sábado, 12 de novembro de 2011

Projeto de Lei 267/11


A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 267/11, da deputada Cida Borghetti (PP-PR), que estabelece punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino.Em caso de descumprimento, o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, encaminhamento à autoridade judiciária competente.A proposta muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante.
Indisciplina
De acordo com a autora, a indisciplina em sala de aula tornou-se algo rotineiro nas escolas brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta assustadoramente. Ela diz que, além dos episódios de violência física contra os educadores, há casos de agressões verbais que, em muitos casos, acabam sem punição.
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; de Constituição e Justiça e de Cidadania.




Fonte:primasfalando.blogspot.com/2011/04/camara-analisa-projeto-de-lei-que-pune.html

Edital para livros didáticos do PNLD 2014 inclui conteúdos digitais


8/11 | 11:52
Editores interessados em participar do Programa Nacional do Livro Didático em 2014 (PNLD 2014) devem ficar atentos aos prazos divulgados hoje, no Diário Oficial da União (DOU), pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O período de pré-inscrição das obras didáticas para os anos finais do ensino fundamental vai de 9 de dezembro próximo a 1º de maio de 2012. A entrega dos exemplares para avaliação será de 7 a 11 de maio de 2012.
Para o PNLD 2014, os interessados também poderão apresentar objetos educacionais digitais complementarmente aos livros impressos. Em caso de aprovação, esse novo material será enviado aos alunos junto com as obras impressas. “Os conteúdos multimídia oferecem novas possibilidades de trabalho aos professores e de aprendizado aos alunos”, afirma Rafael Torino, diretor de Ações Educacionais do FNDE.
“Serão selecionados livros do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, nos componentes curriculares de língua portuguesa, matemática, ciências, geografia, história e língua estrangeira moderna – inglês ou espanhol”, completa Torino.
Os livros inscritos serão avaliados, e aqueles que forem aprovados integrarão o Guia do Livro Didático 2014, que conterá um resumo das obras selecionadas para que professores e diretores possam escolher o que for mais adequado ao processo pedagógico de cada escola.
Serviço – Para efetuar o cadastramento das obras, os detentores de direitos autorais devem acessar o portal do FNDE na Internet (www.fnde.gov.br), em Simad (Sistema de Material Didático).
Clique aqui e veja o edital do PNLD 2014
Autor: FNDE

Prêmio Amavi Educação/2011

Profissionais do setor de educação são premiados em evento regional
quinta, 10 de novembro de 2011
Cerca de 200 pessoas participaram ontem, (09/11), da solenidade de entrega do Prêmio AMAVI de Educação 2011- Qualidade em Gestão e Qualidade na Prática da Docência, realizada em Rio do Sul. No evento também foram homenageados os municípios que implantaram a lei do transporte escolar, a estudante de Rio do Sul, Jéssica Aline Rodrigues, vencedora do concurso da logomarca do Prêmio AMAVI de Educação e os profissionais que avaliaram os trabalhos.
Na categoria qualidade na prática da docência, o1° lugar foi conquistado pela professora Irene Luiz Marcílio de Atalanta, com o trabalho “Òleo cada gota conta”. Na categoria qualidade em gestão a vencedora foi Glaucia Jaqueline Marcelino Budemuller de Trombudo Central, autora do projeto “Aplicação dos indicadores de qualidade para educação infantil e uma nova história para ser vivida”.
Ao todo 22 trabalhos foram inscritos nesta segunda edição do Prêmio AMAVI de Educação.Uma comissão formada por profissionais do setor que atuam em diferentes instituições no Alto Vale do Itajaí, selecionou entre os participantes, os melhores trabalhos.A premiação, em ambas categorias, foi um notebook para o 1° e 2º lugar, uma câmera digital do 3º ao 5º e do 6º ao 10º um pen drive, além de troféu e certificado de participação. O Prêmio AMAVI de Educação foi instituído com o objetivo de reconhecer, valorizar e premiar dirigentes municipais de educação e professores da região por suas iniciativas inovadoras, como agentes no processo de melhoria da qualidade de ensino e resultados alcançados. O concurso será realizada a cada dois anos.
Durante a solenidade foi homenageada a aluna da 8ª Série do Centro Educacional Willy Schleumer de Rio do Sul, Jéssica Aline Rodrigues, vencedora do concurso da logomarca do prêmio AMAVI. Também receberam lembranças de agradecimento os profissionais que integraram as comissões de avaliação: Dalmir da Silva, Jaison Bentig, Neusa Caccittore, Zuleide Demetrio Minatti, Angela Fronza, Celi Terezinha Wolf, Solange de Oliveira Holler e Fátima Peres Zago de Oliveira.
Os prefeitos dos municípios de Laurentino, Presidente Nereu, Rio do Oeste, Rio do Sul, Taió, Ituporanga, Chapadão do Lageado e Braço do Trombudo receberam uma homenagem pela implantação da lei que regulariza o transporte escolar nos municípios.
Colocação Prêmio AMAVI de Educação 2011
Qualidade em Gestão:
  • 1º lugar - Glaucia Jaqueline Bodemuller Marcelino – Trombudo Central;
  • 2º Lugar - Deise Koerich Böing- Vidal Ramos;
  • 3º Lugar - Claudete Demarchi Bilck – Atalanta ;
  • 4º Lugar - Janara Aparecida Mafra – Rio do Sul;
  • 5º Lugar - Alex Luiz da Silva - Agronômica;
  • 6º Lugar - Marlene kurth Mello – Agralândia;
  • 7º Lugar - Rose Mare Marcos - Laurentino;
  • 8º Lugar - Ligia Voguel – Braço do Trombudo;
Qualidade na Prática da Docência:
  • 1º lugar - Irene Luiz Marcilio - Atalanta;
  • 2º lugar - Mariléia Zanelato Bagio – Atalanta ;
  • 3º lugar - Cátia Regina Marangoni Geremias – Agrolândia ;
  • 4º lugar - Edite Terezinha Hofmann – Rio Do Sul;
  • 5º lugar - Sônia Juçara Krieck – Agrolândia ;
  • 6º lugar - Carmen Lúcia Lunelli – Vidal Ramos;
  • 7º lugar - Iraci Rosa Ostero Tonet – Rio do Sul;
  • 8º lugar - Sueli Ferrari Heinz – Braço do Trombudo
  • 9º lugar - Albertina Maria Dalpiaz Nardelli - Laurentino;
  • 10º lugar - Schirlei Heusser Dietrich – Presidente Getúlio;

Vista cansada


Otto Lara Resende

Acho que foi o Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Pela última ou pela primeira vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem disse. Essa idéia de olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que o Hemingway tenha acabado como acabou.

Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.

Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.

Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima idéia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.

Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.


Texto publicado no jornal “Folha de S. Paulo”, edição de 23 de fevereiro de 1992.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Homens!

"... DINHEIRO FAZ HOMENS RICOS,  
O CONHECIMENTO HOMENS SÁBIOS 
E A  HUMILDADE FAZ OS GRANDES HOMENS..." 

Câmara se prepara para votar plano de educação

Fonte CNTEPDFImprimirE-mail
Após meses de um intenso trabalho de análise e negociações, o relatório do Plano Nacional de Educação (PNE) está em fase final de elaboração e deve ser apresentado esta semana na Câmara dos Deputados. O projeto de lei definirá 20 metas educacionais que o país deverá atingir até a próxima década. Versão preliminar do relatório estabelece que o país deverá aumentar o investimento público em educação dos atuais 5% do Produto Interno Bruto (PIB) para 8,29% nos próximos dez anos.
Esse era um dos pontos mais polêmicos do plano e alvo de boa parte das quase 3 mil emendas que o projeto recebeu. A proposta inicial do governo era de que esse patamar fosse de 7%, mas houve grande pressão dos movimentos sociais para que se ampliasse o percentual para 10%. O relatório do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR) encontrou uma solução intermediária para a questão: determina o aumento dos investimentos para 7% do PIB até o quinto ano de vigência do PNE e para 8,29% no décimo ano de vigência do plano.
Durante a tramitação na comissão especial criada para avaliar o plano, diversos estudos apresentados por entidades e pesquisadores indicavam que 7% seriam insuficientes para atingir todas as metas de melhoria do acesso e da qualidade da educação previstas no plano. Para a deputada Dorinha Rezende (DEM-TO), que faz parte da comissão, o valor que deve ser estipulado no relatório (8,29%) ainda é pequeno. (Brasil Econômico)

A QUALIDADE DA EDUCAÇÃO INFANTIL

APRESENTAÇÃO 

Esta pesquisa resulta de um processo que se apoia principalmente em duas iniciativas: 1) a realização anterior da Consulta sobre a qualidade da educação nas escolas, promovida pela Campanha Nacional pelo Direito A Educação', que abrangeu escolas de ensino fundamental e médio dos estados de Pernambuco e Rio Grande do Sul; 2) os debates e a mobiliiação nos Fóruns de Educação Infantil, atuantes em todo opaís, articulados no Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil - MIEIB, em cujo contexto o tema da qualidade da educação infantil em creches e pré-escolas temganho prioridade. 
O MIEIB representa os Fóruns estaduais e locais que se organizaram ao longo dos Últimos anos no país, em defesa do direito da criança pequena a uma educação infantil de qualidade. São compostos de diferentes grupos e pessoas ligados a esse campo, como por exemplo associações, sindicatos, entidades, organizações não governamentais, profissionais, pesquisadores, representantes de Conselhos de Educação, Conselhos Tutelares, Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente,representantes de diversos movimentos sociais, técnicos que atuam em Órgãos governamentais, representantes de universidades, centros de pesquisa e de assessoria, associações de creches comunitárias, entre muitos outros segmentos. 
A Campanha Nacional pelo Direito i Educação, lançada em outubro de 1999, visa disseminar amplamente o conceito de educação enquanto direito social, focalizando a qualidade, o financiamento e a gestão democrática da educação, assim como a valorização de seus profissionais. A Consulta sobre a qualidade da educação nas escolas, iniciada em 2000, ouviu professores, diretores, funcionários, alunos, seus pais e responsáveis e pessoas da comunidade próxima a escola sobre suas concepções a respeito da qualidade da educação. Seus resultados foram publicados em 2002 (Campanha Nacional pelo Direito a Educação, 2002 e Campos, 2002). 
A partir da divulgação desses resultados, o projeto desta pesquisa começou a ser discutido no âmbito dos dois movimentos, constituindo-se uma equipe de pesquisadores com experiência no tema, de diversas instituições: as Universidades Federais do Ceara, Minas Gerais, Lavras e Rio Grande do Sul, o Centro de Cultura Luiz Freire, de Pernambuco e a Fundação Carlos Chagas, de São Paulo. A Ação Educativa, que sedia a coordenação da Campanha Nacional pelo Direito a Educação, forneceu o suporte para a estruturação da equipe e administrou (I financiamento obtido para a realização da Consulta. A Fundação Carlos Chagas forneceu o apoio para a assessoria estatística, para o processamento de dados e para a preparação deste relatório. Com apoio da Save the Children Reino Unido, uma das organizações que havia contribuído para a Consulta anterior, o projeto de pesquisa começou a ser desenvolvido,utilizando um processo participativo, através de uma comunicação intensa com as equipes envolvidas e, posteriormente, em uma reunião de planejamento realizada na Ação Educativa, em São Paulo, no início de 2004. Nesta primeira reunião de trabalho foram definidos os objetivos da Consulta, baseados em fundamentação teórica discutida pela equipe, os critérios para a escolha das amostras nos quatro estados, e elaboradas as versões iniciais dos instrumentos da pesquisa.

O planejamento e a revisão dos instrumentos continuou por meio de comunicação por telefone e  Internef.  As  equipes  estaduais  se  organizaram,  recrutando seus pesquisadores e o trabalho de campo foi desenvolvido nos meses de junho e julho de 
2004, nos  quatro  estados. Ao  longo do  segundo  semestre  de  2004  foi  realizado  o trabalho  de  organização  dos dados  e  preenchimento  das planilhas  elaboradas pela equipe da Fundação Carlos Chagas. 
N o  início de 2005, foi realizada a segunda reunião de trabalho na Ação Educativa, com a discussão dos relatórios locais elaborados pelas equipes estaduais e dos primeiros resultados gerais processados na Fundação Carlos Chagas.  Durante o  ano de 2005,  o trabalho de processamento e análise dos  dados prosseguiu,  com intensa comunicação entre as equipes estaduais,  a equipe da Fundação Carlos Chagas e a coordenação da pesquisa. 
O presente relatório resulta desse processo de trabalho coletio, com sua redação final sob a responsabilidade de Maria Malta Campos, com a contribuição de Silvia Helena Vieira  Cruz  na  análise  dos dados  e  redação do  item  8,  "Falam  as  crianças",  e a colaboração de Lívia Maria Fraga Vieira. A assessoria estatística, a supervisão de parte do trabalho de digitação e o processamento de todos os dados esteve a cargo de Minam Binocchi, do Departamento de Pesquisas Educacionais da Fundação Carlos Chagas. 

Documento completo:

FONTE!

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  A luta está em torná-lo  real no holerite dos profissionais