quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Recarregando as baterias

E depois de  tudo, quando o silêncio já  toma  conta da casa  e apenas se  ouve a  calma da noite, eu organizo a sala, seguindo  a rotina diária de  colocar as  almofadas  no  lugar  e  esconder os  chinelos, para  que  a madrugada possa  chegar tranquila. E neste momento eu encontro no tapete da sala uma literatura infantil, que a tempo não ficava mais espalhada pela  casa. Sinal de visita, de uma menininha, minha doce Clara, inevitável não sorrir  ao lembrar dela. 
      Com dois  anos  recém completados, adora  "istoinhas" e  é  a primeira  coisa  que pede  quando chega  aqui, antes mesmo das  balas de  morango que   moram num baleiro abastecido especialmente para ela. Uma garotinha  que não fala corretamente  todas as palavras  e já  fica sentada no tapete folhando e observando cada detalhe, contando e recontando a mesma  história, ela  interpreta muitos  símbolos, entende de notas  musicais,tem medo de um lobo  fictício escondido atrás de uma árvore, uma faca "peligosa"que o rato utiliza para cortar  o morango...ela  lê o mundo, Eu fico encantada, maravilhada, feliz! 
      Maria Clara frequenta uma instituição de Educação Infantil a exatamente um ano  e meio, tem professoras  abençoadas, sabe noções de  dentro fora, em cima, em baixo, sabe  comer  sozinha, consegue  dividir  brinquedo  e  ainda que  egocêntrica como toda criança de  sua  faixa etária ela  convive  com os amigos, reparte, brinca, canta,  guarda  brinquedos. Tem uma família  que lhe adora  e muitos  valores certamente tem sido construídos lá, mas é inegável a ação abençoada  da ESCOLA e de uma professora consciente de  sua missão  em sua  vida. 
    Eu sei que ela crescerá gostando de livros,  de fantasia de  imaginação, ela certamente vai ser  cada vez mais criativa e  inteligente. 
    Eu precisei ligar o micro novamente, interromper a  arrumação da sala e registrar o quanto acredito na EDUCAÇÃO  INFANTIL, em profissionais  bem fundamentados, em projetos que se tornam práticas, em materiais  bem utilizados, em escolas  públicas de  qualidade!
Um livro  jogado no chão da sala hoje,  me recarrega  as  baterias!
 EU  SIGO  LUTANDO PELA  EDUCAÇÃO!     

P.s   Acreditem, ela Lê!

Palestra: O que o trânsito tem haver com as deficiências Físicas ?


Uma semana  ou  uma  vida inteira  para lutar contra o preconceito, romper paradigmas e conscientizar a sociedade sobre as capacidades e contribuições das pessoas com deficiência.
Estamos  comemorando  a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla  de 21 a 28 de agosto.
Que  estas  lutas  e  estas  comemorações  sirvam para alertar a população quanto à necessidade de políticas públicas e de organização social para promover a inclusão social combater o preconceito e a discriminação.






É  uma  grande  satisfação poder  colaborar!  Contem sempre  comigo!


Cinco regras de ouro de um líder de si mesmo



- Seja o primeiro a chegar.- Esteja sempre no horário combinado.- Atenda as pessoas de maneira igual; tome decisões pela maioria; não aceite polêmica;- Conclua no horário previsto.- Seja o último a sair. 

Assista o vídeo motivacional, um dos mais vistos no mundo inteiro, que reforça esta mensagem.

           



Professor SILVIO LUZARDO
Psicopedagogo e Professor de Oratória

Reunião de pais: como comunicar os familiares sobre o encontro

 | Direção - Sonia Abreu
Uma postura acolhedora e de escuta aos pais favorece a aproximação entre escola e família
Uma postura acolhedora e de escuta aos pais favorece a aproximação entre escola e família.
Promover uma reunião de pais requer de toda a equipe escolar a busca por alternativas para manter a relação entre escola e família sempre renovada, não é mesmo?
Esse encontro é feito para que a instituição informe aos pais sobre a aprendizagem de seus filhos. E não podemos nunca perder de vista que esse tempo é precioso – pois os familiares se programam para estar presentes – e é preciso aproveitá-lo ao máximo para discutir propostas pedagógicas e garantir que eles consigam entendê-las. Então, promover um encontro para falar mal das crianças não adianta de nada!
Hoje, vou contar para vocês como decidimos o horário das reuniões junto com os pais e a forma que comunicamos as pautas que serão discutidas no encontro. Num post futuro, compartilharei com vocês todo o processo de preparação da equipe escolar para organizar o evento, incluindo as orientações gerais e a pauta de formação de professores.
Decidindo o horário da reunião
Escolher o horário da reunião com os pais não é tarefa fácil, já que muitos pais trabalham ou não podem comparecer em determinados períodos por outros compromissos ou imprevistos.
Diante dessa situação na minha escola, descobrimos que uma maneira para garantir a presença de um bom número deles é pedir para que respondam uma enquete sobre as opções de horários mais adequados à maioria.
O que deve constar no comunicado sobre a reunião?
Feita a pesquisa, é hora de comunicar a todos os detalhes da reunião! Lembrem-se de que é muito importante informar a data e o horário com antecedência para que os pais se programem.
Durante o planejamento do evento, eu e a equipe escolar prevemos formas de comunicar a família sobre o encontro. E não, vocês não leram errado… são formas, no plural! Um simples bilhete informando o dia, o local e o horário demonstra uma comunicação distante e insuficiente.
Pensando e repensando essa prática, passamos a elaborar um comunicado detalhado (clique aquipara ver um exemplo) com os assuntos a serem abordados. Também deixamos claras informações como o horário de início e término da reunião e os momentos previstos para as falas dos familiares, dos gestores e dos professores.
E uma dica: aproveitem também os momentos de entrada e saída de aula para reforçar o convite aos pais! Tudo isso os ajuda a compreender que a reunião é indispensável!
E os pais que não puderam comparecer?
Mesmo fazendo uma pesquisa com os familiares sobre quais são os melhores horários para as reuniões, sempre existirão aqueles que acabam tendo algum imprevisto ou que trabalham no período escolhido pela maioria.
Para não deixar nenhum pai sem tomar conhecimento do que foi discutido, oferecemos outros horários para que venham à escola. Por exemplo, organizamos encontros no horário de “janela” do professor, nas aulas de Educação Física e na reserva de horários do HAC (Hora Atividade Coletiva) ou HTPC (horário de trabalho coletivo pedagógico) que acontecem nas segundas-feiras, das 18 às 21 horas. Em casos especiais, abrimos uma exceção em dia de aula, no momento final, para dar esse atendimento.
Embora ainda tenhamos que convocar alguns pais para acompanhar a vida escolar de seus filhos, todas as preocupações com o planejamento da reunião com a família têm trazido resultados significativos aqui na minha escola! Percebo que uma postura acolhedora e de escuta aos pais favorece a aproximação entre escola e família.
E vocês, diretores? Como fazem a comunicação com os pais para falar sobre a reunião? Compartilhem conosco!
Beijos, Sonia Abreu

domingo, 25 de agosto de 2013

O chic agora é ser simples!

Luiz Marins


Entro numa loja e vejo um cartaz dizendo “Seja chic. Seja simples”.
Perguntei ao comerciante de onde ele tinha tirado aquela ideia e ele me disse que depois que o Papa andou de carro simples, tomou chimarrão do povo e andou com o vidro aberto o tempo todo abraçando crianças e velhos, a simplicidade virou “chic”. Cafona agora é querer privilégios e fazer ostentação, me disse ele.
Fiquei pensando no que falou o dono daquela loja e conversei com muitas pessoas a respeito. Todas me disseram ter a mesma sensação. Ostentar, usar coisas caras, exigir privilégios, ter carrões, etc. virou coisa de “novo rico” e, portanto, fora de moda, fora do tempo. A moda agora é ser simples.
E ser simples não significa não querer coisas de boa qualidade, nem viver na penúria. Ser simples é dar valor às pequenas coisas e aos pequenos gestos que o mundo de hoje esqueceu.
É respeitar as pessoas pelo que elas são e não pelo possuem de bens materiais. É acabar com a arrogância, com a presunção. Ser simples é ser normal, sem afetação, sem se deixar dominar por desejos de aparecer, de ser aplaudido, de estar sempre nos holofotes.
Ser simples é reaprender a curtir a natureza em toda a sua exuberância. É reaprender a
olhar nos olhos das pessoas quando falar com elas; ser educado com pessoas simples, balconistas, garçons, motoristas de ônibus, etc. Ser simples é não perder a calma quando se é contrariado; falar baixo em lugares públicos; não falar mal dos outros. Enfim, ser simples é reaprender a ser gente.
E como seria bom se o mundo voltasse a ser povoado por gente normal e não por neuróticos cheios de vontade. Como seria bom se as pessoas voltassem a falar com licença, por favor, obrigado, me desculpe. Como seria bom se as pessoas reaprendessem a respeitar os mais velhos; ter mais afeto com as crianças. Como seria bom se as pessoas reaprendessem a amar o próximo e a lembrar que somos todos iguais.
Lembre-se: o “chic” agora é ser simples! 

Pense nisso. Sucesso!

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O DIAMANTE




Valorizar o professor: o que se quer dizer com isso?


Fernanda Campagnucci | Editora do Observatório da Educação da ONG Ação Educativa[1]
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Um olhar mais atento para as imagens do professor na mídia não deixa de captar uma flagrante contradição: de um lado, os docentes são retratados como heróis, sofredores, vocacionados, vítimas, salvadores – histórias de professoras que conseguem inovar suas práticas e fazer seus alunos aprenderem, apesar de todas as dificuldades que enfrentam na estrutura escolar e em sua própria vida; por outro lado, e com maior frequência, a mesma mídia denuncia como são preguiçosos os docentes, negligentes, mal formados, desmotivados e acomodados – faltam ao trabalho, não querem ser avaliados, têm privilégios demais no serviço público.
No entanto, embora pareçam estar em diferentes extremos, essas duas imagens carregam um traço em comum: negam ao professor sua condição de profissional, que deve ser tratado e valorizado como tal. E, curiosamente, não são poucos os clamores na mídia pela urgente “valorização do professor” como solução para os gargalos educacionais – pelo contrário, este parece ser um consenso[2]. O problema é que essa expressão surge esvaziada de sentido e não traz ao debate elementos para discutir o que, de fato, significa valorizá-lo: trata-se, atualmente, de um discurso vazio.
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Em nome da “urgente valorização dos professores”, articulistas e editorialistas acabam por reforçar velhas tendências observadas na imprensa, tais como a culpabilização dos profissionais da educação sobre o mau desempenho dos sistemas educacionais em avaliações externas e um certo clamor por abnegação e sacrifícios. Este trecho de editorial publicado após o anúncio de reformulação do currículo do ensino médio pelo Ministério da Educação – anúncio, por sua vez, motivado pelo baixo desempenho dessa etapa de ensino no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) – é bastante ilustrativo desse comportamento: “de nada adianta formular parâmetros curriculares maravilhosos se não tivermos profissionais preparados para ministrá-lo […] Um bom educador passa por cima de currículos ruins, supera a falta de infraestrutura, enfrenta a indisciplina e abre oportunidades de vida melhor para seus discípulos. Por isso precisa ser reconhecido e valorizado, mas também acompanhado e cobrado”[3].
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A forma mais comum que assume a retórica da valorização docente na mídia, hoje, tem a ver com a desvalorização econômica da profissão: as falas clamam principalmente por ganhos salariais e competitividade da carreira, que deve ser capaz de “atrair os melhores”. Mas, mesmo quando reconhece esta importante dimensão da carreira docente (uma remuneração justa), o discurso pela valorização não vem dissociado de uma contrapartida dos professores, seja pelo “compromisso com o aprendizado” ou pela adoção de mecanismos mais efetivos de avaliação e monitoramento de seu trabalho. Felizmente, podemos ver aí um avanço: o discurso de que o aumento do salário dos professores, por si, não gera melhoria na qualidade da educação parece ter perdido espaço no debate.
A retórica da valorização não só está distante da realidade da carreira, mas também se descola das políticas e ações que poderiam promovê-la. Como lembra Bernadete Gatti, “as ênfases valorativas da profissão de professor […] variam muito conforme a região do país, porém os discursos genéricos existentes sobre o valor do professor não redundaram em todos os estados e em todos os municípios em estatutos de carreira, e em salários, que reflitam a importância retórica a esse profissional atribuída” [4]. As expectativas são altas, mas não se traduzem em ações concretas.
Ao alçar os professores à condição de heróis, as diferentes vozes do debate público – gestores, pesquisadores, pais e mães, estudantes e, cada vez mais, empresários – atribuem-lhe funções que extrapolam sua profissão. Ao culpá-lo pelos maus resultados dos sistemas de ensino, estas mesmas vozes deixam de cobrar do Estado sua responsabilidade em garantir-lhes condições de trabalho adequadas, formação inicial e continuada de qualidade, acesso a bens culturais, participação na formulação das políticas, planos de carreira estruturados, cumprimento da Lei do Piso Salarial. Nessa polifonia de vozes, falta o discurso dos próprios professores, silenciados e silenciosos diante do quadro de desvalorização.
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Para superar essa contradição e escapar do jogo de vítimas e culpados, a sociedade precisa começar por qualificar o que entende por valorização dos professores e exigir que esta seja mais do que um exercício retórico. A Semana de Ação Mundial de 2013 promovida pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação chama a atenção para essa necessidade e propõe como mote da discussão o lema “Nem herói, nem culpado: professor tem de ser valorizado”. Em atividades por todo o país, a comunidade escolar e todos aqueles que lutam por uma educação de qualidade terão uma excelente oportunidade para encher de sentido esta palavra.

[1] Artigo produzido a partir da pesquisa de mestrado em andamento “O silêncio dos professores – análise de uma trama social que afasta os docentes do debate público sobre educação” (título provisório), desenvolvida pela autora na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE-USP).
[2] Foram selecionados para esta análise 40 artigos de opinião e editoriais que usaram a expressão “valorização” dos professores, no universo de 32 jornais no território nacional no período de um ano (2012).
[3] Editorial “Além da Reforma Curricular”, publicado no Diário Catarinense em 19/08/2012.
[4] GATTI, B.A.; BARRETO, E. S. Professores do Brasil: impasses e desafios. Brasília, DF: UNESCO, 2009.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Aloizio Mercadante homologa o parecer nº 18/2012 do CNE/CEB


Após o ato público realizado pela CNTE em frente ao Ministério da Educação, em 11 de julho, quando o ministro da pasta, Aloizio Mercadante, se comprometeu a homologar o parecer 18/2012 do CNE/CEB, que trata da jornada prevista na Lei Nacional do Piso do Magistério, o ministro cumpriu a promessa e homologou nesta quarta-feira, 31 de julho, o parecer.
O texto afirma que:
"O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, nos termos do art. 2º da Lei nº 9.131, de 24 de novembro de 1995, HOMOLOGA o Parecer nº 18/2012, da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, que, reexaminando o Parecer CNE/CEB no9/2012, dispôs sobre os parâmetros a serem seguidos na implementação da jornada de trabalho dos profissionais do magistério público da educação básica, de que trata a Lei no11.738, de 2008."
Confira o documento completo em PDF.
"A homologação desse parecer é fundamental para o bem da educação pública brasileira, não apenas para melhorar a qualidade de vida dos professores. Isto é uma causa do povo brasileiro", afirma Roberto Leão, presidente da CNTE.
Neste link você tem acesso ao conteúdo do parecer 18/12.

Projetos

Paulo Freire

domingo, 4 de agosto de 2013

QUANDO AS ESCOLAS RETORNAM DAS FÉRIAS



Texto de Aluísio Cavalcante Jr.


Quando as escolas retornam de férias,

Ocorre o encontro da alegria com a esperança.

Neste encontro todos ensinam.

Neste encontro todos aprendem.

Assim o que era saudade se faz afeto,

E o dia se tinge com as mais belas cores

Que o olhar da vida pode contemplar.

Ler!