indagações sobre o currículo vêm dessa nova identidade profissional?
Esta indagação está posta à categoria e merece ser explicitada, assumida e trabalhada nas escolas e Redes.
Por outro lado, as identidades pessoais vêm sendo redefinidas. Identidades femininas, negras, indígenas, do campo. A identificação de tantas e tantos docentes com os movimentos sociais suscita novas sensibilidades
humanas, sociais, culturais e pedagógicas, que se refletem na forma de ser professora-educadora, professor-educador. Refletem-se na forma de ver os educandos, o conhecimento, os processos de ensinar-aprender.

Que indagações sobre o currículo vêm dessa nova identidade pessoal e coletiva
dos(as) educadores(as)?
De formas diversas e em tempos diversos, essas indagações aparecem em encontros dos coletivos das escolas, em dias de estudo, em congressos de educadores(as).

Texto completo
Seria conveniente programar encontros, estudos e oficinas para indagar os currículos enquanto planos e práticas pedagógicas que orientam nossa ação e nossas escolhas, a partir de nós mesmos, de nossas  identidades profissionais, pessoais e coletivas.
A repensar dos currículos?
Partimos da constatação de que há um clima propício nas escolas ao repensar dos currículos. Neste texto, focalizamos as indagações que vêm dos sujeitos da ação educativa, dos profissionais, educadores-docentes e dos educandos.

Governo descumpre meta de 800 creches em 2010; Dilma quer fazer 1,5 mil ao ano até 2015

Portal UOL Educação, 18/02/2011
Rafael Targino em São Paulo
Uma das principais bandeiras de campanha da presidente Dilma Rousseff, o Proinfância, programa do governo federal para construção de creches e pré-escolas, não conseguiu cumprir a meta de convênios para 2010. Das 800 unidades previstas, apenas 628 foram autorizadas. Em 2011, o objetivo é assinar mais que o dobro disso: 1,5 mil convênios, totalizando 6 mil até o final do mandato de Dilma. Para que esse número seja alcançado, é preciso celebrar, em média, quatro convênios por dia. Nos últimos quatro anos, foram assinados 2.349 – 1,6 por dia, em média. A previsão de 800 creches foi passada ao UOL pelo FNDE em setembro do ano passado. O MEC (Ministério da Educação) diz que chegou a analisar mais processos de construção em 2010 – exatos 953 – mas só aprovou os 628. O restante (325) foi “diligenciado” para responder a “demandas técnicas”. Desses 325, estão em “fase final de análise” 299 e “continuam em diligência” 26.
Esses convênios são o primeiro passo para a construção das creches e pré-escolas. Eles só podem ser assinados se as prefeituras, responsáveis por erguer a estrutura física, comprovarem que o terreno onde a unidade será feita é público. A partir da assinatura, o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), que é uma autarquia do MEC, começa a liberar o dinheiro para a obra. Mas o dinheiro na conta da prefeitura não garante a construção da creche. Em setembro do ano passado, o UOL Educação mostrou que apenas 39 das então cerca de 2 mil creches conveniadas haviam sido construídas. Na época, havia mais de 1.100 prédios em fase de planejamento, licitação ou adequação de projetos e 791 em construção –quase metade deles (366) com menos de 50% das obras concluídas.
Fundo emergencial descartado - O governo enfrenta um problema adicional no Proinfância: há creches que ficaram prontas com atraso e não terão, neste ano, dinheiro para se manter. A verba é repassada pelo MEC de acordo com o número de alunos no Censo Escolar do ano anterior. O censo, no entanto, é fechado em 31 de março. O dinheiro que será liberado em 2011 é baseado no número de alunos do final do primeiro trimestre de 2010. As escolas que  ficaram prontas (e receberam alunos) depois desse prazo não recebem os recursos.
A solução que estava em gestação no ministério era a criação de um fundo emergencial para atender essas unidades até o censo seguinte. Mas, segundo a secretária de Educação Básica do órgão, Maria do Pilar Lacerda, a ideia está praticamente descartada. “O fundo emergencial não é uma solução, até porque é limitado”, afirma. Segundo Maria do Pilar, a preocupação maior é com as cidades pequenas, já que capitais, por exemplo, têm maior flexibilidade e podem trabalhar com recursos próprios. “Há um reconhecimento por parte do ministério que esse é um dado importante. Vamos avaliar. Não corre risco [de ficar sem recurso], mas não posso falar isso com 100% de certeza. A solução do Brasil é de absoluta desigualdade.” O presidente da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), Carlos Eduardo Sanches, se disse “preocupado” com o assunto. “Sugerimos um censo em separado e um lançamento em separado [do dinheiro]. Mas [o MEC disse que] o sistema não permite isso.”

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Madalena Freire


Estar vivo é estar em conflito permanente,
produzindo dúvidas, certezas questionáveis.
Estar vivo é assumir a Educação do sonho do cotidiano.
Para permanecer vivo, educando a paixão,
desejos de vida e morte, é preciso educar o medo e a coragem.

Medo e coragem em ousar.
Medo e coragem em romper com o velho.
Medo e coragem em assumir a solidão de ser diferente.
Medo e coragem em construir o novo.
Medo e coragem em assumir a Educação deste drama, cujos
personagens
São nossos desejos de vida e morte.

Educar a paixão (de vida e morte) é lidar com esses dois ingredientes,
cotidianamente,
através da nossa capacidade, força vital (que todo ser humano possui,
uns mais,
outros menos, em outros anestesiada) e desejar, sonhar, imaginar,
criar.

Somos sujeitos porque desejamos, sonhamos, imaginamos e criamos,
na busca permanente
da alegria, da esperança, do fortalecimento da liberdade, de uma
sociedade mais justa,
da felicidade a que todos temos direito.
Este é o drama de permanecemos vivos... fazendo Educação.

Madalena Freire

Gestão democrática escolar

*Maria Beatriz Luce
**Isabel Letícia Pedroso de Medeiros

   
As mudanças vividas na atualidade (décadas de 80 e 90) em nível mundial, em termos econômicos, sociais e culturais, com a transnacionalização da economia e o intercâmbio quase imediato de conhecimentos e padrões sociais e culturais, através das novas tecnologias da comunicação, entre outros fatores, têm provocado uma nova atuação dos Estados nacionais na organização das políticas públicas, por meio de um movimento de repasse de poderes e responsabilidades dos governos centrais para as comunidades locais. Na educação, um efeito deste movimento são os processos de descentralização da gestão escolar, hoje percebidos como uma das mais importantes tendências das reformas educacionais em nível mundial (Abi-Duhou, 2002) e um tema importante na formação continuada dos docentes e nos debates educacionais com toda a sociedade.

Como essa tendência é vivida nas escolas e nos sistemas educacionais? Quais são as diferentes possibilidades de vivenciar processos de descentralização e autonomia nas escolas e nos sistemas? Que desafios precisam ser enfrentados, considerando uma tradição autoritária e centralizadora, comum em tantos países, dentre eles o Brasil? De que modo oportunizar a participação da comunidade educativa, a partir da diversidade dos diferentes atores sociais? Qual a relação entre democratização da escola e qualidade de ensino? O que se entende por gestão democrática na educação? Essas são algumas das preocupações que surgem quando se busca implementar processos de descentralização e autonomia no campo da educação.

A gestão democrática da educação formal está associada ao estabelecimento de mecanismos legais e institucionais e à organização de ações que desencadeiem a participação social: na formulação de políticas educacionais; no planejamento; na tomada de decisões; na definição do uso de recursos e necessidades de investimento; na execução das deliberações coletivas; nos momentos de avaliação da escola e da política educacional. Também a democratização do acesso e estratégias que garantam a permanência na escola, tendo como horizonte a universalização do ensino para toda a população, bem como o debate sobre a qualidade social dessa educação

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Municípios encomendam 67 mil notebooks para escolas públicas

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17-02-2011
Lote faz parte do programa 'Um computador por aluno', do MEC.

O Ministério da Educação anunciou nesta quarta-feira (10) que 22 municípios de 13 estados encomendaram a compra de 67.290 computadores portáteis para o programa “Um computador por aluno” usando recursos próprios. Os equipamentos vão equipar escolas públicas do país.

Segundo o MEC, outros municípios devem aderir ao programa usando o financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Cada equipamento tem quatro gigabytes de armazenamento, 512 megabytes de memória, tela de cristal líquido de sete polegadas, bateria com autonomia mínima de três horas e peso de até 1,5 quilograma. É equipado para rede sem fio e conexão de internet, além de itens de segurança.

Para as regiões Centro-Oeste, Norte e Sudeste, cada equipamento custa R$ 344,18; para o Nordeste e o Sul, R$ 376,94. (180 graus)
 

MEC quer fim de reprovação no início do ensino fundamental


17-02-2011
O ministro da Educação, Fernando Haddad, homologou a recomendação do Conselho Nacional de Educação (CNE) que acaba com a reprovação nos três primeiros anos do ensino fundamental e cria o Ciclo de Alfabetização e Letramento. Já a partir deste semestre, gestores de todas as escolas do Brasil podem decidir se continuam com o sistema seriado, mantendo a possibilidade de reprovação, ou se adotam a recomendação. A medida foi tomada, segundo a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda, a partir da constatação de que muitas crianças são reprovadas no primeiro ano:

O Brasil tem, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), 31 milhões de alunos no ensino fundamental. Desses, quase dez milhões estão nos três primeiros anos. No entanto, pouco mais de dois milhões têm mais de cinco horas de aula por dia.

Polêmica, a aprovação automática divide educadores. Professor da USP, Ocimar Alavarsi, que já foi coordenador pedagógico da rede municipal de São Paulo, de 1995 a 2008, acredita que a "reprovação no ensino fundamental devia ser zero":

Desde 2009, as crianças matriculadas na rede municipal do Rio de Janeiro já convivem com o que o CNE acaba de recomendar. Os alunos dos três primeiros anos são reprovados apenas ao final do terceiro ano. No entanto, em 2007, o então prefeito Cesar Maia assinou decreto instaurando a progressão automática nos nove anos do ensino fundamental, dividindo o período em três ciclos. Em 2009, foram encontrados 13 mil alunos do 4 e 5 anos que precisavam ser realfabetizados, e outros 17 mil do 6 ano que também eram analfabetos funcionais. (Globo Online)

 

Publicado o reajuste anual do FUNDEB

 de 2011. Para a CNTE valor deveria ter sido maior
ouça o arquivo

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Gosta de ler?

Portanto, para procurar POR ORDEM ALFABÉTICA vá até o site Domínio Público.
  1. A Divina Comédia - Dante Alighieri
  2. Poemas de Fernando Pessoa - Fernando Pessoa
  3. Mensagem - Fernando Pessoa
  4. Dom Casmurro - Machado de Assis
  5. O Eu profundo e os outros Eus. - Fernando Pessoa
  6. Poesias Inéditas - Fernando Pessoa
  7. A Cartomante - Machado de Assis
  8. Cancioneiro - Fernando Pessoa
  9. Dom Casmurro - Machado de Assis
  10. Do Livro do Desassossego - Fernando Pessoa
  11. A Carteira - Machado de Assis
  12. O pastor amoroso - Fernando Pessoa
  13. A Igreja do Diabo - Machado de Assis
  14. Livro do Desassossego - Fernando Pessoa
  15. Os Lusíadas - Luís Vaz de Camões
  16. A Carta - Pero Vaz de Caminha
  17. O Guardador de Rebanhos - Fernando Pessoa
  18. Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
  19. Cancioneiro - Fernando Pessoa
  20. A Metamorfose - Franz Kafka
  21. Este mundo da injustiça globalizada - José Saramago
  22. A Cartomante - Machado de Assis
  23. Poemas Traduzidos - Fernando Pessoa
  24. Americanas - Machado de Assis
  25. A Carteira - Machado de Assis
  26. A Cidade e as Serras - José Maria Eça de Queirós
  27. A Mão e a Luva - Machado de Assis
  28. A Volta ao Mundo em 80 Dias - Júlio Verne
  29. O Alienista - Machado de Assis
  30. A Esfinge sem Segredo - Oscar Wilde
  31. Poemas Inconjuntos - Fernando Pessoa
  32. Auto da Barca do Inferno - Gil Vicente
  33. Poemas de Álvaro de Campos - Fernando Pessoa
  34. O Banqueiro Anarquista - Fernando Pessoa
  35. Arte Poética - Aristóteles
  36. A Causa Secreta - Machado de Assis
  37. A Moreninha - Joaquim Manuel de Macedo
  38. Iracema - José de Alencar
  39. Édipo-Rei - Sófocles
  40. Os Sertões - Euclides da Cunha
  41. O Cortiço - Aluísio Azevedo
  42. Senhora - José de Alencar
  43. A Ela - Machado de Assis
  44. Catálogo de Autores Brasileiros com a Obra em Domínio Público - Fundação Biblioteca Nacional
  45. Poemas em Inglês - Fernando Pessoa
  46. Poemas Selecionados - Florbela Espanca
  47. Os Maias - José Maria Eça de Queirós
  48. Dom Casmurro - Machado de Assis
  49. Poemas de Álvaro de Campos - Fernando Pessoa
  50. Fausto - Johann Wolfgang von Goethe
  51. A Alma Encantadora das Ruas - João do Rio
  52. A Igreja do Diabo - Machado de Assis
  53. Utopia - Thomas Morus
  54. Auto da Barca do Inferno - Gil Vicente
  55. Adão e Eva - Machado de Assis
  56. Poemas de Álvaro de Campos - Fernando Pessoa
  57. Canção do Exílio - Antônio Gonçalves Dias
  58. O Guarani - José de Alencar
  59. A Escrava Isaura - Bernardo Guimarães
  60. Pai Contra Mãe - Machado de Assis
  61. Iracema - José de Alencar
  62. A Dama das Camélias - Alexandre Dumas
  63. Poemas de Ricardo Reis - Fernando Pessoa
  64. Don Quixote. Vol. 1 - Miguel de Cervantes Saavedra
  65. Eu - Augusto dos Anjos
  66. O Primo Basílio - José Maria Eça de Queirós
  67. Sonetos - Luís Vaz de Camões
  68. A Pianista - Machado de Assis
  69. O Espelho - Machado de Assis
  70. Eu e Outras Poesias - Augusto dos Anjos
  71. Alma inquieta - Olavo Bilac
  72. Quincas Borba - Machado de Assis
  73. Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
  74. O Crime do Padre Amaro - José Maria Eça de Queirós
  75. Primeiro Fausto - Fernando Pessoa
  76. A Chinela Turca - Machado de Assis
  77. Poemas de Ricardo Reis - Fernando Pessoa
  78. Memórias de um Sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida
  79. Os Lusíadas - Luís Vaz de Camões
  80. Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco
  81. O que é o Casamento? - José de Alencar
  82. A Mulher de Preto - Machado de Assis
  83. A Vida Eterna - Machado de Assis
  84. Esaú e Jacó - Machado de Assis
  85. Os Maias - José Maria Eça de Queirós
  86. O Navio Negreiro - Antônio Frederico de Castro Alves
  87. Contos Fluminenses - Machado de Assis
  88. A Segunda Vida - Machado de Assis
  89. Cartas D’Amor - José Maria Eça de Queirós
  90. A Mensageira das Violetas - Florbela Espanca
  91. A Herança - Machado de Assis
  92. Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco
  93. Os Sertões - Euclides da Cunha
  94. Helena - Machado de Assis
  95. As Vítimas-Algozes - Joaquim Manuel de Macedo
  96. O Cortiço - Aluísio Azevedo
  97. As Primaveras - Casimiro de Abreu
  98. O Livro da Lei - Aleister Crowley
  99. A chave - Machado de Assis
  100. Adão e Eva - Machado de Assis

Obesidade como fator de exclusão

Gazeta de Alagoas, 08/02/2011 - Maceió AL

SILVIO PROFIRIO DA SILVA
Chegamos ao novo milênio e com ele a intensificação das diversas formas de preconceito. Essa problemática não é algo recente. Contudo, tem se intensificado, nos últimos anos, refletindo – se nos mais diversos âmbitos sociais. Esse mal leva as pessoas a julgarem outras, com base em diversos fatores, tais como: sociais, econômicos, linguísticos, etários, opção sexual, cor, aparência física etc.
O preconceito ocorre de diversas formas. Algumas vezes, discreto, velado e indireto, por meio de eufemismos, comentários, olhares, etc. Mas, na maior parte dos casos, ele é direto e agressivo. De ambas formas, ele ataca suas vítimas, atingindo a auto – estima de seus alvos e, sobretudo, restringem acessos, privando o cidadão de seus direitos. Este último ilustra um fato que ocorreu recentemente em São Paulo.
Na noite do domingo, dia 06/02/2011, o fantástico exibiu uma reportagem que veiculava o fato de três professoras terem sido impedidas de assumir um cargo público, pelo fato de serem consideradas obesas. Ambas já exercem a função docente na Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, porém como professoras substitutas (contrato temporário). No último concurso realizado por essa secretaria, elas foram aprovadas nas provas e nas etapas posteriores do processo seletivo. Contudo, na pericia médica, elas foram reprovadas, ainda que não houvesse nenhuma anomalia com os exames médicos solicitados. E, o pior, elas não receberam nenhuma justificativa para essa avaliação negativa.
Elas foram acompanhadas uma repórter (Renata Ceribelli) até a junta média, a fim de verificar o motivo pelo qual foram consideradas inaptas. Só assim elas conseguiram verificar o motivo de serem consideradas inadequadas ao exercício docente. No formulário de uma das docentes, constava uma anotação do medico com a palavra obesidade. No formulário da outra docente, apesar de o formulário ter sido retirado de suas mãos pelo diretor técnico do órgão, ela conseguiu perceber que constava o número do CID correspondente à obesidade. Diante dessa situação, a reporte questionou o preconceito que elas sofriam. No entanto, recebeu a declaração que elas estavam sendo consideradas como doentes. Isso em decorrência da obesidade. Fique perplexo diante dessa reportagem. Primeiramente, pelo fato de perceber como as diferentes formas de preconceito estão disseminadas em nossa sociedade. A propagação é tanta que órgãos governamentais que deveriam atuar no sentido de restringir esse mal que se difunde cada vez mais entre as pessoas, exercem um papel oposto ao que deveriam exercer. Mas, fiquei ainda mais perplexo, ao perceber como a sociedade impõe padrões às pessoas como requisitos de aceitação social e, nesse caso, de aceitação profissional.