quarta-feira, 29 de junho de 2011

Trombudo Central possui cadeira no FREAVI (Fórum Regional de Educação Infantil do Alto Vale do Itajaí)e também uma nova realidade na Educação Infantil.



O FREIAVI Entidade suprapartidária, sem personalidade jurídica, formada por organizações governamentais e não governamentais, com atuação na Educação Infantil Tem como principal finalidade discutir, organizar, mobilizar, propor e divulgar as políticas para a Educação infantil, visando garantir o direito ao atendimento de qualidade para a criança de 0 à 5 anos. Foi através do suporte pedagógico e técnico  do FREIAVI, muito trabalho e intencionalidade do grupo gestor da S.M.E, aliado ao apoio e confiança do poder executivo, e principalmente do encantamento do grupo de profissionais  desta modalidade.
 A Educação Infantil no Município de Trombudo Central conquistou aspectos importantíssimos que visam a melhoria da qualidade dessa etapa tão importante da vida do ser humano. Dentre as significativas podemos citar:
·         Estudos dos INDICADORES  DE QUALIDADE PRA A EDUCAÇÂO INFANTIL – documento referencia do Ministério da Educação – MEC, implantação em caráter emergencial do Programa Pedagógico Para a Educação Infantil,
·          Construção da Proposta Pedagógica da Rede Municipal, Elaboração pelas professoras, de currículo por área de conhecimento para cada faixa etária (0 a 5 anos)
·         Período de hora atividade para elaboração de planejamento pedagógico que passou a ser assessorado e exigido com intencionalidade.
·          Avaliação descritiva da criança através de documento formal e formação continuada em cronograma pré estabelecido com objetivo de romper teoricamente uma visão reducionista de apenas cuidar, mas registrando a grandiosidade desta etapa da vida da criança onde o processo educacional deve acontecer de forma planejada, reflexiva e intencional.
·         Formação continuada com cronograma pré estabelecido e fundamentada nas áreas de  conhecimentos preconizadas  pelos Referenciais Curriculares da educação Infantil.
·         Avaliação funcional, que respeita  o Plano de Carreira do Magistério Público e  permite aos profissionais que atingirem a pontuação estabelecida nas dimensões aprovadas pelo Conselho de Educação , permitindo a primeira progressão  funcional  na carreira. É uma forma de valorização a todos  que tem se empenhado na missão de fazer Educação Infantil de Qualidade.
Programação para o ano de 2011
10 anos de caminhada.

DATA
HORA
LOCAL
AÇÕES

EXECUTORES /
PARTICIPANTES
27 de Junho

19 horas
 SME de Rio do Sul


Pólos 1
Eliane e Solange
Mine Conferência

Tema: Planejamento e Avaliação
Agronômica, Aurora, Laurentino, Lontras, Presidente Nereu, Rio do Oeste e Rio do Sul.
13 de julho
14 horas

Imbuia – CEI Pequeno Polegar

Pólos 2

Cleusa e Solange
Mine Conferência
 Tema: Currículo
Atalanta, Chapadão do Lageado, Imbuia, Ituporanga, Petrolândia,
Vidal Ramos,
30 de agosto
As 19
Câmara de Vereadores de Trombudo Central
Pólo 3
Tema : Diversidade
Cátia/Glaucia/ Tânia
Agrolândia, Braço do Trombudo  Pouso Redondo e Trombudo Central.
combinar

Tema: Articulação PNE x  PME

Pólos 4
  Mine Conferência

Tema: Articulação PNE x  PME

Mirim Doce, Rio do Campo, Salete,   Santa Terezinha  e Taió.
A combinar

Pólos 5
 Mine Conferência

Tema: Obrigatoriedade da criança de 4 e 5 anos na Educação Infantil.

Dona Emma, Ibirama, José Boiteux,
Presidente Getúlio, Vitor Meireles e Witmarsum
De 01 a 12 de Setembro de 2011 (cada município escolherá  o melhor dia)Praça de cada Município do Alto Vale – FREIAVI 10 ANOS
Vivendo e Revivendo e a Infância: apresentações artísticas e culturais na praça, pintura de rosto, brincadeiras, jogos,  painéis, palhaços, varal pedagógico – onde cada um  desenhará o que é ser criança.
Cada Município do Alto Vale – Grupo Gestor do FREIAVI, AMAVI  e SME...
12 de setembro
Dia que o FREIAVI completa 10 anos
PUNF
- Abertura com entrada solene de bandeira e representação de cada município;
2-  Pronunciamentos;
3- Mesa Redonda FREIAVI - com resultado das Mini Conferências Temáticas dos Municípios Pólos e  Grupo Gestor;
4- Lançamento do Livro – FREIAVI 10 ANOS e a Educação Infantil  do Alto Vale;
5-Programas de Rádio e TV;
6- Divulgação nos Jornais (matéria).
Grupo Gestor / AMAVI;

- Representante de cada 
  Secretaria Municipal de
  Educação;

-Entidades ligadas a 
  Infância
            
13 de setembro
de 2011
Mat.  e   Vesp
PUNF
Encontro estadual do FCEI – Fórum Catarinense de Educação Infantil – Programação a  combinar.
FCEI / Grupo Gestor do FREIAVI / AMAVI


Texto: Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil de Trombudo Central 
Glaucia Bodemuller Marcelino

Onde mora a inteligência

Portal Aprendiz, 28/06/2011
Rubem Alves


Retorno ao lugar onde parei, na Escola da Ponte, em Portugal. A menina que me levava me havia dito umas coisas que me espantaram por não combinarem com aquilo que eu pensava saber sobre as escolas. Foi então que me veio à cabeça a sabedoria do Riobaldo: “O real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia”. Sem intenção consciente, o dito do Riobaldo passou por uma transformação pedagógica e virou “a inteligência não está na saída nem na chegada, ela se dispõe para a gente é no meio da travessia”. A inteligência acontece no “estar indo”. Quando ela não está indo, ela está dormindo…

Lembrei-me dos meus anos de ginásio, a pedagogia que os professores usavam naqueles tempos, e não sei se as coisas mudaram, porque o hábito tem um poder muito grande… Pois os professores me ensinaram as coisas que estavam na chegada, mas não me contaram como foi que a travessia tinha sido feita. O professor entrou em sala e anunciou: equação do segundo grau. Aí, ele se pôs a falar e a escrever símbolos no quadro negro. Aprendi automaticamente, sem entender, porque tinha memória boa: “x = -b + ou – raiz quadrada de b2 – 4ac sobre 2a”. Lembro-me de um colega que não havia entendido a coisa, estava perturbado com o símbolo “x” e veio me perguntar: “Afinal, qual é mesmo o valor de “x”?

Eu sabia que a fórmula para se determinar o valor de “x” não havia caído dos céus. Ela aparecera na cabeça de algum matemático que a deduzira séculos atrás depois de uma longa travessia numa jangada feita de pensamentos. O dito matemático a descobriu porque seus pensamentos estavam infelizes. “Ostra feliz não faz pérola”. O que é dor para a ostra é uma interrogação para a cabeça. Mas por onde o pensamento matemático navegou para fazer a travessia, isso o professor não ensinou. É possível que ele não soubesse, ou que achasse que isso não importava. Para que entender a gravidez se o nenê já nasceu? O que importa é comer o bolo e não saber a receita…
Me ensinaram também as três leis dos movimentos dos planetas que Kepler descobriu, curtinhas, fáceis de guardar na memória. Mas essas três leis na minha memória em nada contribuíram para dar poder à minha inteligência. Enquanto a memória trabalhava para decorar a “chegada”, minha inteligência dormia. Nada me contaram sobre os caminhos fascinantes por onde errou o pensamento do astrônomo por dezoito anos. Uma hipótese errada atrás da outra, um caminho que não levava a lugar algum depois do outro. Por que gastar tempo com os erros da “travessia”, se se pode ir diretamente à “chegada”, conclusão? Não se percebe que, ao assim proceder, o aluno ganha uma memória musculosa e uma inteligência flácida… Pensar é como escalar montanhas. Um alpinista recusaria o caminho rápido e seguro de chegar ao topo da montanha via helicóptero, sem sofrer e sem suar. Onde está a graça? O que ele deseja são os medos, os calafrios, os desafios da montanha, o que ele vê enquanto sobe… A arte de pensar se ensina fazendo a inteligência seguir o caminho da travessia, com todos os seus erros e enganos. PS: Se você ficou curioso sobre a história da equação de segundo grau, consulte o Google.

Carência na educação


Diário Catarinense, 29/06/2011 - Florianópolis SC
Editorial

Longe de registrar um padrão de qualidade compatível com as necessidades do país, a educação brasileira está mais distante ainda de garantir os recursos necessários para financiar esse objetivo. O ministro da Educação, Fernando Haddad, insiste no fato de que a elevação gradativa dos recursos para o ensino do equivalente a 5% para 7% do Produto Interno Bruto (PIB) é suficiente para custear as 20 metas do Plano Nacional de Educação (PNE), em exame pela Câmara. Responsáveis pela educação infantil e pelo ensino fundamental, porém, os municípios alegam não ter como cumprir as metas de sua competência com recursos próprios. Como não há previsão de dinheiro extra para esse objetivo no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), o risco é de que um avanço tão necessário para o país fique apenas no plano das intenções.
Enviado ao Congresso no final do ano passado, o PNE define uma série de objetivos a serem alcançados até 2020. Entre eles, incluem-se a universalização do ensino em diferentes níveis a partir de quatro anos de idade, a alfabetização de todas as crianças até os oitos anos de idade, a duplicação nas matrículas da educação profissional técnica de nível médio e a valorização profissional dos educadores. O que mais preocupa os prefeitos, como ressalta documento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), é que, apenas para o cumprimento de três metas de sua competência, haveria necessidade de R$ 17,6 bilhões por ano – montante que as prefeituras não dispõem hoje.

Embora a União arrecade mais, os municípios e os estados bancam, hoje, mais de 80% do gasto público com educação. Neste ano, por exemplo, a estimativa da CNM é de que os estados destinem R$ 59,2 bilhões para o Fundeb, e os municípios, R$ 28,8 bilhões. Os recursos federais alcançariam apenas R$ 8,8 bilhões. É difícil aceitar que, diante da oportunidade de definir soluções de longo prazo para uma área tão decisiva num país em desenvolvimento, o Brasil se perca com o excesso de metas – ainda que algumas se mostrem pouco ousadas para as necessidades – e com a insuficiência de recursos.

O país precisa dotar o ensino público de projetos viáveis, não apenas de propostas que acenam com mais possibilidades, como parece ser o caso do Plano Nacional de Educação. Como a educação brasileira é descentralizada, só é possível alcançar eficiência e garantir mais qualidade no ensino se o governo federal, o dos estados e o dos municípios atuarem num regime de estreita colaboração, sem querer transferir responsabilidades para uma ou outra instância da federação. É inadmissível que tantas crianças mal assistidas sob o ponto de vista da aprendizagem continuem a pagar pela omissão de adultos aos quais foi confiada a missão de resolver os crônicos problemas nesta área.

Computador na escola é mais eficiente se for usado para treinar professor, diz OCDE

UOL Educação, 28/06/2011 
Da Redação em São Paulo

Um novo levantamento da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), com base no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) 2009, mostra que os computadores das escolas são mais eficientes se utilizados para treinar o professor. O “Resultados Pisa 2009: Estudantes online” quis avaliar como estudantes de 15 anos usam os equipamentos e a internet no aprendizado. Além disso, mostra o estudo, o impacto nos resultados foi maior nos casos em que o computador estava na casa do estudante e não na escola. De acordo com a OCDE, o equipamento precisa estar integrado aos currículos. Alunos de 15 anos de 18 países fizeram parte da pesquisa: Austrália, Áustria, Bélgica, Chile, Dinamarca, França, Hungria, Islândia, Irlanda, Japão, Coreia, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Espanha, Suécia, Colômbia e as regiões de Hong Kong e Macau, na China. O Brasil não participou do levantamento. Na maioria dos países, o resultado dos testes escritos foi basicamente o mesmo dos testes online. Os países onde os alunos se saíram melhor nos testes digitais foram Coreia, Austrália, Nova Zelândia, Suécia e Islândia, além da região de Macau (China). Em todos os locais, as meninas foram melhor que os meninos, principalmente nos testes escritos.


Diversidade: O caminho para a (trans)formação do fazer pedagógico


Por: Caroline Côrtes Lacerda

Vivemos hoje em uma época de globalização, tanto da economia quanto das tecnologias e informações que vêm sendo modificadas constantemente e refletem diretamente na cultura da sociedade. Estes progressos como os avanços na medicina, os computadores, meios de comunicação, meios de transporte..., facilitam a nossa vida, trazendo conforto e inovação. A educação deve progredir no mesmo ritmo, acompanhando os progressos e trabalhando em vistas para diminuir as desigualdades que se originam devido aos avanços, visto que há pessoas que ficam desprovidas dessas inovações. Para tanto, faz-se necessário proporcionar esses “confortos”, também para aqueles que não têm acesso, e a ponte mediadora entre essas diferenças é a escola.
Gadotti (2000, p 41) questiona-se quando fala: “que tipo de educação necessitam os homens e as mulheres dos próximos 20 anos, para viver este mundo tão diverso?” Certamente, eles e elas, necessitam de uma educação para a diversidade, necessitam de uma ética da diversidade e de uma cultura da diversidade. Uma escola que eduque para a pluralidade cultural, que perceba o outro como legítimo outro, o qual possui uma história, uma cultura, uma etnia e que perceba a turma de alunos como heterogênea, visto que cada aluno possui um diferencial, pois provém de lugares, culturas e famílias distintas, apresentando ritmos diferentes para aprender, o que caracteriza a pluralidade no espaço escolar.
A escola de hoje precisa encontrar seu caminho para a diversidade, engajando as crianças no mundo das diferenças, preparando-os para ser legítimos cidadãos. Na sala de aula há alunos de diversas culturas, o que requer do professor um olhar diferenciado para seu planejamento, bem como para o currículo escolar, através de adaptações aos conteúdos e atividades desenvolvidas em sala de aula. Também é importante pesquisar a história dos alunos para que o conteúdo a ser estudado esteja de acordo com seus interesses e realidade.
Gadotti (2000, pg. 56) salienta que somente uma educação multicultural pode dar conta desta tarefa.
A educação multicultural se propõe a analisar, criticamente, os currículos monoculturais atuais e procura formar criticamente os professores, para que mudem suas atitudes diante dos alunos mais pobres e elaborem estratégias instrucionais próprias para a educação das camadas populares, procurando, antes de mais nada, compreendê-las na totalidade de sua cultura e de sua visão de mundo.
A diversidade cultural é um fator muito importante de ser analisado no sistema de ensino, pois é a forma de mostrar aos alunos que existem muitas culturas além da que eles estão acostumados a ver. Também devido ao fato de proporcionar uma formação mais ampla aos alunos, no sentido de fazer com que eles interajam com a realidade se auto descobrindo e descobrindo coisas novas, pois muitas vezes o aluno desconhece a sua própria cultura.
Hoje o trabalho desenvolvido nas escolas deve estar voltado para atender todo tipo de diferença, tendo em vista o processo de mudança que vem ocorrendo na sociedade. O “diferente” torna-se muito mais presente no nosso dia a dia, visto que a cada lugar que freqüentamos encontramos alguém diferente, seja com um visual, aparência, sexo, deficiência, cultura, etnia entre outros. Assim, acredita-se que desde a Educação Infantil, os programas educacionais devem estar voltados à diversidade, para que a criança aprenda a respeitar, viver e se construir nesse contexto.
Para tanto, é necessário que a sociedade também valorize as diversidades e que os meios de comunicação também colaborem, ajudando, por exemplo, a não incentivar a violência a homossexuais, travestis, lésbicas, entre outros, pois a escola não deve ser o único fator de mudança, é preciso que toda a sociedade se conscientize. Segundo Gomes (1999) o reconhecimento dos diversos recortes dentro da ampla temática da diversidade cultural (negros, índios, mulheres, deficientes, homossexuais, entre outros) coloca-nos frente a frente com a luta desses e outros grupos em prol do respeito à diferença.
A luta dos educadores pelos direitos e pelo reconhecimento das diferenças não pode ser dar de forma separada e isolada. É preciso que políticas governamentais apóiem os programas educacionais, bem como os meios de comunicação, os quais tem forte influência de persuasão. O professor não pode pensar que a inclusão, é exclusividade de deficientes e que para esta acontecer basta adaptar o espaço físico e ter profissionais qualificados. Isto é preciso, mas não é o suficiente, porque uma escola com olhar voltado para a inclusão social, jamais irá pensar somente no deficiente, mas sim em todo tipo de diferença que existe e que surge a cada dia. Além de oferecer espaço físico adequado, é necessário que a escola prepare as novas gerações para esta educação, voltada para a diversidade. Através desta perspectiva, acredita-se que irão se romper as barreiras negativas construídas ao longo do processo histórico, “o preconceito”.
De acordo com Perrenoud (2001, p. 69)
No início do ano, um professor ao depara-se com 20 a 25 crianças diferentes em tamanho, desenvolvimento físico, fisiologia, resistência ao cansaço, capacidades de atenção e de trabalho; em capacidade perceptiva, manual e gestual; em gostos e capacidades criativas; em personalidade, caráter, atitudes, opiniões, interesses, imagens de si, identidade pessoal, confiança em si; em desenvolvimento intelectual; em modos e capacidades de relação e comunicação; em linguagem e cultura; em saberes e experiências aquisições escolares; em hábitos e modo de vida fora da escola; em experiências e aquisições escolares anteriores; em aparência física, postura, higiene corporal, vestimenta, corpulência, forma de se mover; em sexo, origem social, origem religiosa, nacional ou étnica; em sentimentos, projetos, vontades, energias do momento...
Segundo o autor, parece que nunca terminaríamos de citar as inúmeras diferenças que permeiam o espaço escolar e a sociedade no geral e, devido a isto, acreditamos que não se deve esquecer a particularidade do sujeito, pois cada vez mais o “diferente” aparece, seja na forma de aprender, de se comunicar, ou na de refletir, etc. Para tanto, é importante, valorizar o espaço social, ampliar ações e principalmente, reconhecer que as crianças e adolescentes precisam sonhar, ter oportunidades, não importando qual a sua diferença.
Mudar não é tarefa fácil e todos  sabemos disso, mas o prazer da mudança surge quando a própria escola se torna espaço o espaço de (trans)formação. E somente através desta prática (trans)formadora é que poderemos construir uma sociedade mais justa, que inclui e não exclui, que perceba a escola como espaço de construção, através da valorização das individualidades, do respeito para com as diferenças, com a cultura de cada um, onde a educação é o elemento essencial para um mundo melhor.
Escrito por: Caroline Côrtes Lacerda
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
GADOTTI, Moacir. Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre: Artes Médicas Sul. 2000.
GOMES, Nilma Lino. Educação e diversidade cultural: refletindo sobre as diferenças presentes na escola. 1999. Artigo publicado no site: www.mulheresnegras.org/nilma Acessado em: 28/08/2008.
PERRENOUD, Philippe. A pedagogia na escola das diferenças: fragmentos de uma sociologia do fracasso. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001

Concurso premia boas práticas de utilização e conservação


Reforçando...

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) lançou nesta quarta-feira, 15, o concurso Ações Inovadoras no Livro Didático. A iniciativa visa premiar e difundir boas práticas de escolas públicas e de secretarias estaduais e municipais de educação voltadas ao remanejamento, à conservação e à devolução dos livros didáticos distribuídos pelo governo federal.
Segundo a coordenadora geral dos programas do livro do FNDE, Sonia Schwartz, o concurso é uma forma de reconhecer a gestão educacional eficiente. “Ideias simples, criativas e aplicáveis à realidade local fazem toda a diferença no ambiente escolar”, afirma.
Premiação – Para incentivar gestores e professores no cuidado com o livro didático, a autarquia buscou uma premiação atrativa, que vai além de troféus e certificados para os primeiros colocados. As equipes vencedoras vão ganhar também os 361 livros do Programa Nacional Biblioteca da Escola e da Coleção Educadores, além de passagens e hospedagem para apresentar suas experiências no 13º Encontro Técnico Nacional dos Programas do Livro. O evento ocorrerá em Curitiba, no Paraná, de 4 a 7 de outubro.
Inscrição – Os interessados em participar do concurso devem acessar o regulamento, a ficha de inscrição no sítio do FNDE. Depois de preenchê-los conforme orientações do regulamento, basta enviar os documentos a concursopnld@fnde.gov.br até 14 de agosto. O resultado sai em 14 de setembro.

O Homem e seus Símbolos -Carl G. Jung



A Editora Nova Fronteira apresenta ao público brasileiro uma das obras fundamentais da psicanálise. Um dos livros de maior influência no progresso das ciências da psicologia analítica, nos seus revolucionários métodos atuais. O primeiro e único trabalho em que Carl G. Jung, o famoso psicólogo e filósofo suíço, explica ao leigo aquilo que constitui a sua maior contribuição ao conhecimento da mente humana: a sua teoria a respeito da importância do simbolismo. Sobretudo, o simbolismo dos sonhos. 
http://www.mediafire.com/?i9x97tc7os03wug

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Minha família é colorida




O pequeno Angelo, ao perguntar para sua mãe porque seu cabelo não "vuava", abre espaço para que lhe fosse explicado, de formasimples e amorosa, uma belíssima história de amor: a história de sua família, uma família colorida. Georgina Martins consegue apresentar a seu leitor um texto delicado e sutil, que toca em raízes familiares, árvore genealógica, questões raciais, encontros... Muitos encontros suscitando uma série de interferências com o texto. O livro não termina com a descoberta do pequeno Angelo, mas inicia incríveis questões, novas descobertas e perguntas sobre o mundo familiar, pois Georgina apresentou uma questão e abriu outras tantas para serem pensadas, discutidas: amizades inter-raciais, países inter-raciais e principalmente, ao levantar as diferenças, focasua história no encontro amoroso e na igualdade. A ilustradora Maria Eugênia faz uma incrível leitura: cores, cabelos, olhos, mãos sempre se tocando... Encontrando-se e fortalecendo o texto original. A Coleção Muriqui Júnior, que traz como missão levantar temas cotidianos, nem sempre simples de serem tratados, acertou no alvo com Minha família é colorida.


Clicar aqui para fazer o download do livro:
Minha familia e colorida.rar


fonte 

Uma leitura Interessante



                                    Educação Infantil                            Política de Educação Infantil no Brasil: Relatório de Avaliação - Esta publicação é composta de três partes. A primeira contém a tradução, na íntegra, do Relatório de Avaliação da Política de Cuidado e Educação da Primeira Infância no Brasil, aprovado pelo MEC em agosto de 2006; a segunda traz os textos que subsidiaram o estudo, elaborados pelos especialistas brasileiros contratados pelo projeto. A terceira, um breve capítulo de atualização de informações, incluindo aspectos das políticas públicas e dados sobre a oferta de serviços.

Formação



Formação continuada de professores dos anos
 iniciais do ensino fundamental.

Baixe os arquivos do material:

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Matemática





Palavras-chave: formação de professores, pró-letramento
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12616&Itemid=842
fonte 

Pontinho preto

Certo dia, um professor entrou na sala de aula e disse aos alunos para se prepararem para uma prova relâmpago.
Todos se sentiram assustados com o teste que viria.
O professor entregou, então, a folha com a prova virada para baixo, como era de costume...Quando puderam ver, para surpresa de todos, não havia uma só pergunta ou texto, apenas um ponto negro no meio da folha.O professor, analisando a expressão surpresa de todos, disse:- Agora vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo.Todos os alunos, confusos, começaram a difícil tarefa.Terminado o tempo, o professor recolheu as folhas, colocou-se na frente da turma e começou a ler as redações em voz alta.Todas, sem exceção, definiram o ponto negro tentando dar explicações por sua presença no centro da folha.Após ler todas, a sala em silêncio, ele disse:- Esse teste não será para nota, apenas serve de aprendizado para todos nós. Ninguém falou sobre a folha em branco.Todos centralizaram suas atenções no ponto negro. Assim acontece em nossas vidas.Temos uma folha em branco inteira para observar, aproveitar, mas sempre nos centralizamos nos pontos negros.

A vida é um presente de DEUS, dado a cada um de nós com extremo carinho e cuidado. Temos motivos pra comemorar sempre.A natureza que se renova, os amigos que se fazem presentes, o emprego que nos dá sustento, os milagres que diariamente presenciamos.No entanto, insistimos em olhar apenas para o ponto negro.O problema de saúde que nos preocupa, a falta de dinheiro, o relacionamento difícil com um familiar, a decepção com um familiar, a decepção com um amigo.Os pontos negros são mínimos em comparação com tudo aquilo que temos diariamente, mas são eles que povoam nossa mente.Pense nisso. 

Tire os olhos dos pontos negros da sua vida. 
Aproveite cada bênção, cada momento que Deus lhe dá.Creia que o choro pode durar até o anoitecer, mas a alegria logo vem no amanhecer. Tenha essa certeza, tranqüilize-se e seja feliz!
Real obrigação da escola é promover aprendizado dos alunosPDFImprimirE-mail
23-06-2011
Ana Cássia Maturano
Psicóloga e psicopedagoga

Tempos atrás, ter um filho com dificuldades para aprender era algo bastante desconfortante. Pairava no ar a dúvida sobre ele ser ou não inteligente. Havia, como ainda existe hoje, testes de inteligência que mediam o QI (quociente intelectual). De maneira onipotente, diziam e prediziam qual era a capacidade da criança. Pouco ou nada ajudavam, principalmente aquelas que apresentavam um baixo desempenho.

Para as consideradas pouco capazes, o lugar reservado era o do fracasso, com um futuro não muito promissor. Isso ainda deve acontecer. Porém, com os avanços em diferentes áreas como a pedagogia, psicologia, neurologia, sociologia e outras mais, as coisas mudaram.

Sabe-se, por exemplo, que aprender vai além de se ter um bom potencial intelectual. É necessário que haja condições emocionais. Para a aprendizagem escolar, é de suma importância uma pedagogia competente, que realmente promova o aprendizado.

Os avanços ocorreram não só na maneira de se compreender o aprender, mas também na criação de condições favoráveis para que aqueles que não conseguem se desenvolver na escola consigam caminhar. Há vários recursos para dar suporte a essas crianças e adolescentes. Existem as tradicionais aulas particulares (institucionalizadas nos dias de hoje) e os reforços escolares, terapia psicopedagógica ou psicológica, remédios para se prestar mais atenção às aulas e algumas outras coisas.

São tantas as possibilidades oferecidas fora da escola, que ela anda se esquecendo de sua real obrigação - propiciar o aprendizado de seus alunos. A impressão que dá é que ela está terceirizando isso para outros profissionais, como os psicopedagogos e professores particulares - ou até a uma equipe deles. O aluno que não acompanha suas exigências e planejamento é rotulado com problema e dificuldade.

Além disso, observa-se que vários alunos com bom desempenho escolar têm apresentado um rendimento abaixo de seu perfil. Algo cada vez mais comum. A sensação descrita pelos pais e crianças é que a escola parece estar apertando o cerco em suas exigências.

Colocação no Enem
Em algumas delas, esse fenômeno tem ocorrido por causa das notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Principalmente, quando caíram de posição, de um ano para outro, no ranking das escolas. Apavoraram-se e foram cobradas pelos pais dos alunos. Descontaram neles possíveis problemas pedagógicos que qualquer colégio pode ter.

Uma instituição de ensino tem que mirar em seus alunos para que possa ajudá-los na aprendizagem formal e não usá-los simplesmente para conseguirem uma boa colocação numa prova. Isso será resultado de seu trabalho em conjunto com os estudantes. Não basta cobrar deles. Ela tem que se autoanalisar e ver onde está a precariedade de sua proposta e prática pedagógicas.

Infelizmente, ainda vemos muitas escolas se colocarem numa posição em que têm que ser alcançadas pelos alunos. Em verdade, esquecem-se que elas é que precisam alcançá-los. Por isso, tanta necessidade desses especialistas ficarem orbitando em volta delas. Será que há tanta necessidade deles?

Se há, é porque as escolas não estão fazendo aquilo que deveriam - ensinar ou propiciar a aprendizagem de seus alunos. Elas precisam rever para que servem e a que se prestam: ensiná-los ou apenas ter uma classificação no Enem.