terça-feira, 8 de março de 2011

"Controle Digital!" Escola registra digital de aluno para controlar frequência


Já virou rotina no colégio. Todo dia, quando chegam e ao sair, as crianças colocam o dedo indicador em um equipamento que registra a sua digital e o horário.
A escola municipal Roberto Mário Santini é a primeira a participar do projeto de frequência digital que será instalado em todas as 30 escolas municipais de Praia Grande, no litoral paulista. Até 2012, os equipamentos devem estar presentes em toda a rede.
Um dos principais objetivos é controlar se os alunos estão de fato assistindo às aulas e diminuir a evasão. Por isso, se a entrada do estudante não for registrada até meia hora após o início do turno, seu pai ou responsável recebe um torpedo.
Ao final do dia, um e-mail é enviado aos responsáveis informando o horário de entrada e saída da criança.
Segundo a Secretaria de Educação de Praia Grande, não há nenhuma experiência parecida no país. Sindicatos de escolas particulares e públicas do Estado de São Paulo confirmam que nunca ouviram falar de algo similar.
A Madis Rodbel, empresa que fabrica os equipamentos, diz que só conhece casos de controle de entrada em faculdades, mas nenhum que registra frequência em escolas.
Alunos da escola municipal Roberto Mario Santini, em Praia Grande, passam pelo sistema digital de frequência
Alunos da escola municipal Roberto Mario Santini, em Praia Grande, passam pelo sistema digital de frequência
Letícia Moreira/Folhapress
BOLSA FAMÍLIA
O maior controle de frequência também facilita o repasse de dados para o programa Bolsa Família.
Uma das obrigações dos beneficiários é que seus filhos tenham frequência escolar mensal mínima de 85% da carga horária --para alunos de 6 a 15 anos-- ou de 75% --16 e 17 anos.
Ficou mais fácil também calcular a quantidade de merenda a ser feita no dia. Para Regina de Assis, ex-secretária municipal do Rio, a implantação do sistema é uma ótima ideia, mas o aluno deve estar ciente de que está sendo monitorado.
Economizar o tempo gasto na chamada e garantir a segurança das crianças são outras vantagens lembradas por Silvia Colello, professora de pedagogia da USP.
FABIANA REWALD  DE SÃO PAULO - Folha.com


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