segunda-feira, 25 de abril de 2011

Revista Gestão Universitária, Edição 269


A função da escola no desenvolvimento e reconhecimento das competências profissionais 
Jurandir dos Santos

Entre inúmeros conceitos, o desenvolvimento de competências pode ser interpretado como a faculdade de mobilizar e colocar em ação diferentes recursos para solucionar com eficiência e eficácia uma série de situações. Faz-se necessário que o sujeito conheça e saiba fazer bem a sua atividade, em determinada categoria profissional, além da possibilidade de mudar a sua atitude e os seus valores, bem como interferir positivamente no seu contexto social. A competência não está estabelecida e também não é algo estático; é construída cotidianamente, ajustando-se ao comportamento dos indivíduos a partir de um ideal a ser alcançado. Dessa forma, vamos nos tornando competentes. Pode ser desenvolvida por meio da experiência adquirida no trabalho ou por meio de um processo sistematizado e vinculado à educação, cuja característica principal consiste na elaboração curricular baseada no referencial de competências. Exige, ainda, atitudes e posturas mentais, curiosidades, paixão pelo que se está aprendendo, busca designificados coerentes, organização de laços e relações com outras esferas do saber, relação com o tempo, união entre intuição e razão, cautela, audácia, que nascem tanto da formação como da experiência vivida. 

A definição de competência se expressa como experiência profissional de quem conhece tão bem seu meio e a produção do seu trabalho que pode antecipar suas reações, ou seja, que dificilmente pode ser dominado e automatizado. As competências, de um modo geral, definem conhecimentos, habilidades, valores e qualidades contextualizadas, de forma que os saberes são mobilizados a fazer frente a um novo problema e a uma nova situação. Dessa forma, sempre encontraremos as competências associadas às capacidades do sujeito de defender satisfatoriamente suas habilidades, despertando, sempre que necessário, os recursos intelectuais, cognitivos e socioafetivos. A noção de competência se refere às situações que exigem a tomada de decisão ea resolução de problemas, de modo que possuir conhecimentos ou capacidades não é sinônimo de possuir competências, uma vez que só podemos conhecer regras de gestão contábil e não saber aplicá-las no momento oportuno. 

Essa concepção sustenta a ideia de que o sucesso na escola não pode ser um fim em si mesmo. Apesar das etapas propostas para o aprendizado formal, tem ainda a função de preparar os alunos para as demais fases subsequentes, fazendo que eles sejam capazes de mobilizar suas aquisições além dos limites que a escola pode oferecer. Ser competente é se sentir desafiado para aprender a aprender, ter atitude empreendedora, senso de responsabilidade, espírito crítico, autoconfiança, crescente autonomia, honestidade e comportamento ético. Tudo isso, aliado aos conhecimentos e habilidades, compõe o perfil esperado no desenvolvimento dos alunos. Eis o nosso desafio!


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