quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

MINISTRO SAI DO CARGO SEM GRANDE MARCA




Sua gestão, no entanto , consolidou o Enem e criou programas para melhoria do ensino

Fonte: Globo (RJ)


Após dois anos , o ministro da Educação, Aloizio Mercadante , sairá do cargo sem uma grande marca de sua gestão , embora tenha atuado em diversas frentes e consolidado o Exame Nacional do Ensino médio (Enem), até então uma fon te de dor de cabeça para o governo.
Numa área em que qualquer política demora a surtir efeito , Mercadante nunca escondeu a pressa por resultados . Deixar á como legado uma série de programas e ações que prometem melhorar o Ensino , mas engatinham e ainda estão longe de mudar a realidade . É o caso do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, para que toda criança aprenda a ler até os 8 anos , e um programa de incentivo à aprendizagem de matemática e ciências no Ensino médio.
A ideia de mexer no currículo, porém, não saiu do papel. A primeira medida anunciada logo depois da posse foi a distribuição de tablets para Professor es da rede pública de Ensino médio. Os aparelhos foram comprados , mas questões estruturais do magistério , como a aplicação da lei do piso salarial da categoria, permanece indefinida: sob pressão de prefeitos e governadores, o governo tenta mudar a fórmula de reajuste que tem aumentado salários acima da inflação. Enquanto isso, o MEC evita até mesmo anunciar o novo valor para 2014. Mercadante sairá também sem que o Congresso tenha aprovado o Plano Nacional de Educação, conjunto de metas para os próximos dez anos.
Mercadante viu o orçamento do MEC crescer 28% entre 2011 e 2013. A destinação dos royalties do pré sal para a Educação, uma das bandeiras do ministro, injetará mais recursos nas próximas décadas. Foi sob a gestão dele que a Lei de Cotas entrou em vigor . Um programa que cresce é o Prontec, que oferece formação profissional a estudantes e trabalhadores. Mercadante estimulou a expansão dos cursos de Medicina e mudou a lógica de aber tura de faculdades, comprando briga com o setor privado.
A partir de 2014, só serão autorizados cursos em municípios indicados pelo MEC. Novas regras para as faculdades de Direito também estão em elaboração. O ministro não estará mais no MEC quando virarem realidade. 

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