domingo, 24 de março de 2013

Para Ler:


Era uma vez...

Bons leitores literários estão atentos a novas e velhas histórias, conhecem gêneros e autores variados. Por isso, organizamos esta página especial, com mais de 100 contos, crônicas, poesias, lendas e fábulas ricamente ilustradas e publicadas em NOVA ESCOLA. Para ler sozinho, em família ou com seus alunos, em qualquer faixa etária. Boa leitura!


Inesquecível




Há em quem ensina,

 a magia de  transformar

o simples em inesquecível.



ALUÍSIO CAVALCANTE JR

10 dicas para manter a saúde do professor



Você é professor e sabe que precisa, no seu dia a dia, falar por horas seguidas, se expor a situações de estresse e, às vezes, por uma má orientação, repetir movimentos de forma errada, que comprometem sua saúde física. No entanto, seguindo pequenas dicas no dia a dia, é possível manter a saúde e inclusive melhorar o desempenho em sala de aula. Veja as sugestões de especialistas em nosso álbum de fotos

Alexandre de Melo (novaescola@atleitor.com.br)

Confira as  dicas:
http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/galeria-gestao-escolar-saude-do-professor-736718.shtml#ad-image-8

segunda-feira, 11 de março de 2013

Desserviço à educação



HÉLIO SCHWARTSMAN - FOLHA DE SÃO PAULO - 09/03/2013 - SÃO PAULO, SP

A mais fantástica tecnologia humana não é o computador nem o velcro, mas a escrita. Se um pensador antigo como Platão podia vê-la com desconfiança, por imaginar que destruiria a capacidade de memorização, hoje, 2.400 anos depois, sabemos que não é assim.
Não apenas não existiria civilização, se não dispuséssemos de uma forma de registro perene das ideias, como ainda há indícios de que a alfabetização modifica fisicamente o cérebro, criando rotas de comunicação entre diferentes regiões do córtex e ampliando a memória verbal, como mostra Stanislas Dehaene em seu `Os Neurônios da Leitura`.
O processo de alfabetização tem início já nos meses finais da gravidez, quando o feto vai se familiarizando com os ritmos e sons da língua materna, e só se encerra na adolescência, quando emerge um leitor tão experiente que mal presta atenção nas letras, processando-as em blocos e quase `adivinhando` o sentido das palavras. Entre os 5 e os 6 anos de idade, porém, ocorre uma fase crítica que precisa ser aproveitada. As crianças, que até então apenas memorizavam o formato de palavras especiais, como seus nomes, começam a perceber que a escrita alfabética envolve um jogo de sons. Está surgindo o que os especialistas chamam de consciência fonológica.
Embora os construtivistas não gostem, este é o momento em que o código alfabético precisa ser ensinado explicitamente, já que o processo de percepção dos fonemas não é automático nem natural. Deixar de fazê-lo atrasa e pode até comprometer a alfabetização, em especial a das crianças mais pobres, que já saem em desvantagem por terem sido menos estimuladas para a leitura.
Nesse contexto, a Câmara, com apoio do governo, prestou um desserviço à educação, ao rejeitar uma emenda à MP 586, que reduzia de 8 para 6 anos a idade ideal para as escolas alfabetizarem a garotada. Detalhe: a mudança só valeria em 2017.

sábado, 9 de março de 2013

Tirania da liberdade!


“A mim me dá pena e preocupação quando convivo com famílias que experimentam a "tirania da liberdade" em que as crianças podem tudo: gritam, riscam as paredes, ameaçam as visitas em face da autoridade complacente dos pais que se pensam ainda campeões da liberdade."
Paulo Freire
“A mim me dá pena e preocupação quando convivo com famílias que experimentam a "tirania da liberdade" em que as crianças podem tudo: gritam, riscam as paredes, ameaçam as visitas em face da autoridade complacente dos pais que se pensam ainda campeões da liberdade."
Paulo Freire

segunda-feira, 4 de março de 2013

Fórum Nacional de Educação divulga nota pública sobre o PNE 4/03/201



3 | 15:30
FORÚM NACIONAL DE EDUCAÇÃO – FNE
11ª NOTA PÚBLICA 
Brasília, 27 de fevereiro de 2013. 
O Fórum Nacional de Educação (FNE), instituído pela Portaria nº. 1.407/2010, órgão de Estado e espaço inédito de interlocução entre a sociedade civil e os governos, reivindicação histórica da comunidade educacional e resultado de deliberação da Conferência Nacional de Educação (CONAE-2010), defende a necessidade da ampliação de recursos para a manutenção e desenvolvimento do ensino (MDE), tendo em vista a consagração do direito à educação com qualidade social. Para tanto, considera urgente a necessidade do Brasil estabelecer novas fontes para o adequado financiamento da educação pública.
Com esse objetivo, após analisar o relatório substitutivo ao Projeto de Lei (PLC) 103/2012, que trata do Plano Nacional de Educação (PNE) para a próxima década, apresentado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, pelo relator da matéria, Senador José Pimentel (PT-CE), o pleno do Fórum Nacional de Educação, em sua reunião ordinária de 27/02/2013, deliberou e decidiu tornar pública a defesa dos seguintes pontos:
1. O investimento público, que deve alcançar o patamar de 10% do PIB em dez anos, diferentemente do que foi proposto pelo supracitado relator, deve ser destinado, exclusivamente, aos estabelecimentos públicos de educação, redes e sistemas públicos de ensino, tal como foi aprovado pela Câmara dos Deputados.
2. É necessário manter a meta intermediária de investimento público em educação pública na ordem de 7% do PIB no quinto ano de vigência do PNE, proposta extraída pelo relatório do Senador Pimentel.
3. A expansão de vagas na educação básica, educação profissional e educação superior deve se dar nos estabelecimentos públicos de ensino.
4. A importância de ser mantido e reiterado no texto a necessidade de destinação de, no mínimo, 50% dos recursos do Fundo Social do Pré-sal para a educação pública, além de todos os royalties, bônus e participações especiais advindas da exploração do petróleo e demais minérios com o objetivo de viabilizar o patamar de investimento público em educação pública na ordem de 10% do PIB durante a próxima década da educação.
5. No tocante a meta 4, que trata da educação especial, em respeito às deliberações da CONAE 2010, o FNE solicita ao relator e aos demais Senadores, a retomada da redação original do PL 8.035/2010, visando assegurar a inclusão das pessoas com deficiências na rede regular de ensino.
Defender medidas de financiamento adequado da educação pública na nova lei que estabelecerá as metas e estratégias para a área nos próximos dez anos tem como objetivo garantir que o Estado brasileiro cumpra com seu dever em garantir o direito à educação para cada cidadão e cada cidadã, com a qualidade social.
Reafirmamos, novamente, a necessidade premente da aprovação imediata do PNE, ressalvados os conteúdos publicados nas notas do FNE, que visam fazer serem respeitadas as deliberações da CONAE 2010, vigoroso processo democrático que envolveu, em suas etapas municipais, estaduais, distrital e nacional, mais de 4 milhões de pessoas no debate sobre os rumos e desafios da educação brasileira.
Portanto, as entidades que integram o FNE, respeitando a soberania e a independência do Poder Legislativo, deliberam estas recomendações aprovadas pelo Pleno do Fórum Nacional de Educação, reunido no dia 27/02/2013, na Sala de Atos do prédio do Ministério da Educação.
Clique aqui para acessar a nota em pdf.
Autor: Fórum Nacional de Educação (FNE)

domingo, 3 de março de 2013

SE ME RESTASSE MAIS UMA AULA





Texto de Aluísio Cavalcante Jr.

Como seria esta aula?

Eu aprenderia antes de iniciá-la,

O nome de cada aluno.

Observaria o brilho de cada olhar

E o encanto de cada sorriso.

Então a última lição ensinada

Seria cuidadosamente planejada,

Para não apagar de cada aluno

Seu brilho e encanto.




Esta aula falaria de solidariedade, de amizade e respeito.

Falaria de coisas simples e úteis para a vida.

Falaria da responsabilidade de dedicar a lição aprendida,

Para a construção de um mundo de amor, de paz e esperança.




Não se perderia tempo com ensinamentos inúteis.

Com competição e egoísmo.

E ao final dela nos abraçaríamos e sorriríamos.

E escreveríamos poemas sobre o presente.

E iríamos para as ruas

Falar de solidariedade.

E correríamos para as nossas casas

Para abraçar nossas famílias e amigos.




Mas não é preciso esperar a última aula.

Nem tão pouco buscar a justificativa do impossível.

Pois das dificuldades do presente,

Nasce o professor que transforma o mundo.