terça-feira, 4 de abril de 2017

A sorte de contar com um bom professor


11, maio 2016 em Emoções
A sorte de ter um bom professor


Se perguntarmos a você “Quais foram os seus professores que mais te marcaram?”provavelmente não haveria muita demora para que alguém viesse à mente. Você se lembrará de seus nomes, do jeito que davam aula e do motivo pelo qual te marcaram. De um bom professor não se esquece.
Isso se repete também para as pessoas que nos ensinam fora do ambiente acadêmico, porque o que ocorre é que quem nos ensina algo valioso também deixa uma marca em nós além do próprio conhecimento que é transmitido.

É certo que centenas de pessoas passam pela nossa vida e a maioria delas acaba não deixando grandes marcas. Mas aquelas que demonstram uma habilidade especial para nos passar conhecimento se tornam inesquecíveis. Por que somos sortudos se contamos com um bom professor? Porque eles acabam nos transmitindo muito mais do que na realidade pretendiam, e até mais do que nós esperávamos.
Um professor impossível de esquecer

É interessante ver de que modo as crianças constroem seus heróis ao longo de sua infância. Mais além dos pais ou de personagens de ficção, os professores ocupam um lugar muito importante em suas vidas.


Por exemplo, se um professor lhe ensinou o valor do esforço, disse as palavras certas nos momentos mais adequados ou usou técnicas divertidas para ensinar ou estudar, é muito provável que o conhecimento adquirido tenha uma ligação com essas lembranças que faziam do professor alguém tão singular.


Infelizmente, a maioria dos professores acabam não sendo muito originais, fazendo as tarefas de modo monótono e se restringindo em suas aulas a reproduzir um livro qualquer. Mesmo assim alguns de nossos professores – que provavelmente podemos contar nos dedos das mãos – foram exceções excepcionais e demonstraram uma habilidade especial para nos atingir.

Um bom professor é esse que ensina enquanto se diverte, esse que demonstra sua vocação perante 30 crianças entediadas e com vontade de estar em qualquer outro lugar, brincando ou fazendo qualquer outra coisa, esse que com suas palavras te ajudou a decidir sua profissão à qual você se dedica hoje.
Como é o professor ideal?

Não é aquele que passa menos tarefas ou aquele que permite que as crianças façam o que bem entenderem durante suas aulas. Não é também o que manda lições que ocupam a tarde inteira ou que, com seu jeito tirano, mantém a classe em silêncio absoluto.


Pelo contrário, um bom professor é aquele que coloca um trampolim para seus alunos saltarem, um pouco mais acima do que seria cômodo mas um pouco mais abaixo do que tornaria a tarefa impossível. Além disso, um bom professor é também aquele que conta com habilidades suficientes para encontrar a melhor maneira de seus alunos interiorizarem o que pretende transmitir.

A vocação é algo que talvez não seja muito bem compreendida quando somos pequenos, mas é certo que distinguimos facilmente as pessoas que a tem. Isso é assim porque vocação se transforma em atitude, em uma grande disposição frente aos desafios que uma sala de aula pode trazer.

Trata a todos igualmente e não faz diferenciações, não se incomoda em ficar mais tempo explicando aos que ainda não entenderam, é cordial e tem abertura com seus alunos e, especialmente e principalmente, tem uma grande dose de paciência. Esse é o professor ideal.



Quanto a si mesmo, não deve faltar entusiasmo pelo seu trabalho, vontade de se superar continuamente, buscar novas formas de dizer a mesma coisa e entregar o melhor de si por meio do conhecimento que passa.

A verdadeira formação é também um aspecto que nenhum professor deveria deixar de lado. O que isso significa? Que além de transmitir dados, fórmulas e técnicas, é indispensável a capacidade de ensinar sobre os valores humanos e bons hábitos.

Existem grandes professores fora da escola?

Até agora falamos apenas de crianças e de seus professores escolares, mas a função de um mentor não reconhece idade nem profissão. Muitos adultos também buscam uma pessoa que os guie, que os ensine aquilo que necessitam ou querem aprender.

Mesmo que possamos escolher algumas vezes, há também professores que encontramos por pura sorte, apenas por termos frequentado a aula em um determinado horário, ou em um determinado dia.

O mentor oferece todos seus conhecimentos a seus discípulos e aprendizes e os ajuda a superar diversos obstáculos. Trata-se, geralmente, de alguém que com muita experiência no setor e com um dom especial para ensinar e transmitir com sabedoria.

Desse modo, não importa a idade que tenha: ainda há tempo de encontrar o melhor professor de sua vida.



“Um pessoa se lembra com apreço de seus professores 
mais brilhantes, mas com gratidão daqueles que tocaram 
nossos sentimentos”

-Carl Gustav Jung-

INCLUSÃO NA ESCOLA

Inclusão de alunos com autismo na escola

Tire aqui as suas principais dúvidas sobre a inclusão escolar do aluno com autismo, esquizofrenia e outras particularidades mais subjetivas

05/09/2013 14:51
Texto Cynthia Costa
Educar
Foto: Maurício Melo
Foto: INCLUSÃO
Crianças portadoras de alguma deficiência psicológica não devem ser excluídas do sistema de ensino. Pelo contrário: na escola deve-se buscar soluções pedagógicas para elas.
O que é uma deficiência mental? E uma doença mental? Estas duas perguntas abrem um mundo de interpretações: cada linha de estudos psicológicos, sociológicos, antropológicos e pedagógicos costuma adotar uma concepção diferente. Além disso, novas pesquisas lançam luz sobre o tema todos os anos. Diante disso, quando o assunto é inclusão, a tarefa da escola não é responder a essas questões, mas sim tornar possíveis o aprendizado e a adaptação do aluno com desenvolvimento atípico.

Inclusão e diversidadeEspecial Inclusão e Diversidade 
Reportagens especiais sobre como promover a inclusão de crianças especiais nas escolas


Entre diagnósticos relativamente comuns, estão o autismo, a esquizofrenia e diferentes tipos de psicose. Todas essas condições pedem tratamentos específicos, realizados por equipes multidisciplinares. A boa notícia é que, uma vez tratada e acompanhada, não há motivo para que a criança não seja incluída e desenvolva bem o seu aprendizado. O papel da escola é, sobretudo, pensar em soluções pedagógicas para ela.

"Uma escola inclusiva deve ter um bom projeto pedagógico, que começa pela reflexão. Diferentemente do que possam pensar, a inclusão vai muito além de ter rampas e banheiros adaptados", observa a psicopedagoga e arteterapeuta Bianca Acampora, especialista em desordens de aprendizagem e autora do livro Psicopedagogia Clínica - O Despertar das Potencialidades (Wak Editora).

A cartilha Atendimento Educacional Especializado em Doença Mental, do Ministério da Educação, é uma leitura imprescindível sobre o assunto. Além dessa fonte, Bianca Acampora e outras especialistas ajudaram o Educar para Crescer a traçar alguns princípios básicos sobre a inclusão do aluno com deficiência ou doença mental. Veja abaixo aspectos importantes.