terça-feira, 30 de julho de 2013

Ranking no Brasil dos municípios da AMAVI

Agrolândia
1154
Agronômica
743
Atalanta
940
Aurora
940*
Braço do Trombudo
128
Chapadão do Lageado
1776
Dona Emma
719
Ibirama
850
Imbuia
1514
Ituporanga
583
José Boiteux
2078
Laurentino
562
Leoberto leal
2282
Lontras
1776
Mirim Doce
1665
Petrolândia
1427
Pouso Redondo
1301
Presidente Getúlio
383
Presidente Nereu
850
Rio do Campo
1052
Rio do Oeste
467
Rio do Sul
36
Salete
667
Santa Terezinha
2691
Taió
350
Trombudo central
178
Vidal Ramos
1904
Vitor  Meireles
2598
Witmarsum
1595

Consulte  o perfil de  cada Município, muitas informações  e gráficos interessantes



O que é o IDH



Índice de Desenvolvimento Humano

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mede o progresso de uma nação a partir de três dimensões: renda, saúde e educação.Foto: Kenia Ribeiro/CNM/PNUD Brasil.

O objetivo da criação do Índice de Desenvolvimento Humano foi o de oferecer um contraponto a outro indicador muito utilizado, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que considera apenas a dimensão econômica do desenvolvimento. Criado por Mahbub ul Haq com a colaboração do economista indiano Amartya Sen, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 1998, o IDH pretende ser uma medida geral, sintética, do desenvolvimento humano. Apesar de ampliar a perspectiva sobre o desenvolvimento humano, o IDH não abrange todos os aspectos de desenvolvimento e não é uma representação da "felicidade" das pessoas, nem indica "o melhor lugar no mundo para se viver". Democracia, participação, equidade, sustentabilidade são outros dos muitos aspectos do desenvolvimento humano que não são contemplados no IDH. O IDH tem o grande mérito de sintetizar a compreensão do tema e ampliar e fomentar o debate.


Desde 2010, quando o Relatório de Desenvolvimento Humano completou 20 anos, novas metodologias foram incorporadas para o cálculo do IDH. Atualmente, os três pilares que constituem o IDH (saúde, educação e renda) são mensurados da seguinte forma:
Uma vida longa e saudável (saúde) é medida pela expectativa de vida;
O acesso ao conhecimento (educação) é medido por: i) média de anos de educação de adultos, que é o número médio de anos de educação recebidos durante a vida por pessoas a partir de 25 anos; e ii) a expectativa de anos de escolaridade para crianças na idade de iniciar a vida escolar, que é o número total de anos de escolaridade que um criança na idade de iniciar a vida escolar pode esperar receber se os padrões prevalecentes de taxas de matrículas específicas por idade permanecerem os mesmos durante a vida da criança;
E o padrão de vida (renda) é medido pela Renda Nacional Bruta (RNB) per capita expressa em poder de paridade de compra (PPP) constante, em dólar, tendo 2005 como ano de referência.

Publicado pela primeira vez em 1990, o índice é calculado anualmente. Desde 2010, sua série histórica é recalculada devido ao movimento de entrada e saída de países e às adaptações metodológicas, o que possibilita uma análise de tendências. Aos poucos, o IDH tornou-se referência mundial. É um índice-chave dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas e, no Brasil, tem sido utilizado pelo governo federal e por administrações regionais através do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M).

O IDH-M é um ajuste metodológico ao IDH Global, e foi publicado em 1998 (a partir dos dados do Censo de 1970, 1980, 1991) e em 2003 (a partir dos dados do Censo de 2000). O indicador pode ser consultado nas respectivas edições do Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil, que compreende um banco de dados eletrônico com informações socioeconômicas sobre todos os municípios e estados do país e Distrito Federal. Uma nova versão do Atlas, com dados do Censo 2010, está sendo produzida pelo PNUD e deve ser lançada no início de 2013.




A IMPORTANCIA DA ÉTICA NA EDUCAÇÃO


Janete Albano Pazetto[1]
RESUMO 
Este artigo tem por objetivo, discorrer sobre a importância da ética na educação. Abordaremos sobre a ética e a moral, pois ambas não podem ser tratadas separadamente uma vez que as duas indicam um significado comum remetido à ideia de costumes e com significações diferenciadas. A partir da perspectiva de que o ser humano vive, age e convive em sociedade, ele interage, é integrado e influenciado pelo grupo de convívio, pela sua cultura e por suas concepções. Baseado nesses pressupostos, não dá para separar os aspectos éticos da vida do sujeito, da sua vida social ou sua vida profissional. Assim procuramos fazer uma conversa entre ambos dimensionando para a vida social, educacional e profissional. Procuramos ainda relacionar ética num todo, com outros pressupostos baseados na justiça, no respeito, na solidariedade e no dialogo para a manutenção desse relacionamento social, focando a importância da ética na práxis pedagógica educacional e dentro do grupo social.

Palavras-chave: ética, educação, práxis, e reflexão.
INTRODUÇÃO

Vivemos atualmente momentos novos, com novos ares. Mudanças não ocorrem de forma tão linear e principalmente quando escrevemos sobre elas. As contribuições provenientes de pesquisas vêm permitindo a construção de novas abordagens para o conjunto de problemas educacionais evidentes na atualidade, e talvez, um dos parâmetros a ser considerado, seria a valorização da ética.
Nossa intenção é tecer reflexões com a esperança de que sejam consideradas, no entorno da importância da ética e da moral desafiando reflexões de forma simples compreensível e fácil leitura. Alinhavaremos contribuições bibliográficas baseados em definições e conceito de ética, e o que ela contribui para a educação, educadores e educandos. Faremos um paralelo para que cada vez mais transcenda e passe a emergir provocações amplas de debates e que tragam como resultados um compromisso ético cada vez maior por parte de todos no entorno educacional. A ética está mais do que nunca presente nos debates a respeito do comportamento humano, e o seu estudo é necessário e decorrente da necessidade de nos orientarmos de acordo com a nova realidade na vida social.
Porém, num primeiro momento, abordaremos sobre a ética e a moral, pois ambas não podem ser tratadas separadamente uma vez que as duas indicam um significado comum remetido à ideia de costumes e com significações diferenciadas.
Vamos delinear nosso assunto de maneira a focar a ética e a moral num primeiro momento fazendo a distinção sobre elas. Dessa maneira, as palavras que as designam tem a mesma etimologia, mas significações diferentes. De fato, a moral pode ser definida como um conjunto de princípios, crenças, regras que detém uma direção enquanto que ética diz respeito às reflexões sobre a conduta humana. Dizemos então, que esse é um conjunto de normas morais por onde cada sujeito deve orientar-se no grupo social que convive e é de fundamental importância também a todas as profissões para que possam viver relativamente bem em sociedade.
EDUCAÇÃO E A IMPORTANCIA DA ETICIDADE

A ética está presente em discussões a respeito do comportamento humano e o seu estudo é sempre necessário diante da necessidade das pessoas orientarem seu comportamento de acordo com a nova realidade na vida social. Assim, a ética é um daqueles temas que, passou a figurar como um dos grandes eixos de preocupação e discussão entre as pessoas, de reflexões sobre o bem e o mal, a justiça e a injustiça, o que é certo e errado, enquanto que a moral refere-se às nossas ações e condutas no mundo. Segundo Vázquez,
“A ética é a teoria ou ciência do comportamento moral dos homens em sociedade, ou seja, é ciência de uma forma específica de comportamento humano. (...) enquanto conhecimento científico, a ética deve aspirar a racionalidade e objetividade mais completas e, ao mesmo tempo, deve proporcionar conhecimentos sistemáticos, metódicos e, no limite do possível, comprováveis” (Vasquez, 2003, p. 23).

Logo, ao concordarmos com o autor, podemos enfatizar que a ética deve visar o bem comum, no seu mais amplo sentido, deve conciliar os interesses individuais com os interesses sociais. Ética tem o intento de privilegiar o bem comum e estabelecer princípios gerais.  Entendemos então, que nenhuma sociedade poderia sobreviver e progredir sem um conjunto de princípios e normas que defina o tipo de comportamento socialmente aceito como ético.
Com o crescimento descomedido do mundo globalizado, por vezes deixamos nos levar pela pressão exercida em busca de produção, de cumprimento de obrigações, porque o mercado de trabalho está cada vez mais exigente, mais competitivo, e na maioria das vezes, não nos dando tempo para refletir sobre nossas atitudes.  Infelizmente nossos atos podem influenciar na vida dos outros e essa nossa liberdade de ações mal pensada acarretam em responsabilidades. De forma ampla a ética é definida então, como a explicitação teórica de fundamentos do agir humano, na busca do bem comum e da realização individual. O trabalho com a ética é um trabalho global tanto na sua prática cotidiana quanto na parte de reflexão e na parte intelectual, ou seja , é aquele que reflete, é aquele que faz pensar é aquele que faz agir eticamente. Essa ideia nos remete as questões sobre ética na educação e a prática docente que está diretamente ligada ao educador que valoriza os saberes dos alunos refletindo sempre a sua práxis, mas que convive com as dificuldades no relacionamento diário, com os discentes e com o corpo docente. Dessa forma entramos no campo da educação e estamos inclinados a dizer que:
“Aprender a ser cidadão é, entre outras coisas, aprender a agir com respeito, solidariedade, responsabilidade, justiça, não violência; aprender a usar o diálogo nas mais diferentes situações e comprometer-se com o que acontece na vida coletiva da comunidade e do país. Esses valores e essas atitudes precisam ser aprendidos e desenvolvidos pelos alunos e, portanto, podem e devem ser ensinados na escola”. (BRASIL, MEC, p. 13)
Raras são às vezes em que a discussão ética é presenciada de modo explícito no campo pedagógico. Os valores, as normas e regras são sinalizados pelos educadores através dos livros didáticos, pela forma de avaliação, pelos comportamentos dos alunos ficando ocultas no âmbito educacional num todo. Esse conjunto de questões merece receber tratamento explícito, e que sejam assuntos de reflexão da escola como um todo, e não apenas de cada professor. Sinalizamos então a proposta de uma organização curricular com a presença da Ética. Segundo os PCNs (2001) trazer a ética para o espaço escolar significa enfrentar o desafio de inserir, no segmento de ensino e aprendizagem que é realizada em cada uma das áreas do conhecimento, uma contínua atitude crítica. É onde o reconhecimento dos limites e das possibilidades dos sujeitos configura-se em propostas de uma educação moral que proporcione aos educandos condições para o desenvolvimento de sua autonomia, dando-lhes capacidade de posicionar-se diante da realidade, fazendo escolhas, estabelecendo critérios e participando da gestão das ações coletivas realizadas. Segundo MORETTO, (2001)
“A ação do educador deve pautar-se na ética profissional vista como o compromisso de o homem respeitar os seus semelhantes, no trato da profissão que exerce. Este é o foco da ética profissional: o respeito. O corolário deste valor é um conjunto de valores, como a competência do profissional, a constante atualização no domínio dos conteúdos, a honestidade de propósitos na educação, a avaliação eficiente e eficaz dos alunos. Assim, podemos afirmar que educar é, por essência, uma atividade ética, tendo em vista as consequências para a vida dos educandos”.
A luz dessa afirmação, podemos dizer que ensinar, exige ética e nesse campo da eticidade constatamos que ter ética é um compromisso social e político, é um conjunto de relações, é o respeito às normas e regras em geral.
Infelizmente constamos ainda que há uma grande distancia entre os conhecimentos gerados de pesquisas e a prática da eticidade no dia a dia, no âmbito educacional ou no âmbito profissional dos diversos setores da sociedade. Entendemos que a ética profissional é de fundamental importância em todas as profissões e para todo ser humano, para que possamos viver relativamente bem em sociedade. Os Parâmetros Curriculares mais uma vez contemplam que a ética é considerada um dos temas bastante discutido pelo pensamento filosófico da atualidade e nos diz que:
“A reflexão ética traz á luz a discussão sobre a liberdade de escolha. A ética interroga sobre a legitimidade de práticas e valores consagrados pela tradição e pelo costume. Abrange tanto a crítica das relações entre os grupos, dos grupos nas instituições e perante elas, quanto a dimensão das ações pessoais”.(PCNs. p. 29-30. 2001).
Logo, podemos ariscar dizer que a ética é um tema bastante complicado, e podemos enfatizar que a ausência de ética tem sido constante principalmente no núcleo da família, da escola e da comunidade, base da sociedade, e necessita atentar um olhar mais humano, pois a ética é uma forma racional de procurar viver de forma humana com outros humanos e em harmonia. Finalizamos com inclinação ao que nos fala Kramer, “(...) precisamos pôr na ética nossas mãos e nosso coração. Não uma ética supostamente tecida na solidão de um sujeito individual (...)“
(Kramer, 1993, p. 170)
Não podemos perder a oportunidade de formar a mente e o coração dos nossos educandos. E se o trabalho tiver de ser realizado através de uma disciplina específica, que seja bem-feito e que haja contextualização com o momento presente. Sem duvida o momento em que vivemos é de transição, de rupturas e de buscas, e no bojo dessa procura, é natural que haja conflitos, ansiedades e equívocos.


CONCLUSÃO

Ao transitar com harmonia entre os autores que fazem reflexões sobre ética podemos sinalizar que a mesma é um tema importante a ser  abordado  na educação,  ela está presente também em todas as profissões, pois cada trabalho tem suas normas de conduta a ser cumprida. Nada mais justo que desde a tenra idade ela seja trabalhada de maneira pensada onde os valores morais são pensados, refletidos e não meramente impostos, mas sim onde os educandos desenvolvam a arte do diálogo. A educação para a vida exige dos educadores uma postura de ação com responsabilidade, ou seja, habilidades de oferecer respostas mais adequadas às demandas, à medida que essas se apresentam.
O conhecimento atual aponta para atitudes mais criativas, para a busca de soluções inéditas, para a liderança ética e para o resgate dos valores. O estudo da ética vai complementar o trabalho formativo que realizamos no dia-a-dia e isso pode ser efetivado através de atividades práticas que possibilitem real vivência dos valores esquecidos por muitos.
Precisamos dialogar e discutir conceitos, reformular ou construir outros a partir da vivencia de cada sujeito e eliminar o cenário em que vemos educadores perdendo o sentido da solidariedade, e estão dedicados exclusivamente ao seu próprio interesse; e assim perdem as muitas habilidades polivalentes que possuem. O educador é o profissional que lida com o que existe de mais delicado e mais caro na natureza, seu educando.
Temos certeza que as questões levantadas não se esgotam aqui, nem nós  temos a pretensão de que concluímos com precisão a temática. Levantamos apenas alguns pontos relevantes e esperamos que as reflexões expostas sirvam como tentativa de apontar outros caminhos e, quem sabe, despertar o interesse de outros por esse assunto tão importante com outras novas propostas que surgirão trazendo contribuições para a relação entre a ética, o educador e educandos bem como a práxis pedagógica.


REFERÊNCIAS

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Temas Transversais. Brasília: MEC/SEF, 2001.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais. Apresentação dos temas transversais. Brasília, 2001.
BRASIL, Ministério da Educação - Secretaria de Educação Fundamental. Ética e Cidadania no convívio escolar. Brasília: 2001,
KRAMER, Sonia. Por Entre as PedrasArma e Sonho. São Paulo: Ática, 1993.
MORETO, Vasco Pedro. 2ª Jornada Catarinense de Tecnologia Educacional, promovida pelo Senac no ano de 2000, em Florianópolis/SC http://www.pedagogia.com.br/artigos/posturadoprofessor/index.php?pagina=3 Acesso em: 26/06/2013.
VAZQUEZ, Adolfo Sanches. ÉticaRio de Janeiro: Civilização Brasileira, 24ª edição, 2003.

[1]Mestranda em Ciências da Educação na UPG – Filial Ciudad Del Este.


Leia mais em: http://www.webartigos.com/artigos/a-importancia-da-etica-na-educacao/111117/#ixzz2aZZj2s5B

terça-feira, 16 de julho de 2013

Humildade



Uma pessoa humilde de verdade tem ciência de que seu saber é limitado e que a arrogância e altivez intelectual corresponde a um grave engano.

Quem é intelectualmente arrogante se acha portador de um saber inquestionável: ao ser contestado, não ouve o interlocutor com real respeito.

As pessoas que acham que sabem muito se afastam da "porosidade" psíquica: seus diálogos visam apenas fazer prevalecer seus pontos de vista.

A pessoa arrogante não se interessa pelo que o outro diz: ao ouvi-la, só está se municiando de argumentos para desqualificar seu raciocínio.

A humildade corresponde a um estado de alma em que predomina o respeito pelas outras pessoas: pelo modo como vivem, pensam e se comportam.

Uma boa definição de pessoa humilde consiste na real disposição de ouvir e de aprender sempre, inclusive com aqueles que sabem menos que ela.


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Da coragem de lutar


“O medo tem alguma utilidade, a covardia, não”.
(Mahatma Gandhi)

Crianças, adolescentes e jovens percebem com muita facilidade quando um professor ou uma professora lhes aponta caminhos para construir sabedoria, viver o amor e lutar pela dignidade. Percebem, também, quando os educadores os encorajam para engajar-se socialmente pela garantia dos direitos humanos. A ocupação pacífica das ruas feita por educadores pode ensinar-lhes muito mais do que através de discursos e teorias sobre como viver em sociedade e como sobreviver de forma organizada, em defesa de interesses da coletividade.
Oferecemos, todos os dias, nas nossas salas de aula, o melhor do que somos e o melhor do que temos por amor às nossas crianças, adolescentes e jovens. Oferecemos a eles luzes de esperança, forjadas na cotidiana luta de nossa superação pessoal e profissional. Se os adolescentes sonham em transformar o mundo, apontamos caminhos de saudável rebeldia, capaz de arrebatar causas, sonhos e desejos que move a cada um e cada uma e a uma coletividade. Se jovens e adultos acreditam no poder do conhecimento, os estimulamos a fazerem suas buscas na vida pessoal e profissional, através de seus estudos. Quando, por vezes, cansados, animamo-nos ao perceber que nossos educandos tem uma vida e uma caminhada sempre muito difíceis, geralmente mais difíceis do que as nossas caminhadas.
Apoderar-se de sensibilidades afetivas, sociais e políticas constitui um grande legado para aqueles que escolheram ser professor ou professora. Por obra de uma paixão ensinante, fazemo-nos compreensivos com os outros, e sofredores com eles, crentes que cada ser humano possui as mais ricas e únicas possibilidades de superar-se, individual e coletivamente. Como na educação, também na política, só deveriam atuar aqueles que, acima de vaidades e interesses, são capazes de somar na crença que todo ser humano é sempre capaz de superar-se em todos os seus contextos, singularidades e peculiaridades. Para isto mesmo é que serve a política e a educação: propiciar instrumentos às pessoas para sua liberdade e sua emancipação.
Daqueles que assumem posições de poder, espera-se que sejam abertos ao diálogo, mesmo que na dureza das críticas dos outros. Que se interessem pela coletividade, sem desfazer-se de suas motivações e convicções políticas. Que saibam avançar nas proposições, mas também recuar quando se faz necessário. Que desenvolvam habilidades capazes de justificar as intenções que desejam ver concretizadas na coletividade.
“Quem luta, também educa”. Quem ama, também educa. Quem não anula e menospreza a sua consciência, ganha mais vida na dignidade, justamente por assumir-se como é. Para nós, educadores e educadoras, a educação não é um fim, mas sempre um meio para estimular as condições subjetivas, materiais e sociais para que toda pessoa possa sonhar e conquistar a sua felicidade. Para que a felicidade aconteça, é claro, sempre é preciso muita coragem para viver e lutar.

Nei Alberto Pies, professor e ativista de direitos humano