sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Feliz Natal

O presépio

de Rubem Alves- O presépio


O presépio nos faz querer ‘voltar para lá, para esse lugar onde as coisas são sempre assim, banhadas por uma luz antiquíssima e ao mesmo tempo acabada de nascer. Nós também somos de lá. Estamos encantados. Adivinhamos que somos de um outro mundo.’ Dentro de nós existe um presépio. Na manjedoura, dorme uma criança. O nome dessa criança é o nosso nome. Dorme em nós o Menino-Deus. (Correio Popular, Caderno C, 24/12/2000.)
Rubem Alves

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

PRFESSOR(A), PROTAGONISTA DE MUDANÇAS

PRFESSOR(A), PROTAGONISTA DE
MUDANÇAS
Celso Vasconcellos

É Importante o professor
se colocar na condição de sujeito e
não de objeto. Constantemente o
professor é objeto de decisões que
vem de cima, e ela apenas executa
sem apresentar nada e diferente
ou autêntico para melhorar a sua
prática de trabalho defasada
socialmente. Outro aspecto é a
questão da ética, A falta de ética entre os professores compromete
o processo de mudança, você percebe uma falha do colega, e ao
invés de comentar com e!e, passa a comentar com os outros. Isto
desgasta muito as relações no interior da escola.
É necessária uma mudança na própria instituição: o
professor tem que estar comprometido com os alunos, com a
instituição no qual ele esta inserido e com a sua própria pratica
pedagógica, na condição de sujeito, comprometido com a alteração
da lógica social, porque o grande problema da é que esta lógica
social dá respaldo para a lógica seletiva no interior da escola. O
professor faz aquela prova sistemática, cheio de boas intenções,
querendo preparar o pessoal para o vestibular. E, de fato, à
primeira vista, sem fazer uma análise crítica, é isso que vale. Se é
isto que vale, e a avaliação dizes o que vale, então a avaliação
escolar tem que dizer o que vale para a vida, que é ser competitivo,
ser melhor do que o outro, etc. É um desafio enorme. Muitos
professores resistem em mexer na própria lógica social.
Uma idéia importante é a de processo. O professor não
deve exigir demais de si, num primeiro momento, para não ficar se
sentindo tão errado e culpado. Perceber que este professor novo
que nós queremos construir não está pronto. Ele vai se construir
no processo.
Quando o professor quer mudar, tem que se fortalecer. A
pesquisa aí vale tanto do ponto de vista acadêmico, dos estudos,
como a pesquisa da própria prática dele. Outra dimensão é a do
trabalho coletivo. Das reuniões pedagógicas semanais. Pelo menos
uma vez por mês nas escolas, naturalmente remuneradas e
discernidas pelos professores e fazendo parte do planejamento do
professor. É uma formação continua. Às vezes não adianta muito o
professor fazer um curso, participar de um seminário, de um
congresso. Depois ele volta para a escola, e não tem condições de
dialogar com seus colegas a respeito disso ficando essa rica
aprendizagem sem condições de se efetivar. E ainda é importante a
auto-avaliação: de estar percebendo as contradições dele. A
contradição entre aquilo que ele pensa e aquilo que ele faz. Esse è
um processo de reformulação do professor que se faz necessário
para todo o aprimoramento do processo educacional e do processo
de elevação cultural de toda uma sociedade.
PRFESSOR(A), PROTAGONISTA DE MUDANÇAS
Celso Vasconcellos